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Nesta quarta-feira, trabalhadoras bancárias vão às ruas pela licença de seis meses para mãe e estabilidade para o futuro pai

Bancárias vão às ruas nesta quarta-feira

Ato exige licença de seis meses para mãe e estabilidade para o futuro pai

São Paulo – Na quarta, dia 4, diretoras do Sindicato estarão, a partir das 10h, nas estações Sé, São Bento e República do Metrô distribuindo material da campanha por seis meses de licença-maternidade nos bancos e estabilidade para o pai por 12 meses desde a gravidez presumida. O protesto faz parte da série de atividades programadas para março, o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

A ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses é uma das principais bandeiras das bancárias. A lei que determina a ampliação já foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas por enquanto é facultativa. “Queremos que os bancos adotem a licença de seis meses, até porque este benefício não vai onerar em nada, já que o empresário pode deduzir o valor do imposto de renda”, diz Juvandia Moreira, secretária-geral do Sindicato, uma das primeiras entidades do movimento sindical a adotar a licença de seis meses para suas funcionárias.

Estabilidade para o pai – A partir do meio dia desta quarta, computadores serão colocados em frente à sede do Sindicato (R. São Bento, 413, Centro) para que a população envie e-mails aos congressistas pela aprovação de projeto de lei do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) que prevê que o futuro pai tenha garantida a estabilidade no emprego por 12 meses a partir da concepção presumida.

Chinaglia, que é médico, destaca que a proposta visa dar mais segurança à gestante e à família, no período da gravidez. “A idéia é dar garantia num momento especial de qualquer pessoa. A insegurança afeta a mulher e isso tem repercussão no feto e no futuro bebê”, diz.

Pressão – O projeto, de número 3.829, tramita no Congresso há onze anos. Só não saiu do papel por conta do lobby de empresários e políticos ligados aos seus interesses. Isso ficou claro no final do ano passado, quando a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou o projeto por unanimidade e em caráter conclusivo, o que tiraria a necessidade de a matéria ir ao plenário, seguindo direto para o Senado Federal. Mas o partido DEM, antigo PFL, apresentou requerimento, o que deve levar o projeto à votação.

Portanto, exerça pressão, cobrando a aprovação imediata do projeto. Para falar com os deputados, acesse www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html. Para falar com os senadores, acesse www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=1&u=*&p=*

“É muito importante que todas as pessoas participem enviando mensagens para os parlamentares. É uma luta pela valorização da vida que temos que abraçar”, ressalta a diretora do Sindicato Elaine Cutis, que também integra o coletivo de gênero da entidade.

Por Danilo Pretti Di Giorgi – 03/03/2009.

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Sindicato dá o exemplo com ampliação da licença-maternidade

Grandes empresas já proporcionam o afastamento maior para suas trabalhadoras. Os bancos, pra variar, estão devendo

São Paulo – A assistente de convênios do Sindicato Florice Menezes está no sétimo mês de gravidez e será a primeira beneficiada com a decisão do Sindicato de adotar a licença-maternidade de seis meses para suas funcionárias. Isabelli deve nascer em meados de maio. “Fiquei muito feliz quando o Sindicato decidiu adotar os seis meses. Ficar dois meses a mais com a criança é importante não só pela questão da amamentação, mas também pelo vínculo afetivo mais forte, resultado do maior tempo de convivência entre mãe e filho”, disse.

Alessandra Ferreira, analista de convênios, trabalha na mesa ao lado da de Florice. Em 2004, quando deu à luz Bianca, já trabalhava no Sindicato. A funcionária da Secretaria de Finanças recordou o quanto foi difícil desmamar a filha para retornar ao trabalho cinco meses após o parto – ela somou os quatro meses de licença às suas férias de um mês. “Foi muito complicado. Um mês antes de voltar ao trabalho tive que ir acostumando a bebê, colocando na escolinha e dando mamadeira, mas ela não aceitava, estava muito ligada em mim. Não é só a questão do leite diferente, ela queria a mãe, o contato físico. Foi muito traumático para a Bianca e tenho certeza que esses dois meses a mais teriam feito uma grande diferença”, diz.

Necessidade – O drama de Alessandra é vivido por milhares de mães, todos os dias, já que é facultativo às empresas ampliar o período da licença-maternidade dos 120 dias obrigatórios. Mas, além da questão afetiva, a importância da licença-maternidade de seis meses tem respaldo científico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (www.sbp.com.br), a licença reduz significativamente os gastos com a saúde. “De fato, proporcionar condições para amamentação exclusiva nos seis primeiros meses previne as doenças comuns nos dois primeiros anos de vida e reduz o risco de enfermidades do adolescente e do adulto, tais como hipertensão arterial, obesidade, diabetes, alergia, doenças coronarianas e algumas formas de câncer, como os linfomas.”

Mais de 90 municípios e 11 estados brasileiros adotam a licença-maternidade de seis meses para suas funcionárias. Grandes empresas como Nestlé, Garoto, Fersol, Light, Cosipa, Wal Mart e Eurofarma também concedem afastamento maior para suas funcionárias. Os bancos, no entanto, recusaram-se, durante a campanha salarial 2008, a debater o assunto.

“A licença de seis meses é boa para o bebê, para a família para toda a sociedade. Crianças sadias e equilibradas serão adultos mais sadios e equilibrados”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira. “Por isso, nesse mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher (8), vamos para as ruas levantar a bandeira pela licença-maternidade de seis meses, além da estabilidade de emprego para os pais e fim das demissões. Se o Sindicato pode, os bancos também podem. Estamos reivindicando e queremos ver qual será o primeiro a dar o exemplo”, desafia Juvandia.

Por Danilo Pretti Di Giorgi – 03/03/2009.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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