Quando pensamos que a poeira está baixando e as tormentas da economia talvez se acalmem, novas notícias aparecem e voltam a sacudir o mercado. O problema é que o desespero, tão presente na mídia e em vários setores da economia, tende a só piorar a situação. E um dos assuntos que mais assustam é a questão do desemprego.
Nas últimas semanas, as manchetes dos principais jornais trouxeram notícias de demissões em grandes empresas. A Vale, por exemplo dispensou 1300 funcionários e, por conta de notícias como essa, a agitação cresce em todas as empresas, com o medo que cada um tem de perder também o seu emprego.
Mas o mais importante para falarmos de desemprego pelo viés da sustentabilidade é observarmos a forma como as empresas devem lidar com a crise nesse sentido. A cartilha convencional da gestão costuma encarar as dificuldades sob uma visão unicamente financeira e a primeira coisa que fazem é cortar custos. Além disso, vêem a folha de pagamentos como custos a serem eliminados com rapidez. Porém, essa visão não retrata uma gestão socialmente responsável.
Quando se instaura o pânico nas empresas, colaboradores internos e fornecedores se desesperam e começam a buscar novas oportunidades, pois se sentem inseguros. Com isso, há uma mudança de foco e atenção, o que prejudica ainda mais a empresa como um todo.
Observando a crise de forma estratégica, segundo uma visão sustentável, a primeira coisa a se fazer quando estamos diante de uma situação difícil é admitir o dilema que se apresenta. E para encontrar soluções e alternativas possíveis, é essencial estabelecer o diálogo entre todas as partes interessadas. Nesse caso, a empresa que está passando por um momento financeiro complicado deve convocar seus colaboradores, fornecedores e parceiros para discutir com eles o problema. E isso vale para qualquer situação como esta, que pode acontecer mesmo em tempos de crescimento econômico mundial.
Dessa forma, ao invés de dissipar o foco dos envolvidos, concentra-se a energia na busca de soluções em conjunto. E o importante é estabelecer esse diálogo com transparência e criatividade, com o intuito de criar um clima harmonioso e focado em busca de soluções realmente inovadoras para a questão.
O que já percebemos com esse tipo de atitude é que as pessoas acabam “vestindo a camisa” da empresa e surgem idéias muitas vezes inusitadas para a alta direção. Percebe-se que muitas pessoas estão dispostas a se envolver e investir seu trabalho para ajudar a empresa e, portanto, todos os envolvidos, a saírem juntos da crise.
O engajamento dos funcionários, que aumenta com ações como essas, que valorizam e envolvem as pessoas, traz também benefícios para a empresa. Ou seja, empregados engajados significam, na prática, maior retenção de talentos e crescimento financeiro para as empresas. Diversas pesquisas demonstram isso e um exemplo foi o cruzamento que The Gallup fez no ano passado, entre engajamento de colaboradores e satisfação de clientes. Constatou-se que havia uma relação direta entre esses dois aspectos. Assim, o melhor resultado financeiro é atingido por unidades de negócio que demonstram ter um equilíbrio entre o engajamento dos funcionários e a satisfação dos clientes.
Assim, ao invés de alimentarmos um ciclo negativo e “destrutivo”, estaremos caminhando rumo a uma saída construtiva e focada em resultados para todos os envolvidos.
Por Ricardo Young.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cartacapital.com.br.
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Dilma diz que retomada do crescimento será sustentada por “quatro pilares”
São Paulo – A chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Dilma Rousseff, disse hoje (18) que a retomada do crescimento econômico do Brasil deverá ser sustentada por quatro pilares: os Programas de Aceleração do Crescimento (PAC), que precisa ser expandido “sem aventureirismo”; de Mobilidade urbana, que deverá ser desenvolvido nas principais capitais brasileiras até 2014, para a Copa do Mundo; de Construção Civil e de Obras de Habitação Popular, e o pré-sal.
“Esses quatro [pilares] sustentam o emprego e o investimento, mas não são tudo”, afirmou Dilma, ao discursar durante encontro com empresários do setor de infra-estrutura.
Segundo a ministra, apesar da crise, o governo vai manter os cerca de R$ 40 bilhões de investimentos extras na área do pré-sal da Petrobras, “porque tem clareza de que, depois do momento de desestocagem, haverá um processo de retomada do petróleo”.
Dilma informou também que o governo vai manter os investimentos no pré-sal, “não só porque [o projeto] representa a força do país na retomada, mas porque hoje ele significa demanda”.
De acordo com a ministra, além dos investimentos nesses quatro pilares, o governo pretende manter os programas sociais, “que seguram muito bem a população que tem maior fragilidade” e fará “tudo o que for possível para que o crescimento do Produto Interno Bruto [PIB, soma de todas os bens e serviços produzidos no país] seja de 4%” no próximo ano.
A ministra disse ainda que pretende levar amanhã (19) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um conjunto de projetos prontos do PAC, abrangendo rodovias, portos e recursos hídricos. O custo e os detalhes desses projetos não foram apresentados pela ministra.
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.inf.br.