fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:49 Sem categoria

Valor: bancos de emergentes podem ganhar mais espaço

Os bancos de países emergentes como o Brasil podem ganhar espaço no mercado global diante da crise pela qual passam as grandes instituições dos países mais avançados. A opinião é do professor de Economia da Stern Business School, da Universidade de Nova York, Nouriel Roubini. Segundo Roubini, os bancos de mercados emergentes, especialmente os de investimento, estão em melhor forma, são menos alavancados, podem crescer mais rápido e se tornarem globais.

“Se vocês estão preocupados com o Citi, esperem para ver o que vai acontecer com o JP Morgan. O Citi já foi”, disse Roubini, ontem, em entrevista, após palestra a clientes da gestora de fundos BTG Investments L.P.

Roubini não se impressionou com a carta do presidente do Citi, Vikram Pandit a funcionários, divulgada terça-feira, dizendo que o banco está no azul nos dois primeiros meses deste ano. “Os problemas do Citibank são muito sérios. Com a recessão se tornando mais severa, haverá problemas nas operações de mais longo prazo, nos créditos prime e subprime, nos cartões, financiamento para estudantes e veículos. As perdas vão continuar. Na carteira de derivativos é a mesma coisa. Eles têm CDOs comprados por US$ 22 vendidos agora a 60 centavos por dólar. As autoridades estão examinando agora a carteira de derivativos. Dizer que o banco é rentável é francamente uma piada”, afirmou

O economista acredita que, quando as autoridades fizerem os testes de estresse nos bancos, os problemas mais graves emergirão. O cenário ruim, disse ele, é na verdade realista pois embute desemprego de 9,5%, crescimento zero e queda de mais 15% nos imóveis. Submetidos a esse teste, acredita ele, “não só o Citi mas todos os grandes bancos maiores vão apresentar perdas nos créditos de longo prazo. As operações de longo prazo do JP Morgan são tão ruins quanto as do Citi”.

Há um ano, Roubini previa que a perda dos bancos americanos seria de US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões. Agora, já estima perdas de US$ 3,6 bilhões no pico. Como os bancos americanos têm capital de US$ 1,4 trilhão, a conta não fecha. “Os bancos estão insolventes”.

Mas, disse o economista, o Citibank tem salvação pelo mecanismo de nacionalização. “O governo pode assumir e limpar o banco. O teste de estresse vai distinguir quais bancos devem ser resgatados”, explicou. (MCC)

Valor Econômico
De São Paulo

Fonte: Valor Econômico

Close