Hoje são cerca de 20 milhões de trabalhadores na agricultura familiar brasileira. O setor, que era visto como uma área de atraso e pobreza, passou a produzir além de alimentos, artesanato, moda e cultura. “O Brasil mudou muito. O setor que era desconsiderado antes, agora está fortalecido”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, nesta quinta-feira (13), durante abertura da Feira Nacional de Agricultura e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo. Mais do que dados frios, o desenvolvimento do setor é comprovado pela inserção da produção nos mercados e a criação de novos setores de atividade.
A agricultura familiar, nos últimos 10 anos, foi impulsionada por políticas públicas e atualmente vive um novo momento. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), 4,3 milhões de propriedades agrícolas familiares são responsáveis por 70% da produção de feijão e 34% do arroz – alimentos básicos da dieta dos brasileiros. Representa 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.
No Rio Grande do Sul, os números também são significativos: 378,5 mil unidades familiares são responsáveis pela atividade de 81% dos trabalhadores rurais. O setor é responsável por 54% do valor bruto da produção gaúcha e representa 10% da produção nacional. Segundo o professor do programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sérgio Schneider, o desenvolvimento do RS é mais rápido do que em outras regiões e isso acontece devido a qualificação dos produtores oriundos de países da Europa. “Aqui, diferente do nordeste, por exemplo, há muita colonização. As famílias traziam a tecnologia e o conhecimento de fora, o que tornou mais qualificada a produção”, explica.
Schneider levanta um paradoxo sobre a agricultura familiar a e agricultura empresarial, que na verdade se complementam, já que as regiões têm características diferentes. Como exemplo, ele cita a monocultura e a baixa densidade demográfica que não permite a pluralidade da produção em determinados Estados. “A forma de ocupação é mais densa aqui no RS. Isso gera maior consumo de insumos, maiores bens de consumo e a matéria-prima básica se torna barata”, argumenta. Ele comenta a evolução da agricultura familiar, que hoje tem capacidade de comercialização direta, não apenas de forma atesanal. “Antes eles produziam para suas próprias famílias. Agora eles passaram a vender seu próprio produto, com o seu preço. É uma autonomia e uma inserção no mercado”, salienta.
Para o produtor de queijo de Minas Gerais, Luciano Carvalho Machado, a produção centenária da sua família é a mais popular atividade econômica no seu Estado e o seu crescimento dependeu de apoio do governo. “Sozinho a gente não teria conseguido. Existe política local, mas, o mais caro é a análise química dos queijos e para isso temos financiamento do governo federal”, disse. Há sete anos ele participa da feira da MDA e conta que o evento também contribui com a divulgação do seu produto. O expositor vizinho, porém de outro extremo do país, Marcelo Kobiraki, comercializa noz macadâmia por necessidade de sobrevivência no mercado. Descendente de japoneses vindos para o Brasil produzir café, a colheita da sua família queimou e desde 2000 eles buscaram na planta exótica uma fonte de renda. “Apesar do desconhecimento de muitos, o Brasil é um dos maiores produtores desta iguaria, que tem grande parte da produção exportada”, comentou.
A Feira reúne 350 empreendimentos familiares de todas as regiões do País, além da anfitriã Região Sul. Serão mais de 200 toneladas de produtos a serem comercializados, além de uma vasta programação cultural. O Brasil Rural Contemporâneo é um evento do Governo Federal realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com patrocínio do Sebrae, do Banco do Brasil, do BNDES, do Banco do Nordeste, da Petrobras, da Itaipu Binacional, do Banco da Amazônia, da Eletrobrás, da Ubrabio, da Anfavea e da Itambé. E conta com apoio do Instituto Latinoamerica para o Desenvolvimento da Educação, Ciência, Arte e Cultura.
Mais investimentos – Na abertura da feira, o ministro Cassel anunciou o investimento de R$ 110 milhões do governo federal no Programa de Aquisição de Alimentos. O valor será para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) adquira leite dos produtores brasileiros. Para os agricultores familiares dos Rio Grande do Sul serão R$ 40 milhões . O total de recursos disponíveis para o Programa este ano chega a R$ 720 milhões – o maior volume já disponibilizado desde que o PAA foi criado, em 2003. No ano passado, o programa beneficiou 160 mil famílias de agricultores familiares.
“É uma medida do Governo Federal em tempo hábil para recolher o leite e manter o preço. Entrar no mercado na hora certa, com preço justo, dá estabilidade para todo mundo: para quem produz e para quem consome”, completou.
No caso da cadeia do leite, o Programa de Aquisição de Alimentos também serve para colaborar na regulação de preço, ajudando a conter as quedas na cotação do produto, principalmente nos períodos de safra. Cada produtor gaúcho poderá comercializar até R$ 8 mil reais, por meio de suas cooperativas.
Segundo o ministro, o leite será destinado para os programas sociais do governo federal, como merenda escolar, presídios e populações em condições emergenciais.
Por: Rachel Duarte, do Sul21. Publicado em 14/05/2010, 17:10. Última atualização às 17:33
Fonte: Sul21 (http://www.sul21.com.br/)
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.redebrasilatual.com.br.
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NA FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR, TORTELLI DEMOSTRA SUA INDIGNAÇÃO CONTRA A FOME
O coordenador geral da Fetraf Sul, Altemir Tortelli,participou nesta quinta-feira, 13, em Porto Alegre (RS),da abertura oficial da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo. A Feira vai até domingo (16), no Cais do Porto, em Porto Alegre.
O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel disse, na abertura oficial da feira, que se trata de uma amostra da força e da diversidade da agricultura familiar. No caso do Rio Grande do Sul, a agricultura familiar detém cerca de 33% da área agriculturável do Estado, mas é responsável por 54% do valor bruto da produção, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE. A Agricultura Familiar também ocupa mais gente. São 16,1 pessoas a cada 100 hectares, enquanto a agricultura patronal emprega 1,7 pessoas na mesma área.
Na oportunidade, o coordenador da Fetraf Sul citou a petição on line lançada nesta semana, pedindo que as pessoas manifestem-se furiosamente pelo fato que cerca de um bilhão de pessoas no mundo vivam com fome e juntou-se a ela distribuindo aos participantes um artigo e um apito amarelo como forma de protesto.” Como Conselheiro do CONSEA, estou furioso, sim, com a fome de um bilhão de seres humanos e extremamente amargurado com a pobreza e a miséria dos brasileiros que ainda não foram alcançados pela igualdade, defendida com unhas e dentes pelo Presidente Lula; e estou preocupado com as famílias brasileiras dos que ainda não se tornaram cidadãos plenos, gozando da justiça social que a nossa consciência recomenda”, desabafou Tortelli.
Considerando a informação da FAO que diz que 53 milhões de pessoas vivem com fome na América Latina, e que a produção agrícola global precisa aumentar em 70 % para que todos possam ter uma alimentação digna de seres humanos, reitero mais uma vez que a Agricultura Familiar são aos mãos que alimentam a nação brasileira.
Assessoria de Imprensa
ARTIGO
“Também estou furioso porque 1 bilhão de seres humanos vivem com fome !”
A FAO está lançando uma petição on line, via Internet, pedindo que as pessoas manifestem-se furiosamente pelo fato que cerca de um bilhão de pessoas no mundo vivam com fome.
O projeto “1billionhungry” (um bilhão com fome, na tradução literal), pretende chamar atenção para o problema e pedir um basta à fome. Um apito amarelo é o símbolo da campanha, encorajando as pessoas a apitar contra a fome, exigindo que os governos façam da erradicação da fome sua principal prioridade.
“Deveríamos estar furiosos com o vergonhoso fato que seres humanos ainda sofram de fome”, disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. “Se você também se sente assim, quero que você dê voz à sua raiva. Todos vocês, ricos e pobres, jovens e idosos, em países em desenvolvimento e desenvolvidos, devem expressar sua raiva sobre a fome mundial assinando a petição global que está no site http://www.1billionhungry.org”, pediu o Diretor-geral da FAO.
Artistas, atletas, líderes e formadores de opinião de todos os países estão se dirigindo às populações para que pressionem pela fim da fome. No Brasil, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) é um dos parceiros da campanha. Como Conselheiro do CONSEA e Coordenador-Geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul, estou furioso, sim, com a fome de 1 bilhão de seres humanos e extremamente amargurado com a fome, a pobreza e a miséria dos brasileiros que ainda não foram alcançados pela igualdade, defendida com unhas e dentes pelo Presidente Lula; e estou preocupado com as famílias brasileiras dos que ainda não se tornaram cidadãos plenos, gozando da justiça social que a nossa consciência recomenda.
Considerando a informação da FAO que diz que 53 milhões de pessoas vivem com fome na América Latina, e que a produção agrícola global precisa aumentar em 70 por cento para que todos possam ter uma alimentação digna de seres humanos, reitero mais uma vez que a Agricultura Familiar são aos mãos que alimentam a nação brasileira.
Por Altemir Tortelli, que é filho e neto de colonos imigrantes italianos, agricultor familiar em Erechim/RS, Coordenador-Geral da FETRAF/SUL-CUT, integrante do CONSEA – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Por Rosiane.
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DIVULGADO RESULTADO DA ELEIÇÃO PARA NOVA DIREÇÃO DA FETRAF SUL
A Comissão Eleitoral da Fetraf Sul (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar dos Tres Estados do Sul) divulgou nesta semana, o resultado das eleições para a nova direção da entidade. Com 97 % de aprovação (SIM), a próxima coordenação liderada pelo agricultor familiar e atual coordenador da Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares, Celso Ricardo Ludwig, foi eleita para o triênio 2010/2013. Os votos contras (NÃO) somaram 1.40 % (339 votos), os brancos ficaram no percentual de 0.70 % (168 votos) e nulos foram 0.57 % (138 votos). Como coordenadores adjuntos foram aprovados os nomes de Roberto Balem, no Rio Grande do Sul, Alexandre Bergamim, em Santa Catarina e Neveraldo Oliboni, no Paraná.
No total, 24.183 mil agricultores familiares dos tres estados do sul representando os sindicatos dos trabalhadores da agricultura familiar filiados a Fetraf Sul, exerceram o direito do voto. Além de eleger a nova coordenação da Federação, os agricultores também elegeram os novos coordenadores dos sindicatos municipais e regionais da agricultura familiar.
As eleições ocorreram no período de 23 a 30 de abril e a posse será realizada no dia 28 de maio durante o II Encontro Nacional da Habitação para a Agricultura Familiar que está sendo organizado pela Fetraf Sul, Cooperhaf e Cresol Central SC/RS. Cerca de 10 mil agricultores familiares vindos dos três estados do sul, além de autoridades municipais, estaduais e federais participarão do evento em Chapecó (SC) que vai discutir as políticas publicas de habitação para a agricultura familiar.
DIREÇÃO ELEITA
Coordenador Geral: Celso Ludwig – STR Sarandi;
Secretaria Geral: Diego Kohwald – STR Marmeleiro;
Secretaria de Finanças: Jair Niero – SINTRAF-AUC;
Coordenador Adjunto no RS: Roberto Balen – Sutraf-AU;
Coordenador Adjunto em SC: Alexandre Bergamin – Sintraf Chapecó;
Coordenador Adjunto no PR – Neveraldo Oliboni – Sintraf Nova Prata;
Secretaria da Juventude: Daniela Celuppi – STR Francisco Beltrão;
Secretaria das Mulheres: Cleonice Back – STR Tiradentes do Sul;
Secretaria de Organização Sindical e Formação: Arlete Bloemer – Sintraf Rio Fortuna.
Coordenadores Microrregionais
PR: Inácio José Werle, Jorge de Jesus Lopes, Vilmar Sergiki, Elias Lima, Francisco da Silva.
RS: Ari Pertuzatti, Gilmar Canzi, Márcio Cassel, Luiz Webber.
SC: Noel Machado, Lizete Bernardi, Clari Frare, Marcos Rozar, Maria das Dores Ferreira e Jorge Westerlan.
Conselho Fiscal: Bernardo Vergapoli, Davina Pelinson e Gelson Bisolotti. Suplentes: Silmara Mainardes, Fábio Martini e Cleuza Tomazelli
Rosiane Rodrigues de Oliveira
Assessoria de Imprensa
Por Rosiane.
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Unioeste, Fórum Sudoeste e Via Campesina realizam a 9ª Jornada de Agroecologia – 14/05/2010 11:20
A cidade de Francisco Beltrão recebe a 9ª Jornada de Agroecologia, no Parque de Exposições, a partir desta próxima quarta-feira (19). O evento reunirá aproximadamente quatro mil pessoas das regiões sul e centro oeste do país e representantes da América Latina, e tem como objetivo construir um novo modelo de agricultura, sem o uso de agrotóxicos.
Segundo Roberto Baggio, um dos coordenadores da Jornada, durante quatro dias os participantes assistirão a palestras com renomados pesquisadores, seminários e demais atividades que propõem a troca de experiências. “Queremos que nossos camponeses sejam guardiões da natureza e da biodiversidade”, disse.
Baggio destacou que a educação e a preservação do meio ambiente serão os temas mais debatidos durante o encontro. De acordo com ele, há a necessidade de se trabalhar com um modelo de agricultura que dispense os agrotóxicos e agentes químicos. “Precisamos de uma agricultura sem venenos e agrotóxicos, que beneficie tanto quem planta quanto quem consome”, ponderou.
Segundo Baggio, as palestras têm como objetivo elevar o nível de conhecimento dos produtores. “Preparamos os filhos dos agricultores para que esse conhecimento fortaleça a comunidade”. A Jornada também incentiva a preservação de sementes e animais crioulos. “Todo ano são distribuídas sementes aos participantes, que atuam como agentes de reprodução, pois pegam as sementes num ano e trazem uma certa quantidade delas no ano seguinte”, contou o coordenador. Nesta edição serão distribuídos vários kits com sementes de milho, feijão, adubo verde e 30 variedades de hortaliças.
Jornada – O evento é organizado pela Unioeste, Fórum Sudoeste e Via Campesina, e nesta nona edição trará as palestras “Análise do Movimento do Capital na Agricultura e suas Consequências”, ministrada por Plínio de Arruda Sampaio, presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária; e “Agrotóxicos e a Contaminação dos Alimentos”, ministrada por Letícia Silva, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outras com a participação de José Maria Tardin, Larissa Packer e João Pedro Stédile.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.