Funcionários no banco Itaú Unibanco definem plano de lutas para 2010
O foco central das mobilizações dos funcionários no Itaú Unibanco para 2010 será a luta pelo emprego, buscando o fim das demissões e mais contratações. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 3, durante o Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais no Itaú Unibanco, que reuniu cerca de 100 trabalhadores na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.
A primeira ação organizada pelos bancários será a participação na Jornada Internacional de Lutas, definida durante a 5ª Reunião de Redes Sindicais de Bancos Internacionais. Os trabalhadores no Itaú Unibanco na América Latina realizarão um grande ato conjunto no dia 16 de dezembro, cobrando isonomia de direitos para os bancários de todos os países. No Brasil, a atividade também reivindicará garantia de emprego para os empregados oriundos de Itaú e Unibanco e mais contratações.
Ainda em dezembro, um novo boletim da Contraf-CUT será disponibilizado para distribuição pelos sindicatos. Foi definido também o lançamento de uma nova campanha em defesa do emprego, no início de 2010.
Os temas de saúde e condições de trabalho também terão destaque no ano que vem. Os bancários irão intensificar a mobilização em torno de temas como assedio moral/violência organizacional, modelos de gestão, pressão insuportável pelo cumprimento de metas abusivas, prevenção contra acidentes e doenças ocupacionais, entre outros.
“O encontro foi muito importante ao definir estratégias para continuar a luta em defesa do emprego, uma vez que o processo de fusão ainda está em curso”, diz Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da COE Itaú Unibanco. “Uma marca tão importante como o Itaú Unibanco precisa ter responsabilidade social, e isso começa com garantia de emprego para seus empregados”, acrescenta.
Fonte: Contraf-CUT.
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Bancários farão Jornada Internacional de Lutas contra práticas antissindicais
Os bancários da América Latina estarão mobilizados em uma Jornada Internacional de Lutas, entre os dias 14 e 17 de dezembro. Os sindicatos vão às ruas exigir o fim das práticas antissindicais dos bancos multinacionais, que agem contra o direito de livre organização dos trabalhadores ao perseguir e demitir aqueles que se aproximam do movimento sindical, desrespeitando as leis trabalhistas dos países e diversas normas internacionais.
A decisão foi tomada durante a 5ª Reunião Conjunta de Redes Sindicais de Bancos Internacionais, cuja segunda etapa se encerrou nesta quarta-feira, 2, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O evento reuniu sindicalistas de vários países da América e da Espanha e foi realizado em duas etapas: a primeira ocorreu em Santiago, no Chile, nos dias 26 e 27 de novembro, e reuniu bancários de Itaú Unibanco, HSBC e BBVA. A segunda reuniu trabalhadores do Santander, Banco do Brasil e da Rede de Bancos Públicos. Os participantes trocaram experiências sobre os principais problemas que os bancários enfrentam em cada país e definiram estratégias de luta unificada.
Os trabalhadores avaliaram a evolução das articulações internacionais do movimento sindical. Foi constatado que, desde 2001, os bancários vêm atuando de forma organizada em alguns bancos em nível internacional, com pautas unificadas e representantes legítimos, e esse processo se ampliou desde então. Mesmo assim, até agora, as empresas se negam a negociar com os trabalhadores em nível mundial e a assinar acordos marcos. Para piorar, os bancos aumentaram sensivelmente as práticas antissindicais em todos os países, numa ofensiva contra os direitos dos trabalhadores.
“O movimento sindical não aceitará passivamente esse movimento dos bancos para coibir o direito de organização dos trabalhadores. Vamos utilizar todos os meios ao nosso alcance para garantir nossos direitos, intensificando agora o uso de instrumentos internacionais como as denúncias para OIT e a OCDE”, afirma Ricardo Jacques secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT. “Continuamos apostando na abertura de processos de negociação internacionais e na assinatura de acordos marcos globais para garantir os direitos dos bancários”, acrescenta.
A jornada, aprovada pelos trabalhadores na plenária final do evento, seguirá o seguinte calendário:
Dia 14 – Banco do Brasil
Dia 15 – BBVA
Dia 16 – Itaú Unibanco e Santander
Dia 17 – HSBC e Bancos Públicos
A reunião também aprovou o fortalecimento da campanha da UNI Sindicato Global pela assinatura de acordos marcos com Santander e HSBC. “Queremos um acordo que leve em consideração os impactos da globalização sobre os bancários, bem como garantia de diálogo entre patrões e sindicatos e reconhecimento das leis e normas internacionais do trabalho, incluindo direito de organização”, sustenta Ricardo Jacques.
Fonte: Contraf-CUT.
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Itaú Unibanco: sindicatos devem marcar assembleias sobre novo plano de saúde
Os sindicatos de todo o país têm até o próximo dia 15 de dezembro para realizar assembleias para que os trabalhadores bancários no Itaú Unibanco apreciem o novo plano de saúde negociado com a empresa. Conquistado após uma série de negociações, o plano traz avanços para os trabalhadores.
A Contraf-CUT já disponibilizou uma circular jurídica com as orientações necessárias para a realização das assembleias. A adesão dos funcionários ao novo plano começa no dia 18 de dezembro.
A proposta negociada pelos trabalhadores para o plano de saúde traz uma série de avanços, como a ampliação da rede de atendimento. Um destaque é a criação do Comitê de Acompanhamento do Plano de Saúde (CAPS), com participação de representantes da empresa e dos trabalhadores. O comitê terá reuniões trimestrais e deve começar a trabalhar em março de 2010.
“Conquistamos avanços importantes na mesa de negociação, como a isenção de co-participação em consultas para o titular do plano e o comitê de acompanhamento, que deverá ajudar a melhorar a qualidade do plano”, afirma Jair Alves, um dos coordenadores da COE Itaú Unibanco.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br