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Professores fazem paralisação de 24 horas nesta terça-feira, 16 de março

Acompanhando a paralisação nacional, os professores estaduais do Paraná vão suspender as atividades por 24 horas nesta terça-feira (16). Com o protesto, a categoria quer defender a implantação do piso salarial nacional, além de reivindicar 25,97% de reajuste no piso estadual, o que equivaleria à equiparação salarial com os demais servidores públicos.

Os manifestantes vão se concentrar às 9 horas na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, e seguem em passeata até o Palácio das Araucárias, no Centro Cívico, onde serão recebidos por representantes do governo. Uma assembléia no dia 27 vai discutir as negociações.

De acordo com o diretor estadual de imprensa Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), Luiz Carlos Paixão da Rocha, professores e funcionários de escolas de todo o Estado partipam do ato.

“A expectativa para a mobilização é grande. Cerca de 5 mil professores do Paraná devem se concentrar em Curitiba e 90% das escolas estaduais vão aderir ao protesto”, afirma Rocha.

Com a paralisação, não haverá aulas nas escolas estaduais amanhã.

Por Paula Melech.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.parana-online.com.br.

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Amanhã é o Dia de Paralisação Nacional em defesa do Piso Salarial

Diante das dificuldades de implementação da Lei 11.738/08 nos estados e municípios, a luta pelo Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) foi ampliada. Na última quarta-feira (10) aconteceu o Dia de Mobilização de Estados e Municípios, especialmente naqueles locais onde existem maiores conflitos com os governos e prefeituras, como preparação para a paralisação nacional em defesa da implementação do Piso que acontece amanhâ.

A agenda para amanhã inclui uma audiência de representantes do CNTE com o Ministro da Educação, às 10h, para que assuma com mais determinação a defesa da Lei do Piso; e com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar novas razões contra a ADI movida por governadores de cinco estados contra a Lei do Piso. Além disso, já foi solicitada uma audiência ao Presidente Lula para discutir questões referentes ao Piso e à Carreira dos Profissionais de Educação.

Durante a segunda semana de março também foi enviado um documento ao Ministério da Educação. A CNTE também irá marcar audiência com a Procuradoria Geral da República para pedir a conclusão, o rápido possível, do relatório sobre a ADI 4.167 que desde outubro de 2009 se encontra na PGR. Concluído o relatório, a ADI 4.167 estará pronta para ser votada pelo plenário do STF.

Luta histórica

Até o momento a maioria dos estados e municípios ignora a legislação em vigor desde 1ª de janeiro de 2009 e não aplica o piso salarial nacional do magistério. O Piso Salarial Nacional é uma reivindicação histórica da CNTE, é um instrumento de valorização profissional e de correção de distorções salariais entre os educadores de todo país. A Confederação teve um papel importante para a promulgação da lei e agora mais do que nunca, não deixará de pressionar por sua implementação, independentemente da decisão liminar do STF. O Piso garante ao professor um vencimento básico de R$ 1.312,85.

Nos estados

A mobilização pelo PSPN no dia 16 ocorrerá de forma descentralizada nos estados e municípios. Alguns já divulgaram sua programação de atividades.

Paraná

Em 16 de março, acontecerá uma marcha em Curitiba, com concentração, às 9 horas, na Praça Santos Andrade, além de atos regionalizados. O Sindicato dos trabalhadores de educação do Paraná enviará também carta aos deputados e senadores em defesa do Piso, e para o Supremo Tribunal Federal pedindo a votação da ADI 4167. (APP/PR) (SISMAC/PR)

Sergipe

45 municípios que ainda não implantaram o Piso Salarial Profissional Nacional vão paralisar as atividades no dia 16 de março. (SINTESE/SE)

Mato Grosso

Profissionais da educação de Mato Grosso paralisarão suas atividades dia 16 de março. Não haverá aula em todos os 141 municípios. No Estado, apenas 5% dos municípios pagam este valor. Cada município terá um planejamento próprio de manifestação, mas, no geral, haverá reuniões, audiências com representantes do poder público e passeatas. Haverá concentração na Câmara Municipal, às 7h30. (SINTEP/MT)

Pernambuco

Os trabalhadores em educação do estado paralisarão suas atividades. Acontecerá uma nova assembleia geral, às 14h, no IEP, com passeata até o Palácio do Campo das Princesas, junto aos trabalhadores em educação das redes municipais. A CUT solicitará audiência com os Secretários de Educação de Estado e o secretário de Articulação Regional. (SINTEPE/PE)

Tocantins

Os trabalhadores em educação do estado iniciaram greve no dia 8 de março em defesa da luta por melhores condições de trabalho e pela qualidade social da educação pública. A classe continua em greve e a diretoria executiva deverá se reunir para definir os próximos encaminhamentos a serem tomados. (SINTET/TO)

Acre

Em 16 de março será realizada uma grande assembleia. (SINTEAC/AC)

Minas Gerais

O SIND-UTE MG reunirá o Conselho Geral no período da manhã. Haverá uma assembleia estadual, às 14 horas, na Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais. Após a assembleia ocorrerá uma manifestação de todo o funcionalismo público estadual no mesmo local. As redes municipais filiadas ao Sind-UTE MG também organizarão mobilizações específicas durante o dia. (SIND-UTE/MG)

Santa Catarina

Dia 16 de março, os trabalhadores vão exigir a implementação do Piso até hoje não praticado pelo Governo de Santa Catarina. Em Florianópolis, os trabalhadores se concetrarão na Praça Tancredo Neves, às 13h30; em Chapecó, acontecerá um ato macrorregional na Praça Cel Bertaso, às 14h; em Lages, ocorrerá um ato público no calçadão da Praça João Costa, às 14h; e em Blumenau, em frente Igreja Matriz, às 14h, haverá um ato público. (SINTE/SC)

Fonte: CNTE, 15/03/2010.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cnte.org.br.

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Carta da APP à comunidade informa sobre a paralisação de amanhã

Nesta terça-feira (16/03), a categoria estará nas ruas participando do dia nacional e estadual de paralisação dos educadores

Caras mães, caros pais, estudantes e comunidade em geral,

Mais uma vez, nós – professores (as), funcionários (as) de escola, pedagogos (as) e diretores (as) da rede esta­dual de ensino do Paraná – pedimos sua atenção e apoio. No próximo dia 16 de março, iremos paralisar as nossas atividades para realizar mais uma mobilização em defesa da educação pública de qualidade.

Lutamos por uma educação que beneficie a todos, que ajude a criar uma sociedade democrática e livre, e que, acima de tudo, contribua com a construção de um mundo melhor, pautado pelas relações de justiça, solidariedade e igualdade. Assim, paralisaremos as aulas no próximo dia 16 para chamar a atenção dos governos e da sociedade para a pauta de reivindicação dos educadores do Paraná.

Reivindicações:

Nossa campanha salarial 2010 tem dois pontos centrais: a equiparação salarial dos educadores com os demais servidores do Estado e a defesa a lei que criou o Piso Salarial Profissional Nacional. Na mesma data, dia 16, educadores (as) no restante do país também realizam um dia nacional de mobilização pelo piso. Um direito alcançado, a duras penas, após uma luta de 180 anos. No entanto, apesar desta conquista, os governos da maioria dos Estados e municípios recusam-se a cumprir a Lei do Piso.

Da mesma forma, no Paraná, a categoria luta para que o salário pago aos servidores do Estado, que têm curso superior como exigência para ingressar na carreira, seja o mesmo pago aos professores (as) e funcionários (as) de escola. Isto é equiparação: igualdade. Hoje, para equiparar, o governo precisa aplicar um reajuste de 25,97% aos salários da educação. Mas vale destacar que não se trata apenas de dinheiro, trata-se de justiça. Os educadores, devido aos salários diferenciados, questionam-se se, por acaso, seus diplomas valem menos. Não, não vale!

Também temos outras reivindicações, como a melhoria do atendimento à saúde prestado ao funcionalismo público, a nomeação dos candidatos aprovados em concursos da educação, a aprovação de leis da educação, como a que cria a Lei do Sistema Estadual de Ensino, além de outros pontos. E é por tudo isto que vamos, no dia 16 às 9h, fazer, a partir da Praça Santos Andrade, em Curitiba, uma caminhada em direção ao Palácio das Araucárias, sede do governo estadual. Lá, os educadores esperam ser recebidos pelo governador.

No dia 16, esteja convidado para participar, junto conosco, desta mobilização. Vamos lutar por uma educação melhor para nossos filhos e para nosso país.

Direção Estadual da APP-Sindicato

Curitiba, março de 2010.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.appsindicato.org.br.

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Greve dos Professores em São Paulo

40 mil professores decretam: a greve continua. Reajuste de 34,3% já! Salário, emprego, carreira, sim! Provinha e provão, não!

Cerca de 40 mil professores reunidos em assembleia na sexta-feira, 12, decidiram dar continuidade à greve deflagrada no dia 5 de março. Os professores tomaram todo o vão livre do MASP e as duas pistas da avenida Paulista, desmoralizando a versão propagada pelo governo Serra e setores da mídia de que a greve teria atingido apenas 1% dos professores.

Informes das subsedes durante a realização da reunião do Conselho Estadual de Representantes garantiram que 80% dos professores de todo o Estado paralisaram suas atividades. Logo após a assembleia, os grevistas dirigiram-se, em passeata, até a Praça da República.

Os professores aprovaram, ainda, a realização de uma nova assembleia para a próxima sexta-feira, dia 19, a partir das 14 horas, novamente no vão livre do MASP (avenida Paulista). O calendário aprovado prevê a realização, na próxima quarta-feira, 17, de “pedágios” nas principais avenidas das cidades – ou atos em praças públicas, panfletagem com carro de som etc, a critério de cada subsede. A reunião do CER aprovou, e a assembleia referendou, a sugestão da frase para as faixas a serem levadas aos pedágios: “Serra mente para o povo/ A Educação pede socorro!”

Principais eixos do nosso movimento:

* Reajuste salarial imediato de 34,3%;
* incorporação de todas as gratificações, extensiva aos aposentados;
* por um plano de carreira justo; pela garantia de emprego;
* contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito);
* pela revogação das leis 1093,1041,1097;
* concurso público de caráter classificatório;
* contra as reformas do Ensino Médio;
* contra a municipalização do ensino;
* pela luta contra o PLC 1614 (avaliação nacional dos professores).

Por APEOESP.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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