Rio de Janeiro – O processo de expansão do Banco do Brasil no mercado norte-americano se dará por meio da abertura de um banco de varejo para o atendimento aos brasileiros residentes nos Estados Unidos. A nova unidade terá, em um primeiro momento, cinco agências.
O vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do BB, Ivan Monteiro, afirmou que a meta é expandir posteriormente para até 12 ou 15 agências.
“A gente vai estar onde a comunidade estiver. Esse é o nosso objetivo. É a política do banco: onde o brasileiro está, onde a empresa brasileira está”, afirmou, durante evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e a Câmara de Comércio França-Brasil.
O Banco do Brasil quer repetir nos Estados Unidos o volume expressivo de recursos que tem no Japão, que “é a operação mais antiga e a maior que nós temos de varejo no exterior”, disse Monteiro.
De acordo com planilha do Banco Central, as remessas do exterior efetuadas no primeiro semestre deste ano somaram US$ 1,136 bilhão, das quais US$ 239 milhões foram oriundas do Japão. A instituição respondeu por metade desse mercado, informou a assessoria de imprensa do BB.
Monteiro lembrou que residem atualmente nos Estados Unidos cerca de 1,4 milhão de brasileiros. “A gente quer prestar produtos e serviços para esses brasileiros”. O mesmo ocorre em relação às empresas nacionais que estão adquirindo os ativos no exterior.
O BB já recebeu autorização também para lançar um programa de títulos lastreados em ações na Bolsa de Nova York, chamados de ADRs nível 1 (American Depositary Receipts), para a negociação no mercado de balcão. O banco já está trabalhando no programa, que deverá ser efetivado em 2010, estimou Monteiro. O próximo passo é discutir o contratos e obter a autorização dos órgãos reguladores dos dois países.
O vice-presidente do Banco do Brasil informou que, três dias após o anúncio das ADRs, as negociações de papéis do BB na BM&FBovespa subiram de 60 milhões por dia para 100 milhões. A expectativa é de uma reação positiva com as ADRs. “Porque a gente vai aumentar a liquidez para as transações com as ações do banco”. Para Monteiro, não ter ADRs era uma restrição de liquidez para a instituição.
Ele acredita que o fato de o banco procurar um relacionamento de médio e longo prazos com os clientes e ter um forte compromisso com o controlador é bem visto pelos investidores estrangeiros. O aumento da fatia de capital do BB que pode estar nas mãos de investidores não brasileiros, determinado pelo governo na última semana, pode contribuir também para despertar o interesse do capital internacional. O limite foi elevado de 12,5% para 20%.
O Banco do Brasil experimentou uma forte elevação dos depósitos efetuados por pessoas jurídicas e linhas interbancárias em Nova York. O volume subiu de US$ 400 milhões para US$ 6 bilhões no fim do ano passado, mesmo durante a crise financeira internacional, disse Ivan Monteiro. “E continua evoluindo. O fato do governo ser controlador do banco foi altamente positivo. Foi percebido como um porto seguro”. completou.
Para Monteiro, a perspectiva de crescimento da economia brasileira é positiva para a qualidade dos ativos dos bancos. A maior confiança dos clientes, a redução do desemprego são fatores que, segundo o vice-presidente do BB, vão acabar se refletindo no balanço dos bancos de forma positiva.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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BB quer aumentar sua participação no mercado de seguros
Rio de Janeiro – O Banco do Brasil está reestruturando a sua área de seguros, com o objetivo de aumentar a participação do segmento no resultado final da instituição. Atualmente, o segmento de seguros responde por 12% do lucro do BB, ante 30% do Bradesco Seguridade. A meta, entretanto, é atingir 20% no médio prazo, ou seja, no período de quatro anos.
A área de seguros do BB foi montada há cerca de 14 ou 15 anos e buscava unir a ação comercial com a busca de tecnologia. A estrutura é formada por várias empresas que atuam em nichos específicos. São elas a Brasilprev (previdência), Brasil Veículos (seguros de automóveis), Aliança do Brasil (vida e ramos elementares), Brasilcap (títulos de capitalização) e Brasil Saúde (seguro de saúde).
“Na nossa visão, existem experiências no mercado mais modernas e eficientes. O que a gente está buscando é uma maior eficiência do conjunto de empresas em que a gente atua”, disse hoje (23) o vice-presidente de Finanças do BB, Ivan Monteiro.
Monteiro relatou que estão sendo discutidas várias possibilidades, mas ainda não há um modelo definido. O que existe de concreto é a decisão de fortalecer a área de seguro para elevar sua participação no resultado do banco. Ele afirmou que no primeiro semestre de 2009, o grande destaque foi o crescimento das operações de crédito, cuja carteira total somou R$ 252 bilhões.
Neste segundo semestre, disse que o consenso é de que o Brasil vai crescer. “Logo, a competição na área de crédito vai aumentar bastante, por dois motivos: retorno dos competidores e crescimento das operações do mercado de capitais”. Essas operações, que envolvem debêntures e notas promissórias, são um concorrente natural do crédito, avaliou. “Isso é muito bom para o cliente. O maior beneficiário desse processo vão ser os indivíduos e as empresas”, afirmou.
Acrescentou que a maior competição vai ocasionar uma pressão no spread (diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o que eles cobram nas operações de empréstimo ao consumidor). Para preservar a rentabilidade global do banco, o BB tende a aumentar a participação de outras áreas, como a de seguros. Como esse segmento tem uma correlação forte com o Produto Interno Bruto (PIB – a soma das riquezas produzidas no país), Monteiro a considera uma área indutora de negócios.
O vice-presidente não confirmou, entretanto, as notícias de uma possível associação do BB com outras empresas, entre as quais a Sul América Seguros, como vem sendo noticiado pela imprensa.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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