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Por 18:06 Sem categoria

Gritar é preciso !

Adital – O Dia de Pátria vem agora associado ao Grito dos Excluídos. Isto acontece desde 1995, quando esta iniciativa foi realizada pela primeira vez, sem nenhuma pretensão de criar tradição. Parecia se limitar ao contexto daquele ano, em que a Igreja Católica tinha promovido a Campanha da Fraternidade sobre Os Excluídos.

Mas a iniciativa repercutiu tanto, que logo despertou a idéia de ser colocada na agenda de cada ano, como gesto simbólico e aglutinador das demandas políticas postuladas pela cidadania no contexto da celebração da Independência do Brasil.

Não é difícil perceber agora, quando o Grito já está na décima quinta edição, as razões de sua aceitação e inclusão na agenda do Dia da Pátria. Dá para perceber uma confluência de intuições, que deram consistência ao Grito dos Excluídos.

Em primeiro lugar, a semelhança histórica com o folclore oficial do “Grito do Ipiranga”, que vem associado a esta data. Se um “grito” despertou o Brasil para a sua independência, fica evidente que ainda existem razões para continuar gritando, para despertar a nação para causas importantes que estão em jogo!

Outra intuição acertada foi associar, deste o início, a realização do Grito dos Excluídos com a Romaria dos Trabalhadores. E´ muito salutar vincular a independência do país com a causa do trabalho, com todas as implicações que esta associação coloca para a nação.

Outra providência que veio dar consistência e garantir apoio estratégico à realização anual do Grito dos Excluídos, foi o fato de ele ter sido assumido oficialmente pela assembléia da CNBB, ainda em 1996, como parte integrante do seu plano de pastoral. A partir daí, o Grito passou a fazer parte da agenda pastoral da CNBB, mesmo deixando em aberto a maneira de ser realizado em cada diocese.

A vinculação com a Romaria dos Trabalhadores associou o Grito ao contexto do Santuário de Aparecida, que assim se tornou referência nacional a estimar a realização do Grito em outros lugares também.

Estes detalhes explicam por que o Grito “veio para ficar”, em outra alusão à biografia de D. Pedro Primeiro!

Sua identidade histórica é garantida pela manutenção de sua primeira bandeira, erguida ainda em 1995, com a afirmação enfática de um critério ético indiscutível: “a vida em primeiro lugar!”.

Mas a este apelo, cada ano se acrescenta outra motivação, que venha ao encontro do momento que o Brasil vive, ou do ponto estratégico que é preciso acionar, ou da denúncia candente que se deve fazer.

Por exemplo, quem não sente, neste ano, vontade de gritar contra o clima de corrupção que tomou conta do Senado?

Mas desta vez o Grito prefere nos convocar para uma ação positiva, como é a organização popular, em vista de urgir transformações decisivas para a vida da nação. Daí o lema do Grito deste ano: “A força da transformação está na organização popular”.

É um apelo que tem sempre sua validade, e parece desprovido de mordência. Mas se olhamos um pouco melhor o clima político que vivemos agora no Brasil, percebemos que este alerta chega em boa hora, e é urgente entender o seu recado.

Estamos em tempo de refluxo da cidadania. Corremos o risco de incidir num sério equívoco. A atuação mais pontual do Estado, seja no atendimento de demandas sociais básicas, como na intervenção mais ativa na macroeconomia, não pode acomodar a cidadania, nem desmobilizar sua articulação social e política.

A cidadania precisa manter o Estado sob suas rédeas, para que ele cumpra os objetivos que a cidadania lhe confere. Quando esta dinâmica se inverte, a cidadania se atrofia, e o Estado começa a exorbitar de suas funções.

Desta vez, o Grito dos Excluídos nos alerta para a importância da organização popular. Vale a pena gritar esta verdade aos quatro ventos de nossa Pátria, na data de sua independência!

Por Dom Demétrio Valentini, que é bispo de Jales (SP) e presidente da Cáritas Brasileira.

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Carta de Apoio da CNBB ao 15º Grito dos Excluídos

Adital –

Irmãos e Irmãs!

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz – CNBB, juntamente com a coordenação nacional do Grito dos Excluídos, Pastorais Sociais e Movimentos Populares, convida as comunidades, Igrejas, escolas, universidades e organizações sociais, a participarem das diversas atividades do Grito dos Excluídos Nacional, que se realiza em localidades de todos os Estados do País, na semana que antecede o dia 7 de setembro.

O Grito dos Excluídos, em seus 15 anos de existência, vem se afirmando como importante mobilização popular, na Semana da Pátria, em vista da construção de um projeto popular para o Brasil.

O tema deste ano, “Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”, pretende anunciar, através das diferentes manifestações, sinais de esperança, unidade, organização e da luta popular, e denunciar as formas de injustiça social e degradação do Planeta.

No dia 7 de setembro, junto com o 15º Grito dos Excluídos, acontece, em Aparecida, (SP), a 22ª Romaria dos Trabalhadores com o lema: “A sabedoria dos pobres derrota as armas dos poderosos”. O grito visa também; lutar contra as formas de exclusão e as causas que levam o povo a viver em condições de vida precárias e, muitas vezes, sem perspectiva de futuro; denunciar a política econômica que privilegia o capital financeiro em detrimento dos direitos sociais básicos; construir alternativas que tragam esperança aos excluídos e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; multiplicar assembléias populares para discutir a organização social a partir do Município, fortalecendo o poder popular.

Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão, participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

Dom Pedro Luiz Stringhini
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz
04/09/2009

CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.adital.org.br.

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A força da transformação está na organização popular; vem aí, o Grito dos Excluídos, evento acontece no dia 07 de setembro

Em Curitiba, a manifestação do Grito dos Excluídos será no bairro Caximba

Tradicionalmente realizado no feriado da Independência do Brasil [07/09], o Grito dos Excluídos entra em 2009 na sua 15ª edição com o lema “Vida em primeiro lugar – A força da transformação está na organização popular”. Trata-se de uma manifestação popular carregada de simbolismo e de caráter plural.

Seu objetivo é denunciar o modelo político e econômico que concentra riqueza e renda, condenando milhões de pessoas à exclusão social. Também visa tornar público o rosto desfigurado dos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; bem como propor caminhos alternativos ao modelo neoliberal a partir de políticas de inclusão social.

Neste ano, o Grito de Curitiba será realizado na Comunidade Nossa Senhora do Rócio, nas proximidades do Aterro da Caximba, que recebe todos os detritos da capital e de catorze cidades da região metropolitana. A média é de 14,4 mil toneladas de lixo por dia.

A intenção, de acordo com os organizadores da atividade, é chamar a atenção para a ameaça que o lixo representa para o meio ambiente, um problema gerado pelo atual sistema desenfreado de consumo da sociedade capitalista.

Porém, a manifestação não ficará restrita à questão do lixo. Durante a caminhada, serão feitas paradas que também irão abordar as lutas dos povos indígenas, a crise financeira internacional e o extermínio da juventude pela violência e as drogas.

A organização é de responsabilidade da Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS] e a concentração será às 08h30min, na Caximba [Estrada Delegado Bruno de Almeida].

:: Confira o roteiro da atividade:

ATO INICIAL
– Acolhida pela comunidade – relato sobre a realidade local
– Saudação dos partidos operários e centrais sindicais
– Memória do Grito
– Hino Nacional e início da caminhada

PRIMEIRA PARADA
– As lutas dos povos indígenas

SEGUNDA PARADA
– O extermínio da juventude (drogas e violência) / Memória da Ditadura Militar

TERCEIRA PARADA
– A ameaça do lixo / a questão ambiental

QUARTA PARADA
– O programa do povo para superar a crise / lutas de Curitiba e Região Metropolitana

ENCERRAMENTO
– Celebração e partilha dos alimentos

:: COMO CHEGAR

De ônibus: tomar o alimentador Pompéia ou Caximba, no Terminal do Pinheirinho – pedir ao motorista para descer na Capela do Rocio

De carro: BR 116 – sentido Fazenda Rio Grande – passar pelo Ceasa, pela ferrovia e entrar à direita na Transp. Sul-Norte. Seguir cerca de 200 metros até a Estrada Delegado Bruno de Almeida, entrar à esquerda e seguir até a Capela do Rocio.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

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