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Acabou o tempo dos exterminadores do emprego e do futuro

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, deixou claros seus princípios neste sábado (10) durante o Encontro em Defesa do Trabalho Decente no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

A ministra disse aos trabalhadores que não trairá a nação, não fugirá das dificuldades, não esmorecerá diante dos problemas, não apelará para baixarias durante o embate político, não entregará o patrimônio e a riqueza da nação e sempre respeitará os movimentos sociais e sindicais.

A ministra fez questão de frisar cada um desses pontos e disse que acabou o tempo dos exterminadores do futuro e daquele país triste e deprimido dos tempos de FHC.

“Aquele país triste, deprimido e do desemprego ficou pra trás com Lula. Esse país pode mais e nós criamos as condições pra que ele pudesse mais, o Brasil não quer mais a estagnação. Acabou o tempo dos exterminadores do emprego e dos exterminadores do futuro”, discursou.

Confira a íntegra da parte principal do discurso de Dilma:

Companheiros e Companheiras do ABC.

Estou aqui hoje e quero aproveitar este momento para me identificar com maior clareza. Os da oposição precisam dizer quem são. Vocês sabem quem eu sou, e vão saber ainda mais. O que eu fiz, o que planejo fazer e, uma coisa muito importante, o que eu não faço de jeito nenhum. Por isso gostaria de dizer que:

1 – Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco.

2 – Eu não sou de esmorecer. Vocês não me verão entregando os pontos, desistindo, jogando a toalha. Vou lutar até o fim por aquilo em que acredito. Estarei velhinha, ao lado dos meus netos, mas lutando sempre pelos meus princípios. Por um País desenvolvido com oportunidades para todos, com renda e mobilidade social, soberano e democrático;

3 – Eu não apelo. Vocês não verão Dilma Rousseff usando métodos desonestos e eticamente condenáveis para ganhar ou vencer. Não me verão usando mercenários para caluniar e difamar adversários. Não me verão fazendo ou permitindo que meus seguidores cometam ataques pessoais a ninguém. Minhas críticas serão duras, mas serão políticas e civilizadas. Mesmo que eu seja alvo de ataques difamantes.

4 – Eu não traio o povo brasileiro. Tudo o que eu fiz em política sempre foi em defesa do povo brasileiro. Eu nunca traí os interesses e os direitos do povo. E nunca trairei. Vocês não me verão por aí pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi. O povo brasleiro é a minha bússola. A eles dedico meu maior esforço. É por eles que qualquer sacrifício vale a pena.

5 – Eu não entrego o meu país. Tenham certeza de que nunca, jamais me verão tomando decisões ou assumindo posições que signifiquem a entrega das riquezas nacionais a quem quer que seja. Não vou destruir o estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente. Não permitirei, se tiver forças para isto, que o patrimônio nacional, representado por suas riquezas naturais e suas empresas públicas, seja dilapidado e partido em pedaços . O estado deve estar a serviço do interesse nacional e da emancipação do povo brasileiro.

6 – Eu respeito os movimenos sociais. Esteja onde estiver, respeitarei sempre os movimentos sociais, o movimento sindical, as organizações independentes do povo. Farei isso porque entendo que os movimentos sociais são a base de uma sociedade verdadeiramente democrática. Defendo com unhas e dentes a democracia representativa e vejo nela uma das mais importantes conquistas da humanidade. Tendo passado tudo o que passei justamente pela falta de liberdade e por estar lutando pela liberdade, valorizo e defenderei a democracia. Defendo também que democracia é voto, é opinião. Mas democracia é também conquista de direitos e oportunidades. É participação, é distribuição de renda, é divisão de poder. A democracia que desrespeita os movimentos sociais fica comprometida e precisa mudar para não definhar. O que estamos fazendo no governo Lula e continuaremos fazendo é garantir que todos sejam ouvidos.

Democrata que se preza não agride os movimentos sociais. Não trata grevistas como caso de polícia. Não bate em manifestantes que estejam lutando pacificamente pelos seus interesses legítimos.

Companheiras e companheiros,

Aquele país triste, da estagnação e do desemprego, ficou pra trás. O povo brasileiro não quer esse passado de volta.

Acabou o tempo dos exterminadores de emprego, dos exterminadores de futuro. O tempo agora é dos criadores de emprego, dos criadores de futuro.
Porque, hoje, o Brasil é um país que sabe o quer, sabe aonde quer chegar e conhece o caminho. É o caminho que Lula nos mostrou e por ele vamos prosseguir. Avançando.

Com a força do povo e a graça de Deus.

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“As mulheres podem vencer”, diz Ségolène Royal a Dilma

A ex-ministra e pré-candidata Dilma Rousseff e a socialista francesa Ségolène Royal (derrotada por Nicolas Sarkozy em 2007) se encontraram no final da tarde desta sexta-feira, no Hotel Royal Tulip, em Brasília. Com troca de afagos, as duas ressaltaram a importância dos projetos de esquerda para a América Latina e a possibilidade de as mulheres chegaram ao poder, tanto na França como no Brasil. No encontro privado, Ségolène afirmou que “uma campanha eleitoral é sempre difícil, mas a gente há de persistir, porque as mulheres podem vencer”.

“Foi um conselho de uma mulher vitoriosa”, retribuiu Dilma, diante de jornalistas. Ségolène destacou que as duas se conhecem desde o Fórum Social de Belém e… “Bien sûr”, claro, ela apoia a campanha da petista.

Dilma traduziu as declarações da líder socialista. Vencedora nas eleições regionais na França – dura derrota para Sarkozy -, Ségolène destacou o programa presidencial de Dilma: “A eficácia econômica e social vão juntas. E isso está no programa de Dilma. Os valores humanos são superiores aos financeiros”. Chamada de “candidata”, a ex-ministra retificou: “Pré-candidata…”.

Pela manhã, a petista se encontrou com o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera. “Foi um encontro muito interessante para manter o relacionamento estratégico do Brasil com o Chile e a Unasul. Em 15 de abril, ela deve ter outro encontro diplomático com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Fonte: Terra Magazine.

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Dilma defende combate às drogas e critica “falso liberalismo”

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, defendeu nesta quinta-feira (8) o combate às drogas e criticou iniciativas favoráveis à legalização de substâncias entorpecentes. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aliado do pré-candidato do PSDB e ex-governador de São Paulo, José Serra, tem advogado pela descriminalização do porte de pequenas quantidades de maconha.
“Não há lugar mais para o charme traiçoeiro de um falso liberalismo que se contenta com a pregação da descriminalização da droga diante do crack”, afirmou a ex-ministra da Casa Civil durante discurso no evento em que recebeu o apoio do PCdoB à sua candidatura. “Ele (crack) é o inimigo número um de toda a sociedade brasileira.”

Dilma direcionou seu discurso principalmente aos jovens e mulheres. Para ela, as mães têm um papel fundamental na luta contra as drogas, a qual deve ser composta por “repressão, terapia e prevenção.”

Vestida de vermelho e preto, Dilma destacou as realizações do governo Lula na área educacional. Ponderou, no entanto, que a área ainda precisa avançar muito. Em uma estocada nos governos do PSDB, ela disse que pretende valorizar os professores. “Temos que continuar melhorando a qualificação e remuneração dos professores, ampliando as conquistas trazidas por este governo e, sobretudo, jamais saindo às ruas ou colocando a polícia nas ruas para bater em professores”, afirmou ela, referindo-se ao impasse sobre a greve da categoria no Estado de São Paulo, onde a PM foi orientada por José Serra a reprimir os paredistas.

FORÇAS DO ATRASO – Ela voltou a criticar a oposição, chamando PSDB, DEM e PPS de “forças do atraso” que “não têm projeto de desenvolvimento.” “Sempre querem desfazer o que está sendo feito e bem feito”, disparou. “Nós não vamos voltar com o passado. Só avançando vamos construir o futuro.” . Ela exortou a militância do PCdoB para “lutar para que não voltem aqueles que não têm um projeto para o Brasil, venderam o patrimônio público e sempre querem desfazer o que foi feito, e bem feito”. Membros da União da Juventude Socialista (UFS) então responderam em coro: “A juventude / já decidiu / é Dilma presidente do Brasil”.

O evento começou alegre, com Dilma entrando no palco ao som de um samba. A emoção também teve lugar. Ex-guerrilheira, Dilma ficou com os olhos marejados quando lembrou de antigos companheiros que morreram lutando contra a ditadura militar. Ela foi aplaudida de pé durante discurso realizado no ato de apoio do PCdoB à sua candidatura.

EMOÇÃO – “Vejo nos olhos de cada um de vocês a mesma chama que animou o heroísmo patriótico do saudoso João Amazonas, de Elza Monnerat, de Maurício Grabois. É essa mesma chama de amor e esperança que eu vejo brilhar nos olhos dos companheiros que estão aqui”, disse a ex-ministra – que participou de grupos de resistência durante a ditadura militar – , dirigindo-se ao presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a deputados como Aldo Rebelo (AL, ex-presidente da Câmara), Vanessa Graziotin (AM, líder do partido na Câmara) e Manuela Dávila (RS) e Inácio Arruda (CE), único senador do PCdoB na atual legislatura.

Dilma foi ao microfone exortada pela platéia, e retribui, na primeira frase proferida. “Eu também te amo. É recíproco”, disse a petista, que minutos antes havia adentrado o auditório sambando ao som de Martinho da Vila. O séquito pecebista, aliás, recebeu o reforço cultural dos artistas Martinho da Vila, Leci Brandão, Jorge Mautner e Netinho de Paula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou do evento. O presidente ressaltou a reação brasileira à fase mais aguda da recente crise financeira internacional, no início de 2009, quando o Brasil criou quase um milhão de empregos formais enquanto a grande maioria dos países registrou baixas. “Vamos entregar este país com mais 14 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Isso demonstra claramente o acerto das políticas que implementamos”, disse Lula, apontando o “otimismo” de Lupi ao ampliar este número para 15,5 milhões.

O presidente rebateu também as críticas à recente visita ao Oriente Médio, onde tentou participar das negociações por um acordo de paz na região. E disse que o mundo precisa de uma ONU “multilateral”. “Por que a ONU, que criou o Estado de Israel, deveria criar o Estado da Palestina, e nós somos a favor dos dois, e que eles vivam em paz”, declarou Lula, garantindo que repreenderia o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caso ele extrapolasse o “limite” no enriquecimento de urânio (matéria-prima da bomba atômica). “Eu direi: ‘escuta aqui, ô companheiro, o que é que há? O Brasil é contra a bomba atômica porque na nossa Constituição está escrito que somos contra”, disse.

Por Equipe Informes, com agências.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ptnacamara.org.br.

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