Audiência sobre interdito proibitório será nesta sexta
Amanhã, dia 27, às 9h, será realizada audiência na 8ª Vara do Trabalho de Curitiba sobre o interdito proibitório da Caixa Econômica Federal. O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região estará representado pelo presidente Otávio Dias, pelos dirigentes Sonia Boz, Antonio Fermino, Ademir Vidolin e pela assessoria jurídica da entidade.
A instituição financeira ingressou com um interdito proibitório contra o Sindicato na Campanha Salarial deste ano e conseguiu uma decisão favorável da 8ª Vara, que implicava em punição de R$ 50 mil por dia caso a entidade não cumprisse a decisão. Durante a greve, a Caixa ainda entrou com um pedido para majorar a multa, ou seja, elevar a punição caso haja descumprimento da ordem judicial.
A postura surpreendeu os dirigentes do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, que tiveram que driblar diversos obstáculos impostos pelo banco para conseguir êxito em suas ações sindicais.
Interdito proibitório é uma arma dos patrões contra o trabalhador – O interdito proibitório é um dispositivo jurídico relacionado às situações nas quais o direito de posse ou de propriedade estão ameaçados, o que não procede na paralisação dos bancários, que permanecem do lado de fora das agências orientando a população sobre a sua campanha salarial e indicando alternativas para as agências sem expediente. Além disso, carro de som, faixas, cartazes e panfletos não constituem ameaça alguma ao patrimônio dos bancos. O interdito é, na prática, uma artimanha, um artifício dos bancos, que utilizam de forma não apropriada da Justiça do Trabalho para restringir o direito de greve dos trabalhadores.
Por: Patrícia Meyer.
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29/09/2009
Boneco da presidente da Caixa é queimada em praça pública
Reunião sobre pauta específica dos empregados da Caixa será nesta quinta (1º de outubro), às 15 horas. A negociação foi agendada no meio desta tarde.
Os trabalhadores bancários de Curitiba e região cumpriram hoje (29), em frente à Caixa Econômica da Praça Carlos Gomes, uma promessa feita na noite de ontem, em assembleia realizada no Espaço Cultural. Um boneco representando a atual presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, foi “torturado” e queimado, em alusão direta ao apóstolo traidor Judas.
Ao tomarem conhecimento que a Caixa ingressou com um interdito proibitório contra o Sindicato, com punição de R$ 50 mil por dia caso a entidade não cumpra a decisão judicial, os bancários decidiram mostrar sua indignação contra a presidente do banco, uma trabalhadora que veio do movimento sindical.
A Caixa ainda entrou com um pedido para majorar a multa, ou seja, elevar a punição caso o Sindicato não cumpra a decisão judicial.
Os dirigentes denunciaram ainda a postura truculenta do banco que colocou, diante de seus prédios administrativos em Curitiba (Conselheiro Laurindo e Praça Carlos Gomes), dezenas de seguranças. As atitudes da Caixa indignaram os trabalhadores bancários, já que nunca se viu o banco agir desta forma e não é aceitável que estas medidas sejam tomadas exatamente quando o banco é gerido por uma trabalhadora da Caixa.
Neste momento em que os trabalhadores da Caixa estão envolvidos com diversos programas sociais do país, sendo responsáveis diretamente pela gestão dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ainda de medidas do Governo Federal, como o projeto “Minha Casa, Minha Vida”, ou seja, vivenciando uma situação de sobrecarga de trabalho e desempenhando papel essencial para o país, o banco está sendo desleal.
A Caixa também está adotando uma postura covarde. Ao invés de ser pioneira — atitude que se espera de uma presidente que faz parte da categoria bancária –, e pressionar a Fenaban para a apresentação de uma proposta coerente com a reivindicação da categoria e o cenário econômico do setor bancário, a empresa prefere se manter calada, acanhada e “escondida debaixo da mesa de negociação”.
Queimar o boneco da presidente Maria Fernanda foi a forma com que os bancários de Curitiba encontraram para mostrar a sua indignação com a Caixa. Longe de se postar como um banco público, defensor de causas sociais, a empresa se posiciona da mesma forma que os demais bancos privados do país, seguindo a cartilha da opressão, da exploração e da covardia!
Nova rodada de negociação — Está marcada para quinta-feira, dia 1º de outubro, às 15 horas, em São Paulo (SP), rodada de negociação entre representantes da Caixa e dos empregados, para tratar dos temas específicos da campanha salarial de 2009. A reunião foi acertada entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a direção da empresa, na tarde desta terça-feira.
Confira o vídeo do protesto, acessando o endereço eletrônico http://www.bancariosdecuritiba.org.br/multimidia.asp?id_video=58&ano_video=0#video
Por: Patrícia Meyer.
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