Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “vitória do povo latino-americano” a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de revogar medida que excluiu Cuba do grupo.
“Apagamos uma história de muitos anos e recuperamos o direito de Cuba de participar da OEA”, disse Lula em entrevista a jornalistas brasileiros ao encerrar visita à Costa Rica.
Mesmo com a revogação, o presidente afirmou não saber se existe interesse de Cuba em voltar ao grupo – 47 anos depois da expulsão. “Não sei nem se Cuba quer voltar para a OEA. Eles podem não querer”.
O artigo da resolução de 1962 foi derrubado durante consenso acertado na 39ª Assembleia Geral da OEA, realizada em Honduras.
Uma comissão vai estudar como será o reingresso da ilha, seguindo os princípios da organização. Na época em que foi expulsa, os países da OEA entenderam que a ilha era uma ameaça à paz do continente, pois era aliada da União Soviética na Guerra Fria – período de disputas entre os Estados Unidos, capitalista, e a União Soviética, socialista.
Lula espera que o próximo passo seja o fim do embargo dos Estados Unidos à ilha. O presidente acredita que haja disposição do governo de Barack Obama de se aproximar de Cuba, comandada por Fidel Castro.
“Não tem explicação em lugar nenhum do mundo para o embargo à Cuba. O próximo passo que pode acontecer é ele [embargo] ir caindo aos poucos e tudo volte à normalidade”, afirmou.
Lula chega no Brasil na madrugada desta quinta-feira (4). A Costa Rica foi o último destino do presidente em uma viagem de quatro dias pela América Central.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil.
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OEA suspende resolução que expulsou Cuba da organização
Brasília – Os países Organização dos Estados Americanos (OEA) suspenderam resolução de 1962 que havia expulsado Cuba do grupo, conforme informação divulgada pela agência argentina de notícias Telam.
O acordo foi firmado durante Assembleia Geral da OEA, realizada em Honduras. De acordo com a Telam, o ministro das Relações Exteriores do Equador, Fander Falconí, afirmou que a revogação foi acertada “sem condições” para um possível retorno da ilha à organização, depois de 47 anos.
Cuba foi expulsa da OEA em 1962 porque a organização considerou o regime adotado pelo país após a resolução incompatível com seus princípios. Desde então, Cuba é único país americano que não integra a OEA. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, participou do encontro.
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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Após 47 anos, OEA revoga suspensão de Cuba
Em uma decisão de relevância histórica para a América Latina, a Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou, nesta quarta-feira (3), a resolução de 1962 que expulsou Cuba dos seus quadros. Depois de um dois dias de debates, a deliberação sobre a ilha foi feita por consenso e de forma incondicional.
A posição dos Estados Unidos, que impunha exigências para que a sanção a Cuba pudesse ser retirada, foi derrotada, o que demonstra o isolamento do governo norte-americano, que insiste em sua política anti-cubana.
Em meio a aplausos, Patrícia Rodas, presidente da Assembleia Geral da OEA, informou oficialmente que os 34 países reunidos na XXXIX cúpula da entidade deixaram sem efeito a medida adotada há 47 anos.
Minutos antes, o chanceler equatoriano, Fander Falconi, adiantou a notícia à impresna, afirmando que o a resolução 662 da OEA enche de satisfação os latino-americanos e corrige um erro histórico, baseado na lógica da Guerra Fria, que questionava as relações da ilha com a União Soviética e a China.
A decisão é nítida, não envolve nenhum tipo de condicionamento. É uma plena reintegração e uma abolição dos temas que incuíram a expulsão de Cuba em 1962. Isso tinha a ver com uma hipocrisia consolidada nas relações hemisféricas, porque Cuba hoje tem relações com todos os países da América Latina, disse.
Segundo Falconi, essa é uma notícia muito boa, reflete a mudança de época que se está vivendo na América Latina. O chanceler completou: Muitos de nós não tinham nascido naquele momento e o que esta geração está fazendo é basicamente emendar a história, e aqui temos um desafio de construir uma história diferente.
A decisão foi adotada hoje depois que, na véspera, os chanceleres de um grupo especial designado para tratar a questão permaneceram reunidos por mais de seis horas, sem se chegar a nenhum consenso.
As posturas em conflito eram as dos que propunham uma revogação da suspensão, sem condições, e outra, defendida pelos Estados Unidos, que mencionava a necessidade de que Cuba assumisse os compromissos de democracia e defesa dos direitos humanos.
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Decisão da OEA sobre Cuba é comemorada em Brasília
Parlamentares e autoridades brasileiras comemoraram nesta quarta (3), em Brasília, a decisão por unanimidade da Organização dos Estados Americanos (OEA) em revogar a expulsão de Cuba da instituição. Por meio da sua assessoria de imprensa, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse que “o bom senso continua vivo”. Por decisão dos Estados Unidos a Ilha foi expulsa do grupo em 1962.
O ministro Celso Amorim, que participou da reunião da OEA em Honduras, lembrou do papel estratégico que o Brasil exerceu no encontro. Foi do governo brasileiro a proposta da formação de um grupo de trabalho para tratar do retorno de Cuba à OEA.
A presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse em nome dos mais de 200 parlamentares do colegiado, entre deputados e senadores, que o povo brasileiro, amigo dos cubanos, também comemorava a decisão. Segundo ela, há 47 anos os cubanos vinham lutando contra essa injustiça. “Ganhou a unidade do povo latino-americano”, disse.
Outro integrante do grupo, deputado Nilson Mourão (PT-AC), destacou que Cuba nunca baixou a cabeça nem se humilhou diante da investida dos EUA. “Manteve a sua posição coerente, defendendo, conforme prescreve a Carta da OEA, o direito à autodeterminação, o direito de ter um governo com autonomia e soberania, como devem ser todos os governos no nosso continente”, lembrou.
Para o líder do PCdoB na Câmara, Daniel Almeida (BA), a decisão é histórica e demonstra que os tempos são outros nas Américas, onde a democracia se consolida e se fortalece. “Não poderíamos falar em integração americana, não poderíamos falar em liberdade e igualdade excluindo uma Nação apenas porque tem um modelo, tem um sistema, tem uma concepção de Governo respaldada pelo seu povo que não era aceito por poucos aqui nas Américas”, disse o líder.
Ele argumentou também que a integração de Cuba revela que o mundo vive um momento diferente e demonstra aos que insistem na prática do autoritarismo e prepotência que a força das armas nem sempre prevalece. “Persistir defendendo a liberdade e a democracia vale à pena. Ela acaba prevalecendo, acaba vencendo. Viva a todos aqueles que lutaram pela integração de Cuba. Parabéns aos cubanos e a todos que tomaram essa deliberação na Assembléia Geral da OEA.”
“Foram anos de bloqueio, anos de muro, e esse muro está quebrando. É importante que se avance na integração democrática e soberana de Cuba no mercado, nas instituições políticas e no processo de integração latino-americana. Por isso é que nós, que defendemos o povo cubano, saudamos a OEA por essa postura de, por unanimidade, aceitar o reingresso de Cuba”, afirmou o deputado José Genoíno (PT-SP), outro integrante do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba.
De Brasília, Iram Alfaia.
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