O II Encontro Nacional da Juventude do Ramo Financeiro – Democracia, Luta e Participação, realizado pela Contraf-CUT, entra em seu segundo dia nesta quarta-feira, dia 24. O evento tem o objetivo de discutir, organizar e rearticular o Coletivo Nacional de Juventude.
No primeiro dia do evento, os jovens presentes assistiram apresentações e participaram de debates sobre a situação da juventude e as políticas públicas para o setor. Acompanhe a cobertura da Contraf-CUT sobre o evento.
O encontro continua nesta quarta com a mesa “Greves e Conquistas Históricas da Categoria”, na qual Jacy Afonso de Melo, tesoureiro da CUT Nacional, e Juvândia Moreira Leite, secretária geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, farão relatos sobre a história do movimento sindical bancário. Além disso, os presentes debaterão a estratégia e organização do Coletivo Nacional de Juventude da Contraf-CUT.
Acompanhe a programação dets quarta-feira:
24/06 – Segundo Dia
09:30 “Por Dentro do Sistema”, vídeo produzido pela Contraf
10:00 Greves e Conquistas Históricas da Categoria
Jacy Afonso de Melo, tesoureiro da CUT Nacional
Juvândia Moreira Leite, secretária geral do Seeb São Paulo
11:00 Café
11:30 Estratégia e Organização do Coletivo Nacional
13:00 Encerramento
Fonte: Contraf-CUT.
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II Encontro de Juventude começa com debate de inclusão e desafios da categoria
A promoção de inclusão das minorias, sob a ótica do gênero, raça e a homossexualidade foi destaque na abertura do II Encontro Nacional da Juventude do Ramo Financeiro, que teve início nesta terça, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. Os desafios do sindicalismo para integração dos jovens foram debatidos com a participação da historiadora e mestre em Educação pela USP, Paula Cristina Bernardo, e da técnica do Dieese, Ana Maria Bela Venuto de Freitas.
A promoção da inclusão social dos jovens através do movimento sindical é um processo já iniciado com os debates feitos sobre a questão das mulheres, negros, deficientes e homossexuais no mercado de trabalho bancário, afirma a secretária de políticas sociais da Contraf-CUT, Deise Recoaro. “A participação das minorias e o respeito aos direitos humanos é resultado de um processo histórico de organização da juventude da CUT, e ainda há muito por fazer”, completa Deise.
A historiadora, Paula Cristina, coordenadora pedagógica do Programa de Capacitação e do Centro de Qualificação Social e Profissional da Prefeitura de Osasco, define a juventude como uma fase de transição. “Muitos usam termos como a fase da rebeldia, entre outros. Eu considero se tratar como uma fase de descobertas, em que se vai definir sua inserção no mundo e na vida”, diz.
Segundo Paula, a organização do movimento sindical para definir quem são esses jovens passa por alguns questionamentos, como: para quem estamos falando, por quê e onde estão. “Não é uma tarefa simples, já que há complexidades na própria definição do que é ser jovem, mas é um processo que exige pensar de forma integrada”, diz. “A juventude não é homogênea, é um mundo de diversidades”, completa.
Para a pesquisadora, é preciso conhecer quais são os espaços de relações interpessoais, a sua realidade, história, projetos de vida, e principalmente saber qual é a leitura que os jovens fazem do mundo, seus projetos de sociedade e como se inserir nela.
Já a técnica do Dieese Ana Bela Venuto apresentou dados sobre os jovens no mercado brasileiro, constatando que, entre os desempregados no país, eles são maioria. Segundo dados do Pnad, são 50,2 milhões de jovens nos pais, entre 15 a 29 anos. Destes, 35 milhões são economicamente ativos (seja empregados ou não).
A lógica do trabalho, sobrecarregando o jovem, é uma das preocupações fundamentais nessa faixa etária. Segundo a técnica do Dieese, os jovens trabalham excessivamente, não conseguindo estudar e qualificar-se, conforme as exigências do próprio mercado.
Sobre os trabalhadores bancários, Ana Bela Venuto afirma que os bancos estão demitindo os salários mais altos e contratam com salários menores, fazendo a substituição de remuneração. São 144.812 bancários entre 15 a 29 anos, sendo que a maioria (85%) estão nos bancos múltiplos, com carteira comercial. “Com a crise, os bancos demitiram e agora estão no processo de substituição dos salários altos por baixos”, diz. “É uma diferença entre o lucro e salário que precisa mudar”, acrescenta.
Os debates apontaram para a necessidade de socializar a informação, ou seja, fazer com que o trabalhador tenha acesso às informações em seu ambiente de trabalho, o que muitas vezes é impedido pelo próprio banco. Saber o que significa a linguagem dentro do universo do jovem, desconstruir para construir uma nova realidade, do ponto de vista dele e não do nosso. “Conhecendo a linguagem do jovem, nós podemos politizar a discussão para transformar a realidade”, afirma Paula.
Fonte: Contraf-CUT.
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Trabalho é uma das principais demandas de jovens brasileiros, diz pesquisadora
O 2º Encontro Nacional da Juventude do Ramo Financeiro continuou na parte da tarde com debate a respeito do tema Democracia e Participação Juvenil. Os jovens presentes assistiram a apresentação da socióloga da USP Helena Abramo, que trouxe dados importantes sobre a realidade dos jovens no Brasil.
Abramo é consultora do Instituto Pólis na pesquisa “Juventudes Sul-Americanas”, realizada em parceria com o Ibase e organizações de vários países da América do Sul. A pesquisa busca aprofundar questões relativas à participação juvenil, políticas públicas e integração regional, por meio de conversas com jovens de seis países do continente – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai -, discutindo seus problemas e demandas.
Segundo Helena, entre as demandas apontadas pelos jovens de todos os países, as mais recorrentes foram por educação e trabalho. Além destas, também foram citadas na maioria dos países reivindicações por cultura, circulação (transporte), segurança e preocupação com o meio ambiente.
“A questão da circulação é pouco falada. É o jovem da periferia que quer meios de transporte até o restante da cidade e o do campo que quer chegar até as cidades vizinhas”, explica Helena. “Em geral, quando pensamos políticas para a juventude, falamos de levar equipamentos para a periferia, mas não de permitir que os jovens vão até outros pontos. Os jovens querem ter um centro cultural em sua vizinhança, mas também freqüentar o de outros bairros, fazer novos amigos, trocar experiências. O pessoal do hip-hop de São Paulo, por exemplo, costuma dizer que não quer ficar só da ponte pra lá. É uma questão de direito à cidade”, conclui.
Helena deu grande importância para a questão do trabalho. Os dados mostram que 43% dos jovens pesquisados declararam só trabalhar, enquanto menos de 10% disseram apenas estudar. “Isso mostra que os jovens estão mais ligados ao mundo do trabalho que ao da educação, ao contrário do que se pensa”, afirma.
Ela explicou que, ao contrário do que comumente se imagina, a demanda não é apenas vinculada a necessidade imediata de renda destes jovens (para se sustentar, ajudar a família etc.). “Os jovens vêm o emprego como um passo para a construção de uma trajetória de inserção profissional, aliada à escolaridade”, explica. “Quando conseguem emprego, demandam condições de trabalho dignas, formalização e direitos trabalhistas”, acrescenta.
Demandas invisíveis
Uma demanda muito presente na pesquisa é a da visibilidade, reconhecimento e valorização. Um exemplo são os trabalhadores das lavouras de cana-de-açúcar. Helena conta que, por conta da mecanização de alguns setores do corte de cana, houve um aumento muito grande da demanda por produtividade dos trabalhadores que fazem a colheita em locais que as máquinas não alcançam. Assim, apenas os mais jovens – no auge das capacidades físicas – conseguissem suportar o ritmo e as péssimas condições de trabalho. No entanto, esse fenômeno passou desapercebido pelos os sindicatos dessas regiões, que não têm políticas específicas. “A pauta de reivindicações desses jovens é invisível, suas demandas não são vistas nem pelos sindicatos nem pelos movimentos ligados À questão da juventude”, afirma a pesquisadora.
A questão visibilidade se articula com outra, pelo direito à participação tanto institucional quanto em outros espaços. “No Fórum Social Mundial, os jovens do Acampamento da Juventude brigaram muito para serem reconhecidos pela organização do evento como um ator político”, conta.
O 2º Encontro Nacional da Juventude do Ramo Financeiro continua nesta quarta-feira.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.
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FETEC SP e sindicatos filiados definem próximos encaminhamentos da Campanha 2009
Trabalhadores com idade média de 24 anos; com ensino fundamental ou superior incompleto; concentrados, prioritariamente, na Região Sudeste e com salários aproximados de R$ 1700. Este é o retrato da categoria bancária no atual momento, conforme pesquisa realizada pela Contraf/CUT em parceria com o Dieese, a partir dos dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desesempregados).
A partir da análise do levantamento, a Executiva da FETEC/CUT-SP reunida na manhã desta terça-feira (23) com representantes dos sindicatos filiados definiu os próximos encaminhamentos preparatórios à Campanha Nacional dos Bancários 2009.
Frente ao atual retrato da categoria, os dirigentes sindicais apontaram para a necessidade de se investir na construção de políticas voltadas para a juventude. “De acordo com o estudo da Contraf/Dieese, os bancos estão trocando o pessoal com mais idade e salários maiores por empregados mais jovens e com salários menores. Essa rotatividade nos impõe uma importante demanda: mostrar constantemente para esse novo bancário a história de nossas conquistas como fruto de nossas lutas”, destacou Pedro Sardi, secretário geral da FETEC SP.
Esta primeira pesquisa sobre os indicadores do emprego no setor financeiro – ser realizada trimestralmente – aponta que 25% dos desligamentos realizados pelos bancos no primeiro trimestre deste ano foram de bancários com mais de 10 anos de empresa e 30% de bancários com até dois anos de banco. A maioria dos desligamentos foi de pessoas com idade entre 30 e 39 anos, sendo 60% dos cortes de trabalhadores com ensino superior completo.
Os desligamentos estão concentrados, principalmente, nos bancos múltiplos com carteira e no Estado de SP, o que segundo o economista do Dieese, Miguel Huertas, demonstra que as demissões estão ocorrendo nos bancos privados em processo de fusão/incorporação.
Na reunião, foi ressaltada a importância de se construir um novo formato de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de maneira promover a distribuição dos lucros aos trabalhadores de forma justa e transparente, independentemente de haver evolução no resultado das instituições.
11ª Conferência Estadual – Conforme calendário preliminar da Campanha Nacional 2009, estão ocorrendo as plenárias das direções dos sindicatos e as conferências regionais da FETEC SP, com finalização no próximo sábado (27). Também já estão ocorrendo as assembléias de base para escolha dos 300 delegados à 11ª Conferência Estadual dos Bancários, a ser realizada no dia 04 de julho, no Hotel Braston, no centro da capital paulista.
ABC e Catanduva – Os Sindicatos dos Bancários do ABC e de Catanduva e Região realizaram, nesta segunda-feira (22), plenárias das direções das entidades preparatórias à campanha.
Em ambas as plenárias, foram debatidos os cenários possíveis e apontadas as principais demandas para esta campanha, dentre as quais a manutenção da política de aumento real, valorização dos pisos e da PLR, defesa do emprego, fim das metas abusivas e melhores condições de saúde, condições de trabalho e segurança.
Por Lucimar Cruz Beraldo.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.