Rio de Janeiro – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (15) que o governo pode usar intervenções do Banco Central no mercado, o Fundo Soberano e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para não permitir a desvalorização excessiva do dólar ante o real.
O ministro disse que a consequência do real valorizado é o aumento das importações, o que encarece e dificulta as exportações. “Então, nós temos a preocupação de não nos deixar em uma situação de inferioridade. Esse é um jogo que nos preocupa”.
segundo o ministro, o governo brasileiro está examinando os mercados para enxugar um eventual ingresso excessivo de dólar no país, inclusive por meio da operação de capitalização da Petrobras. “Se entrar, nós vamos comprar tudo. Não vamos deixar nenhum excesso de dólares no mercado. Estamos cada vez mais atentos e preocupados com essa questão”.
O ministro assegurou que o governo tem condições para bancar qualquer operação da Petrobras. Segundo ele, o Fundo Soberano brasileiro tem recursos ilimitados, “porque é o caixa do Tesouro”. O mesmo ocorre em relação ao Banco Central. “Nós temos cacife suficiente para enfrentar alguma eventual entrada de recursos com a Petrobras”.
Mantega disse, ainda, que existem outros instrumentos que poderão ser usados, mas afirmou que ainda não há uma definição a respeito. De acordo com o ministro, o Fundo Soberano ainda não foi utilizado pelo governo porque “preferimos que o Banco Central faça essa operação. E ele tem feito, tem entrado nos leilões. Se necessário for, [o Fundo Soberano] entrará junto com o BC”.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.
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Mantega avisa que não permitirá sobrevalorização do real
Rio de Janeiro – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) que o governo está atento à movimentação dos demais países na área cambial e vai atuar para não deixar que haja uma valorização ainda maior do real. A cotação do real frente ao dólar atingiu, esta semana, o menor nível desde novembro do ano passado.
Mantega avaliou que está ocorrendo uma “operação orquestrada” nas economias asiáticas para a desvalorização das moedas. O mesmo estaria ocorrendo, segundo o ministro, em relação aos Estados Unidos e à Europa, que “têm uma estratégia para sair da crise com exportação”.
O ministro afirmou que o Brasil “não vai ficar assistindo a este jogo”, onde o país que consegue desvalorizar sua moeda consegue obter vantagens comerciais e ampliar a capacidade de competir num mercado global. O ministro só não disse como pretende impedir que o dólar continue caindo aqui no Brasil ante o real. No Brasil, a política cambial está baseada na livre flutuação das moedas.
Na avaliação de Guido Mantega, os brasileiros têm demonstrado grande habilidade para transformar dificuldades em oportunidades. “A última crise mostrou como podemos fazer isso. O Brasil saiu fortalecido da crise porque soube aproveitar as oportunidades”.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.
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Fluxo cambial volta a ficar positivo na segunda semana do mês
Brasília – O saldo da entrada e saída de dólares do país, o fluxo cambial, ficou positivo em US$ 2,114 bilhões em setembro, até o último dia (10), segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (15). O resultado preliminar do mês reverte o saldo negativo da primeira semana, com três dias úteis, de US$ 319 milhões. Na segunda semana, o saldo foi positivo em US$ 2,434 bilhões.
A maior entrada de dólares do que saída ocorre em momento que antecede a capitalização da Petrobras, que deve atrair a moeda americana para o país e estimular a redução da cotação do dólar.
Esse resultado é formado pelo fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) e o comercial (fechamentos de contrato de câmbio de exportações e importações).
No segmento financeiro, a maior entrada do que saída de dólares gerou saldo positivo de US$ 2,895 bilhões, enquanto o fluxo comercial ficou negativo em US$ 781 milhões.
Em agosto, o fluxo cambial fechou negativo em US$ 680 milhões. De janeiro até o dia 10 de setembro, o fluxo cambial está com saldo positivo de US$ 5,509 bilhões, contra US$ 5,587 bilhões em igual período de 2009.
No acumulado deste ano, o fluxo financeiro está positivo em US$ 7,739 bilhões e o comercial, negativo em US$ 2,230 bilhões.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.
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