Santander: Briga pela saúde dos trabalhadores continua
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região por meio de sua Secretaria de Saúde continua a briga com o banco Santander para garantir os direitos dos trabalhadores em relação a manutenção de suas condições de saúde.
Os bancários que atuam no Santander apresentaram denúncias contra a empresa, dentre elas de que o banco não aceitou a apresentação de atestados médicos de quinze dias, descontou da folha de pagamento o valor deste período de afastamento, não agendou perícia médica no INSS para seus funcionários para atestados superiores a 15 dias e quando o trabalhador assegurado fez isso por conta própria, o banco não comunicou oficialmente o último dia trabalhado, informação necessária para o requerimento.
O Sindicato encaminhou as denúncias e queixas dos trabalhadores para o Ministério Público do Trabalho solicitando investigação. A Procuradoria acatou o pedido e está recolhendo depoimentos dos bancários do Santander para levantar provas. Desta forma, o Sindicato cumpre seu papel na defesa dos direitos dos trabalhadores bancários.
Se você está tendo algum problema com o banco em que trabalha em situações semelhantes. Denuncie ao Sindicato .
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Santander: Bancários cobram PPR linear e suspensão do novo HolandaPrevi
Em negociação ocorrida entre representantes dos trabalhadores bancários e do banco Santander na terça-feira, dia 23, os sindicatos cobraram um modelo de Programa de Participação nos Resultados (PPR) com pagamento linear para todos os trabalhadores, a ser negociado com as entidades sindicais. Os representantes do banco espanhol propuseram um programa global para o Santander Brasil e garantiram o processo negocial, o que é um avanço, na medida que o PPR do Real era discutido desde 2001 por uma comissão nomeada pelo banco, sem a participação do movimento sindical. Não houve discussão de valores.
Os dirigentes sindicais defenderam também que o novo formato não vincule o valor do PPR ao índice de satisfação de clientes, usado até hoje pelo Santander, mas fora da governabilidade dos bancários. “Queremos construir um novo formato que resulte num valor que dê satisfação aos funcionários, ao contrário do que aconteceu com valor de R$ 700 do PPR do Santander em 2008 e do recente adicional de PLR de R$ 500. Os trabalhadores merecem muito mais”, destacou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Mário Raia.
Os bancários pediram ainda não-desconto dos programas próprios de remuneração variável do Real na PLR, a exemplo do que já vem ocorrendo no Santander. Os dirigentes sindicais salientaram que, em relação à renda variável, o banco deveria buscar um novo modelo, a partir da experiência do Real, com programas coletivos, e que sejam menos agressivos na cobrança de metas, pois trazem melhores resultados.
As entidades sindicais e o banco ficaram de analisar as premissas e os conceitos discutidos, ficando de aprofundar o debate para depois retomar as negociações.
HolandaPrevi – Os bancários reivindicaram o cancelamento imediato do novo plano de previdência complementar do HolandaPrevi, implantado no último dia 1º de junho, sem qualquer negociação com as entidades sindicais. “Se, por um lado, o novo HolandaPrevi garante contribuições da patrocinadora para os chamados sem-prev, o que é positivo, por outro lado traz a redução unilateral das contribuições do banco para os cerca de 32 mil participantes do plano antigo do HolandaPrevi, o que é inaceitável”, apontou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Real, Marcelo Gonçalves.
Novos planos – As entidades sindicais também solicitaram cópia dos planos de assistência médica e odontológica, mas o banco negou, alegando questões legais.
Os bancários pediram ainda informações sobre as mudanças nos convênios. O banco ficou de agendar uma apresentação dos novos planos de saúde para os dirigentes sindicais, em data a ser marcada.
Novo PCS – Os dirigentes sindicais voltaram a cobrar esclarecimentos acerca do novo plano de cargos e salários, também implantado sem qualquer processo de negociação. O banco se comprometeu a agendar uma apresentação, em data a ser definida.
Pijama e abono – O banco atendeu à solicitação das entidades sindicais e apresentou um balanço das adesões aos programas de incentivo à aposentadoria, previstos nos aditivos do Santander e Real à Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009. Segundo os dados do banco, houve 974 pedidos atendidos à licença remunerada pré-aposentadoria (pijama) e ao abono indenizatório, sendo 79% no Santander e 21% no Real.
Desse total, 70% são adesões ao pijama, dos quais 84% no Santander e 16% no Real, e 30% se referem ao abono, sendo 67% no Santander e 33% no Real. Existe ainda a previsão de cerca de 300 novos pedidos ao pijama até o final de março de 2010. O banco revelou que o público-alvo era de 1.340 funcionários, mas houve funcionários que perderam os prazos.
As entidades sindicais reivindicaram a reabertura do prazo de adesões ao pijama, uma vez que o programa era desconhecido no Real e havia até empregados que duvidaram das suas condições, na medida em que é o único banco privado que até hoje firmou esse tipo de acordo no Brasil. O Santander ficou de avaliar a proposta.
Centro de Realocação – O banco também apresentou os números do programa Venha Trabalhar na Rede, outra iniciativa negociada pelas entidades sindicais que visa abrir vagas e evitar demissões. Segundo os dados do banco, 510 funcionários se inscreveram com 480 movimentações, dos quais 57% eram provenientes do Real e 43% do Santander.
Os dirigentes sindicais solicitaram a continuidade das inscrições. “Há enorme carência de funcionários na rede de agências, com sobrecarga de trabalho, prejudicando o atendimento aos clientes. Não é à toa que o Santander é quase sempre um dos primeiros no ranking de reclamações do Banco Central”, disse Ademir. O banco ficou de analisar a reivindicação.
Os dirigentes sindicais reivindicaram ainda a extensão do adicional da PLR de R$ 500, conforme demanda dos trabalhadores. O banco, porém, não aceitou, justificando que essa conquista não se aplica aos financiários que possuem outra convenção coletiva.
Com informações da Contraf/CUT.
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