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Por 12:43 Sem categoria

Apesar de avanço, negociação com Santander/Real ainda frustra movimento sindical

O avanço desta primeira negociação do ano ficou para a extensão do aditivo do Santander para o Real. No entanto, o banco postergou definições para várias das reivindicações dos trabalhadores diante do processo de fusão atualmente em curso.

Na tarde desta terça-feira (6), os representantes das Comissões de Organização dos Empregados (COEs) do Santander e Real retomaram as negociações com as direções dos bancos. Na pauta, estiveram as reivindicações dos trabalhadores diante do processo de fusão entre ambas as instituições atualmente em curso.

O avanço desta primeira negociação do ano ficou para a extensão do aditivo do Santander para o Real. O banco concorda em firmar um instrumento, estendendo as cláusulas válidas aos funcionários do Santander para os bancários do Real, com respeito à cultura e práticas até então adotadas no banco que está sendo incorporado pelo grupo espanhol.

No entanto, a resposta para outras importantes reivindicações foram proteladas pelos representantes dos banqueiros uma rodada posterior, a qual está prevista para o próximo dia 22. Dentre os pontos postergados está a concessão de licença remunerada pré-aposentadoria, o popular “pijama”, a criação de um plano de incentivo à aposentadoria, assim como a extensão da estabilidade no emprego dos cipeiros por mais um ano além do período regular para os casos de fechamento de unidades e transferências de trabalhadores.

Para o diretor da FETEC/CUT-SP, Vagner de Castro, a extensão do aditivo do Santander para o Real representa um avanço significativo frente à incorporação em curso. “Abre caminho para unificarmos as práticas no trabalho com respeito às melhores condições. No entanto, a postura do banco, de retardar a definição para outras importantes reivindicações do movimento sindical, é algo que frustra, uma vez que são questões prementes diante da fusão”.

Conforme o dirigente, todo processo de fusão entre empresas acarreta problemas aos trabalhadores. “Nestes casos, não são levados em conta os interesses dos empregados. Por isso a nossa luta prima pela defesa do emprego e dos direitos, além da cobrança para que o banco cumpra o seu papel na sociedade, de gerador de renda e trabalho, o que pressupõe negociações permanentes”, explica Castro ao acrescentar que todas as reivindicações apresentadas pelo movimento sindical visam garantir um processo de ajuste com respeito aos trabalhadores.

Na avaliação da FETEC/CUT-SP, é fundamental que os sindicatos e trabalhadores intensifiquem a mobilização e a vigília nos próximos dias, de forma a pressionar o banco a apresentar, no próximo dia 22, proposta que seja capaz de preservar empregos e direitos dos trabalhadores envolvidos.

Fonte: Escrito por FETEC/CUT-SP

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