fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 19:53 Sem categoria

Caminhantes da Marcha Mundial das Mulheres encontram-se com as militantes da comissão de cozinha

Neste domingo (dia 14), no sétimo dia da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, as duas mil caminhantes que saíram de Campinas na segunda-feira (8 de março) enfim se encontraram com as 75 militantes que trabalham fixas na Comissão de Cozinha, preparando suas refeições. Foi um reencontro animado, na Cooperinca, em Cajamar, no Km 46,5 da rodovia Anhanguera, após andarem cerca de 10 quilômetros desde Várzea Paulista.

A tarde e a noite anteriores, em Várzea Paulista, já tinham sido marcadas pelo clima de festa, com lançamento de livro e show da cantora Leci Brandão. A publicação As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres, de autoria da historiadora espanhola Ana Isabel Álvarez González, recupera o sentido político do 8 de março, principal data da agenda feminista. Em 2010, quando o Dia Internacional de Luta das Mulheres está completando 100 anos e o mercado tenta transformá-lo em mais uma ocasião para vender produtos, o ato público reforçou as raízes socialistas desta data de lutas.

É comum a crença de que a origem do 8 de março está ligada a um incêndio de uma fábrica têxtil nos Estados Unidos, no qual muitas operárias morreram queimadas. Esta tragédia infelizmente aconteceu de fato, mas o Dia Internacional de Luta das Mulheres surgiu antes dela. Ele nasceu em 1910, na Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca. O direito ao voto era, então, a principal reivindicação das mulheres em grande parte do mundo. As militantes socialistas nos Estados Unidos, por exemplo, já haviam organizado um dia de mobilização pelo voto em anos anteriores. Foi essa data que serviu de inspiração para que as mulheres reunidas na Europa aprovassem a proposta de um dia de luta unificado internacionalmente.

Entre 1911 e 1920, as comemorações do Dia Internacional de Luta das Mulheres ocorreram em dias diferentes a cada ano, variando também em cada país. Foram as manifestações das mulheres na Rússia, no dia 8 de março de 1917 (dia 23 de fevereiro, segundo o antigo calendário russo) que motivaram a adoção da data para comemoração unificada, alguns anos depois. Pouca gente sabe, mas a greve das operárias russas e seus protestos contra a falta de alimentos foram fundamentais para dar início à Revolução Socialista de 1917, da qual surgiu a já extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Cultura como ação política

Nesta tarde de domingo, as militantes da Marcha Mundial das Mulheres debaterão a luta contra a violência sexista, com painéis temáticos sobre: a violência doméstica e sexual e as políticas de erradicação dela; o tráfico de mulheres e a migração; e os processos de luta dos movimentos sociais contra a violência sexista. A programação inclui ainda oficina de Wen-do, as práticas feministas de autodefesa e uma oficina para a confecção de vestidos, com a artista Biba Rigo, autora do desenho presente nas camisas, cartazes e adesivos da 3ª Ação Internacional no Brasil.

Quem pensou que a oficina é para costurar vestidos comuns, enganou-se. Orientadas por Biba, as militantes confeccionarão roupas gigantes, que serão usados por duas grandes bonecas apelidadas carinhosamente de Caminhantes. São como bonecas de Olinda, que em outubro seguirão para Kivu do Sul, no Congo, para representar o Brasil no encerramento da 3ª Ação Internacional, em um encontro de feministas do mundo inteiro.

As atividades de formação culturais do domingo não param por aí. À noite, além da exibição de fotos e vídeos da primeira semana da caminhada entre Campinas e São Paulo, haverá apresentação da Kiwi Companhia de Teatro. O grupo mostrará trechos do processo de pesquisa da peça Carne, que trata da opressão capitalista e patriarcal. Amanhã, as militantes seguem cedo para Jordanésia.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.sof.org.br.

===============================================

100 anos de caminhada

Não podia deixar de passar data tão importante sem dizer algumas palavras a todas as mulheres e homens que compõem a Central Única dos Trabalhadores.

Há 100 anos as mulheres resolveram que era chegado o fim de uma era de submissão e de silêncio. Este ano de 2010 estamos participando da Ação 2010 em comemoração aos 10 anos da Marcha Mundial de Mulheres e também os 100 anos do 8 de março. Nós mulheres da CUT estamos em marcha com as demais mulheres do movimento feminista brasileiro para visibilizar a nossa luta que tem sido árdua, porém tem se mostrado com muitos avanços.

Baseadas em fatos reais e em discussões políticas, concluímos que nós deveríamos ter uma data para lembrar ao mundo que não somos apenas aquelas que estão por trás de “grandes homens”, nem que gostamos de sermos chamadas de a “rainha do lar”.

Construímos o 8 de março baseadas no que já havíamos vivido e pensando no que estaríamos a enfrentar no futuro.

Noventa anos depois no ano 2000, dissemos ao mundo que, além de termos um dia para lembrar a nossa luta e as nossas conquistas, era preciso marchar por “Pão e Rosas”, com tudo o que isso possa significar.

Nessa caminhada, participamos em diversas conferências mundiais, denunciando a discriminação sofrida; fomos à ONU, à OIT, propusemos e aprovamos resoluções e dissemos BASTA!!! Basta de violência, basta de impunidade. Basta de discriminação na vida, no trabalho, no movimento sindical.

Passamos a primeira metade do século XX brigando pelo direito ao voto. Chegamos ao final daquele século como as mais preparadas para enfrentar o mercado de trabalho, porém a discriminação permanece; não há efetivamente igualdade de oportunidades, o que temos de continuar buscando, num processo crescente.

Nós, mulheres, continuamos com a dupla jornada, no trabalho e no lar. Mesmo assim, continuamos acreditando na rede de solidariedade que existe entre nós, para criarmos os nossos filhos sem abrir mão de nossas carreiras profissionais. E hoje, estamos provando que podemos ocupar qualquer espaço de poder, pois temos a competência para estar em qualquer debate, seja ele estratégico ou não, colocando nossas ideias, nossas necessidades, e nossas potencialidades.

Muito ainda há que ser feito. Em muitos países do mundo, continuamos na luta pelo direito à licença maternidade; mesmo no Brasil, permanece estamos em Campanha pela ratificação da Convenção 156 da OIT, que trata das responsabilidades familiares, e que pode ser mais um instrumento de libertação das mulheres, pois cláusulas em acordos e convenções coletivas de trabalho, baseadas nessa Convenção, podem nos garantir mais tempo para estar com nossos filhos e nossos idosos.

Sonhamos com Equidade de Remuneração em todo o mundo; temos trabalhado para isso em todos os ramos de atividade. Sabemos que muito ainda temos que caminhar, mas já demos os primeiros passos.

Outro momento rico e único que conquistamos em nossa história no Brasil é a Lei Maria da Penha, que vem coibindo principalmente a violência doméstica intrafamiliar sofrida por tantas mulheres; hoje podemos falar de assédio moral e sexual e denunciar, e as coisas “acontecem”; não está mais sendo como no passado, em que a mulher vítima era considerada a culpada pela agressão, numa total inversão de valores.

São tantas coisas boas, que mal nos damos conta. Sabemos que ainda muito temos a conquistar, mas temos a certeza de termos potencial humano para enfrentar todas as batalhas e vencer a guerra contra o machismo e a discriminação.

Quero concluir dizendo que sou trabalhadora municipal, e que muito me orgulha estar fazendo parte da Executiva Nacional da CUT, representando o meu ramo.

E, temos a certeza de que os mais de 65% de mulheres que estão no ramo municipal estão preparadas, como agentes públicas que são, para dialogar com a população nas quase 6.000 prefeituras deste país, sobre a missão que nós temos para 2010, que é dar continuidade ao projeto democrático e popular ora em curso, e para isso, VAMOS eleger pela primeira vez, para o cargo máximo do Brasil, uma mulher.

Será uma oportunidade única e histórica, pois, além de darmos prosseguimento a um governo voltado para os trabalhadores, com justiça social, faremos isso a partir de uma visão feminina.

Portanto, companheiras e companheiros, o desafio está lançado para nós. Feliz 8 de março e bom Dilma, a todas e a todos.

Por Junéia Batista, que é vice-presidente do Sindsep e diretora executiva da CUT.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br.

===============================================

Mulheres seguem em marcha por igualdade de direitos

A Marcha Mundial das Mulheres iniciou as atividades da Ação 2010 no Brasil no dia 08 de março, em Campinas. Trata-se de uma caminhada pela igualdade de direitos que segue até São Paulo e conta com a participação de 3,5 mil militantes feministas. A passeata já esteve nas cidades de Valinhos, Vinhedo, Louveira, Jundiaí, Várzea Paulista, Cajamar e nesta segunda-feira [15] chega à cidade de Jordanésia.

Para completar o trajeto, faltam as cidades de Perus, Osasco e, finalmente, São Paulo, onde devem chegar na quinta-feira [18]. Por onde passam, promovem debates sobre saúde da mulher e práticas populares de cuidado; educação não sexista e não racista; mulheres negras e a luta antirracista; mulheres indígenas; a mídia contra-hegemônica e a luta feminista; a mercantilização do corpo e da vida das mulheres; prostinuição; e mulheres, artes e cultura.

A rotina é dinâmica. As mulheres acordam por volta das 04 horas da manhã, fazem o desjejum às 05h e uma hora mais tarde retomam a caminhada. As atividades formativas acontecem no período da tarde. O evento congrega mulheres de diversas regiões do Brasil e já é considerado um sucesso.

:: Caravanas para o ato de encerramento da passeata

A Secretaria Estadual da Mulher Trabalhadora da CUT propõe a participação maciça das sindicalistas paranaenses no ato final da caminhada da MMM. A idéia é organizar três caravanas, sendo uma de Curitiba, outra da região de Londrina e Maringá e também um ônibus de Ponta Grossa. As despesas com transporte serão subsidiadas pela coordenação. As participantes deverão apenas levar recursos para alimentação.

Dessa forma, a CUT-PR solicita que as sindicalistas dispostas à participar informem o nome, número do RG e telefone a fim de organizar a caravana do Paraná. Os dados podem ser informados pelos e-mails mulher@cutpr.org.br e cutpr@cutpr.org.br ou ainda pelo telefone [41] 3232.4649.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.

Close