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No Dia do Consumidor, Procon e Defensoria alertam sobre riscos de superendividamento

Brasília – A questão do superendividamento do consumidor brasileiro tem preocupado os órgãos de defesa do consumidor e a Defensoria Pública.

Hoje (15), Dia Mundial do Consumidor, órgãos como o Procon de São Paulo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), o Ministério Público de São Paulo, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP) e a Defensoria Pública de São Paulo mandaram representantes ao Pátio do Colégio, no centro da capital paulista, para responder a dúvidas de consumidores.Uma das grandes preocupações do consumidor que passou pelo local foi a questão da negociação de dívidas.

“Talvez esse seja um dos problemas mais recorrentes hoje da sociedade brasileira. Estima-se mais de 40 milhões de pessoas endividadas ou superendividadas, que é aquele cidadão que não tem condições de arcar com todos os seus débitos e que, mesmo vendendo tudo o que tem, não consegue arcar com suas dívidas”, disse em entrevista por telefone Robson Campos, diretor de atendimento do Procon-SP.

Segundo ele, o problema do superendividamento ocorre pela grande oferta de crédito e pela facilidade de consegui-lo no mercado, algumas vezes, sem necessidade de apresentação de garantias ou comprovação de renda. E o problema pode ser agravado quando o consumidor passa por problemas familiares, tais como morte ou doença na família, fica desempregado ou quando sofre de uma doença que o faz gastar compulsivamente, sem controle.

“O superendividamento é um fenômeno que não é só nacional e pode trazer muitos malefícios para a sociedade, gerando violência moral e física porque desestabiliza as instituições familiares”, afirmou Campos.

“A pessoa não deve gastar mais do que ganha. A pessoa deve programar suas despesas”, explicou Campos.

“A pessoa tem de ter consciência de que não está pegando o dinheiro emprestado. Está fazendo uma dívida, vai ter de devolver e vai ter de pagar muitas vezes com juros. Por isso, o mais importante é sempre tentar se informar a respeito do valor da prestação e quanto de juros tem embutido naquela prestação”, indicou o defensor público José Luiz de Almeida Simão.

Segundo ele, uma das razões que também explicam o superendividamento é a falta de informação do consumidor. “A maior dívida é com relação a bancos até por causa dos altos juros que eles cobram. Cheque especial e cartão de crédito são os maiores problemas que os consumidores enfrentam”, afirmou.

Uma das consumidoras que foi até o Pátio do Colégio para tirar dúvidas sobre endividamento foi a manicure Rosangela Aparecida Santos. “O banco deveria informar melhor sobre todas as taxas. Até de poupança. No ano passado, coloquei um dinheiro e fui usando no cartão. Quando fui ver, estava pagando um absurdo de taxas. E não sabia. E eu tinha colocado justamente na poupança para não pagar taxas”, reclamou ela.

Para os consumidores endividados, a orientação do Procon e da Defensoria Pública é de que ele tente, primeiramente, negociar a sua dívida, verificando e comparando os juros que são praticados no mercado.

“Quem está endividado deve saber qual é a maior dívida que tem, qual dívida cresce mais rápido mês a mês. Por exemplo, quem tem dívida de cartão de crédito ou cheque especial deve correr atrás e tentar fazer um empréstimo num banco ou financeira (com juros mais baixos) ou com algum amigo ou parente e quitar à vista essa dívida, que têm juros muito altos”, afirmou Simão.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil.

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Consumo das famílias aumentou pelo sexto ano consecutivo em 2009, diz IBGE

Rio de Janeiro – O consumo das famílias brasileiras aumentou 4,1% no ano passado em comparação com 2008. No quarto trimestre, o crescimento foi de 7,7%. É o que mostram os dados divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o desempenho da economia do país em 2009.

Segundo a economista responsável pela pesquisa, Rebeca Palis, foi o sexto aumento anual da série, embora a expansão do consumo tenha sido a mais baixa dos últimos seis anos por causa da crise financeira internacional, que ainda teve reflexos no ano passado.

“Ainda assim, o crescimento da massa salarial [3,3%], a expansão do mercado de trabalho, as medidas do governo para incentivar o consumo e a ampliação do crédito para pessoa física ajudaram o crescimento a voltar a patamares similares de antes da crise mundial”, afirmou Rebeca.

A economista lembrou que o consumo das famílias têm peso de mais de 60% no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). O item gastos do governo também continuou crescendo em 2009 e chegou a 3,7%, em comparação com o resultado do ano anterior, e a 4,9% no último trimestre do ano passado em relação ao mesmo período de 2008.

Por Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil.

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Medidas do governo impediram queda maior do PIB, diz Pochmann

Brasília – O papel do governo, ao reduzir tributos e aumentar os gastos para estimular a economia, impediu uma retração maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, avaliou o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann. Segundo ele, o direcionamento dos estímulos para o mercado interno foi essencial para impedir o aprofundamento da crise.

“O desempenho negativo [da economia] foi interrompido, a partir do segundo trimestre do ano passado, muito mais por ações internas que externas. As medidas de estímulo ao emprego, à renda e à produção evitaram uma recessão profunda”, afirmou Pochmann em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Pochmann, o dado mais significativo que comprova o peso do mercado interno na economia foi o consumo das famílias, que cresceu 4,1% no ano passado, apesar da queda de 0,2% do PIB. “A expansão dos gastos das famílias gerou um adicional de R$ 160 bilhões na economia no ano passado, uma média de R$ 2,8 mil por família”, explicou.

Se for levado em consideração o peso do mercado interno na economia, o consumo das famílias passou de 60,3% do PIB em 2008 para 62,8% no ano passado.

Na avaliação do presidente do Ipea, a política anticíclica (na qual o Estado gasta mais em tempos de crise) foi essencial para manter a atividade econômica em 2009. “Se fosse mantida a tendência observada no último trimestre de 2008, o Brasil teria caminhado para uma recessão acima de 7%, em vez de uma queda próxima de zero”.

Pochmann disse que o Ipea estimava leve crescimento no PIB em 2009, ao contrário da queda anunciada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE). Segundo ele, o desempenho dos setores ligados ao mercado internacional foi o principal fator que puxou o PIB para baixo.

“A agropecuária registrou queda porque é vinculada às exportações e a indústria é influenciada pelo elevado grau de internacionalização das empresas, que tomam decisões pensando na economia internacional, não necessariamente na realidade do país em que estão instaladas”. De acordo com o IBGE, a indústria caiu 5,5% e a agropecuária apresentou queda de 5,2% no ano passado.

Sobre a ampliação dos gastos públicos, o presidente do Ipea afirmou que a política foi acertada, mesmo com o crescimento dos gastos de custeio (manutenção da máquina pública). “Na crise, é muito difícil tomar decisões de investimentos, que requerem tempo para maturar. Os gastos de custeio apresentam resultados mais rápidos”.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil.

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