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Fortalecer a integração com justa distribuição da riqueza, por mais direitos e mais emprego

Cúpula Sindical do Cone Sul

Desde as primeiras horas de sábado, a bela e sempre acolhedora capital uruguaia, Montevidéu, está recebendo centenas de lideranças dos trabalhadores para a IX Cúpula Sindical do Cone Sul: Para fortalecer a integração com justa distribuição da riqueza, por mais direitos e mais emprego.O evento, promovido pela Coodenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul, conta com a participação de inúmeras lideranças sindicais brasileiras, grande parte vinculada à Central Única dos Trabalhadores, como Manoel Messias, secretário nacional de Saúde; Maria Júlia Nogueira, secretária nacional de Combate ao Racismo e Rosana Souza de Deus, secretária nacional de Juventude. Um ônibus de sindicalistas da CUT-RS deve chegar nas próximas horas.

Além da Cúpula, Montevidéu sedia inúmeros eventos que ocorrem paralelamente à reunião dos presidentes dos países que integram o MERCOSUL, como o Seminário Seguridade Social desde a perspectiva de gênero e os desafios do trabalho doméstico para a organização sindical; o Encontro Sindical de Jovens Trabalhadores do Cone Sul; o Encontro da Comissão de Desenvolvimento Produtivo da CCSCS e o Encontro de presidentes e secretários gerais das centrais sindicais da Coordenadora e representantes regionais das Federações Sindicais.

Para segunda-feira está sendo muito aguardada a presença e intervenção do novo presidente eleito do Uruguai, José “Pepe” Mujica, veterano dirigente guerrilheiro do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros.

SOLIDARIEDADE A CUBA

Membro do Instituto Cubano de Amizade com os Povos, a estudante Yarisleidi Medina Valle veio especialmente de Havana para fazer uma saudação aos participantes, agradecendo pela mobilização de solidariedade em favor da libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos EUA por lutarem contra o terrorismo. ¨O apoio de vocês eleva a moral dos nossos compatriotas e ajuda a isolar a postura belicista da direita norte-americana que, após agredir durante décadas a nossa Ilha, não aceita que nos defendamos. Nossos heróís sáo anti-terroristas, atuavam dentro dos EUA para impedir que se praticassem crimes contra Cuba e seu povo¨, esclareceu Yarisleidi, sob aplausos do plenário. As penas são as seguintes: Ramón Labañino (prisão perpétua mais 18 anos), Fernando González (19 anos) e Antonio Guerrero (prisão perpétua mais 10 anos). As sentenças de René González (15 anos) e Gerardo Hernández (duas prisões perpétuas mais 15 anos).

TRABALHO DECENTE

A dirigente cutista Maria Júlia Nogueira avalia que ao estreitar os laços, o sindicalismo da região potencializa a sua própria capacidade, se colocando num novo patamar de responsabilidade e protagonismo. ¨É uma experiência rica e desafiadora, onde o sindicalismo brasileiro, pela trajetória, acúmulo e experiência, debe naturalmente dar uma contribuição mais efetiva¨, destacou. Participante ativa no Seminàrio sobre Seguridade Social, Júlia contribuiu com o debate ao lado da secretária de Mulheres da CUT-RS, Mara Feltes; de Maria Regina Teodoro, da Contracs/CUT e Maria Noeli, do Sindicato das Trabalhadoras Domèsticas do Rio de Janeiro.¨Somos seis milhóes de domésticas no Brasil brigando por nosso direito a uma Convenção Coletiva que assegure uma patamar mínimo de conquistas. O respaldo das centrais sindicais da região contribui muito nesta caminhada¨, acrescentou Maria Noeli.

PERSPECTIVAS

De acordo com Adolfo Aguirre, secretário de Relaçoes Internacionais da CTA e secretário-geral da Coordenadora, a Cúpula Sindical “debaterá o processo de integração priorizando seu fortalecimento e melhorando o protagonismo da classe trabalhadora na disputa por um modelo de desenvolvimento sustentable. ªFaremos uma avaliação da conjuntara e dos impactos da crise econômica no Cone Sul, defendendo medidas em defesa da geração de emprego, uma distribuição mais justa da riqueza e a ampliação dos directos sociais”.

A Cúpula, acrescentou Aguirre, debaterá e aprovará um plano de luta para 2010, o qual, deve constar, entre outras cobranzas a ratificação do Convênio 102 (que estabelece normas mínimas de seguridade social) na Argentina e Paraguai e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário em Brasil”.

Por Leonardo Severo, de Montevidéu.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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