RICARDO MIGNONE
da Folha Online, em Brasília
Após uma tentativa frustrada de acordo com o governo, os servidores públicos federais decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira por tempo indeterminado. Representantes dos servidores passaram mais de duas horas reunidos com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, mas não houve nenhum avanço.
Cerca de 400 mil servidores devem paralisar suas atividades. Segundo a organização do movimento, a greve deve ter uma adesão de 40% a 45% da categoria.
Os funcionários públicos querem que o governo retire a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que propõe a reforma para rediscutir pontos como a contribuição dos inativos e o aumento da idade mínima para a aposentadoria.
“Não mudou nada. Havia uma expectativa de nós servidores de que houvesse uma abertura de negociação por parte do executivo, entretanto, não foi essa a proposta que veio da Casa Civil e do ministro da Previdência Social. A reunião não avançou e a paralisação está mantida”, disse João Torquato, presidente do Fenasps (Federação Nacional dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social).
Os servidores também reclamaram por não terem sido recebidos em audência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião de hoje foi negociada pela Casa Civil.
O ministro Berzoini deixou de viajar para Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS), onde participaria de debates sobre a reforma da Previdência nas Assembléias Legislativas dos dois Estados.
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Por Mhais• 8 de julho de 2003• 09:48• Sem categoria
SERVIDORES PÚBLICOS ENTRAM EM GREVE NESTA TERÇA-FEIRA
RICARDO MIGNONE
da Folha Online, em Brasília
Após uma tentativa frustrada de acordo com o governo, os servidores públicos federais decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira por tempo indeterminado. Representantes dos servidores passaram mais de duas horas reunidos com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, mas não houve nenhum avanço.
Cerca de 400 mil servidores devem paralisar suas atividades. Segundo a organização do movimento, a greve deve ter uma adesão de 40% a 45% da categoria.
Os funcionários públicos querem que o governo retire a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que propõe a reforma para rediscutir pontos como a contribuição dos inativos e o aumento da idade mínima para a aposentadoria.
“Não mudou nada. Havia uma expectativa de nós servidores de que houvesse uma abertura de negociação por parte do executivo, entretanto, não foi essa a proposta que veio da Casa Civil e do ministro da Previdência Social. A reunião não avançou e a paralisação está mantida”, disse João Torquato, presidente do Fenasps (Federação Nacional dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social).
Os servidores também reclamaram por não terem sido recebidos em audência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião de hoje foi negociada pela Casa Civil.
O ministro Berzoini deixou de viajar para Porto Alegre (RS) e Campo Grande (MS), onde participaria de debates sobre a reforma da Previdência nas Assembléias Legislativas dos dois Estados.
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