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Por 19:58 Sem categoria

Sistema financeiro internacional precisa ser controlado pelos governantes, diz Lula

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (3) que os países devem ter consciência de que o sistema financeiro internacional precisa ser controlado pelos governantes, “como são controlados outros segmentos da sociedade”. Segundo ele, além do tema juventude, a crise financeira internacional esteve presente na pauta de discussões durante a 23ª Cúpula Ibero-Americana, em El Salvador.

“Todo mundo está consciente de que é preciso mudar o sistema financeiro internacional, de que é preciso ter controle dos governantes para que a gente não veja nenhum país do mundo repetir os erros graves que foram cometidos pela falta de controle do sistema financeiro, sobretudo a partir do governo norte-americano e do governo dos países europeus”, disse.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula afirmou que, durante o encontro, fez questão de mostrar que “a única chance de enfrentar a crise com sabedoria” é acreditar e fortalecer o mercado interno, além de aumentar as trocas por meio de mais exportação com países que têm “similaridade” com o Brasil.

“A América Latina vinha vivendo um processo extraordinário de crescimento. Todos os países vinham crescendo. Obviamente que, com a crise financeira, se reduz o fluxo do crédito internacional, o fluxo das importações dos países ricos. Poderemos ter problemas nos países periféricos.”

Lula comentou ainda a reunião do grupo conhecido como G20 financeiro, que vai reunir ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais, na próxima semana, em São Paulo. Ele alertou que o encontro é importante mas que não devem ser tomadas decisões definitivas uma vez que é preciso ouvir outros países para uma tomada de posição capaz de ser respeitada e cumprida por todos.

Ao comentar a viagem a Cuba, o presidente elogiou o país e afirmou que os cubanos trabalham “com um sacrifício enorme” diante do bloqueio norte-americano. Lula também lembrou que a passagem de dois furacões pela América Central. deixou mais de 470 mil casas destelhadas, 70 mil destruídas e milhares de quilômetros de linhas de transmissão danificadas. “Nós brasileiros queremos dar o apoio para ajudar a reconstruir o país”, disse.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasi.

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Cúpula Ibero-Americana defende fortalecimento do Estado e novas regras para o mercado

San Salvador (El Salvador) – A Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado realizada em San Salvador teve como tema oficial Juventude e o Desenvolvimento e debateu insistentemente os efeitos da crise financeira na economia dos países latinos, mas o que mais ganhou destaque foi a relevância do papel do Estado. Todos os mandatários dos 22 países que participaram do evento enfatizaram a importância das ações estatais para garantir o desenvolvimento das nações e, em especial, para evitar que problemas do mercado contaminem a economia real e ameacem as políticas públicas.

Durante os dois dias de reuniões entre presidentes, chanceleres e diplomatas, uma das propostas mais discutidas foi a que pede “reformas” no atual sistema de regulação do mercado. Em seu discurso de encerramento da cúpula, o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, anfitrião do encontro deste ano, defendeu hoje (31) um Estado atuante. “Devemos ter Estados fortes e que intervenham no que permite a lei, que intervenham no que podem intervir nas politicas sociais.”

“Mercado sim, instituições financeiras sim, mas com regras e com ordem. Instituições que possam responder por seu interesse privado e pelo interesse público também”, acrescentou o presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero. “O papel do Estado é importante, pois é ele quem vai garantir que cada um cumpra seu papel.”

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, também afirmou que é função do Estado proteger o emprego e os investimentos, principalmente na crise. Segundo ela, é neste momento que a população pobre mais sofre e que o risco de retrocessos sociais monstram-se mais evidentes.

Outros, como o presidente da Bolívia, Evo Morales, sugeriram que a região ibero-americana rompa definitivamente como o capitalismo. Entretanto, todos concordaram que é preciso que o Estado exerça um papel mais forte na nova economia global, a economia pós-crise.

Por Vinicius Konchinski – Enviado Especial.

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