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CONQUISTA HISTÓRICA: Trabalhadores na BASF Demarchi aprovam redução da jornada de 42 horas semanais para 36h27min

Os trabalhadores da BASF Demarchi, em assembléia realizada no início da tarde desta segunda-feira (24), aprovaram proposta de acordo de redução de jornada de 42h para 36h27min.

Com esse acordo, a maioria dos cerca de 1300 trabalhadores da produção de São Bernardo do Campo passam a trabalhar no sistema 6×3, o que irá gerar mais 100 postos de trabalho diretos e indiretos, em curto prazo, além das promoções que irão acontecer com a mudança.

O acordo inclui os setores Fábrica 1 e Suvinil, incluindo produção, laboratório e logística, que se juntarão com os da Resina e da Segurança Patrimonial que já conquistaram a redução de jornada.

Na avaliação do Sindicato dos Químicos do ABC e da Comissão de Fábrica, trata-se de um acordo histórico, resultado de mobilização e união dos trabalhadores.

“Hoje os trabalhadores na BASF Demarchi comemoram mais um grande vitória, uma vitória histórica de redução de jornada. O que significa uma vida com mais qualidade para todos, uma vida sem hora-extra. Significa também o justo retorno da produtividade acumulada pela empresa nos últimos anos e a geração de cem novos postos de trabalho”, comentou o diretor da CNQ-CUT, do sindicato e trabalhador na BASF Demarchi, Fábio Lins.

A assembléia terminou em clima de festa. Na mesma assembléia, os trabalhadores aprovaram o novo acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR 2010) que, se atingidas as metas, pode pagar até 3,8 salários para cada trabalhador.

Por Sindicato dos Químicos do ABC.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Reduzir a Jornada para gerar mais e melhores empregos com qualidade de vida e distribuição de renda!

Os trabalhadores/as querem melhor apropriar-se do seu tempo para exercer a vida plena, para além do espaço do trabalho, ou melhor, que o trabalho faça parte da vida, sem que esta se submeta inteiramente a ele.

Hoje, os trabalhadores e trabalhadoras organizados na CUT se mobilizam em todos os setores de atividades em todo o País pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, exigindo a sua aprovação pelo congresso nacional da PEC 231/95 que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. A aprovação desta pauta é prioridade para a classe trabalhadora.

As jornadas de trabalho, que, ao longo dos séculos, a priori deveriam ter diminuído, em vários setores foram alongadas. Junta-se a isso a intensidade e o ritmo de trabalho que tornam o exercício do trabalho, insuportável. Hoje são freqüentes as doenças causadas pelo excesso de trabalho – estresse, depressão, lesões e fatores visíveis, causados muitas vezes pelas metas inalcançáveis de produção, onde a competitividade entre os trabalhadores e trabalhadoras é fonte inesgotável do lucro das empresas.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que R$ 20,3 bilhões referentes às horas-extras podem não estar sendo pagas aos trabalhadores brasileiros anualmente, já que não são computadas pelas empresas, causando, além dos prejuízos aos que trabalham e não recebem, aos cofres públicos -, Previdência Social e FGTS que deixam de arrecadar milhões por ano com esse tipo de sonegação, sem contar o número de empregos que deixam de ser gerados, em torno de mais de 900 mil, segundo o próprio MTE.

É fundamental estabelecer o limite máximo de horas permitidas. A CUT entende que, além da redução da jornada diária para 40 horas é imprescindível limitar o número de horas extras. O uso contínuo de horas extras pelas empresas termina por inibir a geração de novos empregos, diminui o valor real do salário e afeta de forma negativa a saúde de homens e mulheres que se submetem a longas jornadas para garantir renda. Além do limite mensal, semestral e anual das horas-extras, acreditamos ser necessário o aumento de seu percentual de remuneração de 50% para 75% sobre a hora normal. A redução da jornada trará benefícios para o conjunto da sociedade. Para nós isso é uma questão de saúde e de cidadania.

Acreditamos que este é um tema que deve pautar as negociações de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com o objetivo de garantirmos avanços a partir dos locais de trabalho e assim fazer avançar a legislação para uma efetiva diminuição da jornada de trabalho no País. Uma ação não inviabiliza a outra, ao contrário, potencializa, por isso não podemos perder de vista que a jornada máxima de trabalho deve também, ser objeto de Lei, pois versa sobre a universalidade da classe trabalhadora e deve ser a base para a garantia de direitos.

Companheiros e companheiras, a nossa mobilização neste dia 18 de maio, é uma dentre muitas outras que realizaremos até que às 40 HORAS seja aprovada pelo Congresso Nacional. A redução da jornada de trabalho sem redução de salários é, para o conjunto da classe trabalhadora e para a sociedade em geral, sinônimo de distribuição de renda e melhoria na qualidade de vida!

Por Denise Motta Dau, que é secretária nacional de Relações de Trabalho da CUT.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.cut.org.br.

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