Brasília – Funcionários da Caixa fizeram protesto hoje (12) em frente à sede do banco em Brasília. Eles escolheram o dia de aniversário de 149 anos da instituição para reivindicar novo plano de cargos comissionados. Também estão previstas manifestações de funcionários em agências da empresa e nas ruas de várias cidades.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Brasília, os empregados da Caixa reivindicam também que a empresa devolva os valores descontados, relativos aos dias parados na greve de 2008. Segundo eles, não houve respeito ao acordo de compensação.
De acordo com o sindicato, um acordo aditivo firmado em 2008 previa a implantação do plano até o fim de 2009. Segundo o diretor da Federação dos Bancários do Centro-Norte e do Sindicato dos Bancários de Brasília, Adilson Sousa, a Caixa informou que não tem autorização dos órgãos controladores do banco para implantar o plano de cargos comissionados.
“Fazemos esse protesto neste dia para manifestar o descontentamento dos funcionários”. Os manifestantes fizeram um bolo de aniversário e a festa tinha banda musical, fogos de artifício e balões pretos que foram soltos.
No interior do prédio, a presidente da instituição, Maria Fernanda Coelho, afirmou que houve avanços na relação da direção do banco com os funcionários.
“Talvez seja nesse setor onde a gente mais expandiu. Como diz o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva], por mais que se faça, a sua demanda sempre será maior do que tem condições de oferta. Isso é da dinâmica do movimento, da relação entre a Caixa e seus empregados. Acredito que neste ano, consolidam as conquistas que obtivemos e se possível ainda teremos mais avanços”, disse ela à Agência Brasil, após evento em comemoração ao aniversário do banco.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Tereza Barbosa.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTO www.agenciabrasil.gov.br.
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Empregados da CAIXA realizam Dia Nacional de Luta por PCC digno
Objetivo é pressionar a direção da empresa a implantar um Plano de Cargos Comissionados sem distorções nem injustiças. Atos acontecem na mesma data em que Caixa completa 149 anos. Modelo de PCC dos empregados prevê extinção do CTVA, valorização das funções, jornada de seis horas sem redução salarial, fim das discriminações, critérios justos de nomeação e fim das destituições arbitrárias. Luta por PCC abre agenda de mobilização de 2010
Nesta terça-feira, dia 12 de janeiro, empregados da Caixa Econômica Federal realizam Dia Nacional de Luta para exigir a implantação imediata de um Plano de Cargos Comissionados (PCC) digno, sem distorções nem injustiças. Os protestos serão realizados na mesma data em que a empresa completa 149 anos de existência. Essa mobilização foi aprovada no encontro nacional de dirigentes sindicais da Caixa, convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e realizado em 18 de dezembro do ano passado, em São Paulo (SP).
No Dia Nacional de Luta, os empregados da Caixa de todo o país ocupam agências da empresa e ruas das capitais e principais cidades com manifestações, atos públicos e retardamento na abertura das unidades. O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Jair Pedro Ferreira, que também é diretor de Administração e Finanças da Fenae, afirma ser fundamental que todos os empregados estejam mobilizados, de modo a garantir que a direção da empresa implante um plano de carreira que atenda as demandas do conjunto dos bancários da Caixa.
Todos os sindicatos de bancários e associações de pessoal do país estão convocados a promover reuniões nos locais de trabalho, para mobilizar os bancários em torno da reivindicação de um PCC digno, sem distorções nem injustiças.
O Dia Nacional de Luta por um PCC digno pretende reafirmar a proposta apresentada à empresa pela representação nacional dos trabalhadores, em julho do ano passado. Também, na ocasião, os empregados vão repudiar os itens do Plano de Funções Gratificadas (PFG) da Caixa que são prejudiciais aos bancários. Será feita ainda uma advertência à empresa de que os trabalhadores não aceitam a imposição unilateral do PFG.
PCC: proposta elaborada pelos empregados
Aprovada em plenária nacional específica realizada em 16 de junho do ano passado, em São Paulo, a proposta dos empregados para o novo PCC é focada em grandes temas, numa perspectiva estrutural, e não pormenorizada.
O principal eixo dessa proposta é a valorização das funções e de suas comissões. Nesse sentido, os Pisos de Mercado serão transformados em Pisos de Remuneração de Função (PRF), incluindo a realidade interna da Caixa nas análises para sua definição. Assim, além da comparação com o salário de outras empresas, serão considerados fatores como a complexidade e o grau de responsabilidade da função específica.
A proposta prevê ainda a extinção do Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado (CTVA) e a criação do Ajuste de Remuneração de Função (ARF). Para isso, os valores das funções serão definidos levando-se em consideração a atual realidade dos trabalhadores do banco, por meio de um cálculo estatístico que determine o valor médio do salário dos ocupantes de cada função determinada. Dessa forma, o valor da comissão de cada função será aquele que permitir a essa maioria de trabalhadores atingir o PRF dela a partir de seu salário-padrão.
Como requisitos para o Plano de Cargos em Comissões (PCC) da Caixa, foram definidos pelos empregados os seguintes pontos: composição de cargos e funções; jornada de trabalho; mecanismos de evolução funcional; verificação de estruturas salariais de outras organizações e pesquisa de mercado; análise da composição da remuneração (salário básico, gratificações e benefícios); e estrutura da carreira. A proposta dos empregados está assentada nos seguintes pontos:
Estrutura do PCC
– Manutenção da estrutura atual do PCC, mantendo-se as tabelas Técnica e de Assessoramento, Gerencial e de Assessoramento Estratégico e Negocial.
– Criação de novas funções conforme deliberações do Conecef e da plenária do PCC.
– Valorização das funções conforme deliberações do Conecef e da plenária do PCC.
Piso de Remuneração de Função (PRF)
– Transformação dos pisos de mercado em Piso de Remuneração de Função (PRF), utilizando-se não só o parâmetro de mercado, mas também a realidade interna da Caixa para definição dos valores, garantindo-se, para o PRF, o mesmo reajuste dos salários nas campanhas salariais.
Ajuste de Remuneração de Função (ARF)
– Extinção do CTVA, transformando-o em ARF, aumentando-se o valor das funções e reduzindo o complemento, de modo a que o salário da maioria dos empregados esteja no mínimo equiparado a um piso para cada função, e para os que ficarem abaixo, o valor do complemento seja rapidamente eliminado com as promoções no PCS (deltas) e horizontais no PCC (níveis).
Progressão horizontal no PCC
– Criação de níveis de remuneração das funções (comissão) com a progressão horizontal em cada função, por tempo de exercício e outros mecanismos.
Comissionamento e descomissionamento
– Eliminação da possibilidade de nomeação pelo gestor de toda e qualquer função, com a revisão do MN RH 060, utilizando-se sempre PSI (Processo Seletivo Interno) ou no caso de Bancop (Banco de Oportunidades) respeitar a classificação.
– Criação de critérios coerentes com os de nomeação para destituição de funções, retirando do gestor o poder discricionário de destituir.
Incorporação de cargos e funções
– Reformulação do sistema de incorporação de funções, quando o empregado é dispensado depois de certo tempo de exercício com a revisão do MN RH 151 (normativo interno que trata do tema).
Jornada de trabalho
– Definição de jornada de seis horas para todos os cargos e funções, com a adoção dos valores de jornada de oito horas.
– Definição das referências salariais no mínimo com os valores atuais da jornada de oito horas.
Outros
– Extinção dos mercados B e C e adoção dos valores do mercado A e das filiais II e III, com a adoção dos valores das filiais I.
– Não permitir qualquer tipo de discriminação em relação aos empregados que permanecem no REG/Replan não saldado, ou no antigo PCS, ou que tenham ações judiciais contra a Caixa, ente outras situações.
– Não considerar os valores de ATS para atingimento dos pisos, mantendo-se a reivindicação de isonomia (ATS para os admitidos a partir de 1997).
Novas contribuições da plenária
– Transformar função de analista de risco de crédito em consultor de risco de crédito.
– Estabelecer para técnico social júnior piso equiparado ao piso da carreira profissional.
– Criar as funções de supervisor nas Redur e de gerente nas Gidur.
– Pontuação no PSI para os substitutos.
– Valorização da função de caixa.
– Criação de funções no atendimento do FGTS.
– Funções intermediárias entre técnicos bancários e analistas.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fenae.org.br.