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Economias avançadas não podem se recuperar à custa de emergentes, diz Mantega

Brasília – As economias avançadas não podem se recuperar à custa do mercado dos países emergentes como o Brasil, destacou hoje (4) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para ele, as economias “ditas avançadas” não conseguiram uma recuperação adequada e por isso não podem resolver seus problemas por meio dos outros países.

“Os países emergentes, a China, Índia, o Brasil, estão colaborando porque nós estimulamos o mercado interno. É preciso que eles façam o mesmo. E não é só com política monetária que se resolve”, disse o ministro, ao criticar a medida anunciada pelos Estados Unidos de injetar US$ 600 bilhões na economia como forma de aquecer a demanda.

Em entrevista após reunião ministerial no Palácio do Planalto, Mantega afirmou que a decisão do governo norte-americano pode agravar o desequilíbrio entre o valor do dólar e o das demais moedas, à medida que o dinheiro dos Estados Unidos é considerado um dos mais importantes no cenário internacional, pois regula todas as transações internacionais.

“Quando essa moeda [dólar] se desvaloriza, valoriza o euro, atrapalha os países europeus, atrapalha os latino-americanos. A própria China reage aos Estados Unidos fazendo a mesma coisa, desvalorizando a sua moeda. Temos que conversar para que possamos influir e mudar o curso das coisas no mundo”, disse Mantega.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.

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Economias avançadas não podem se recuperar à custa de emergentes, diz Mantega

Brasília – As economias avançadas não podem se recuperar à custa do mercado dos países emergentes como o Brasil, destacou hoje (4) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para ele, as economias “ditas avançadas” não conseguiram uma recuperação adequada e por isso não podem resolver seus problemas por meio dos outros países.

“Os países emergentes, a China, Índia, o Brasil, estão colaborando porque nós estimulamos o mercado interno. É preciso que eles façam o mesmo. E não é só com política monetária que se resolve”, disse o ministro, ao criticar a medida anunciada pelos Estados Unidos de injetar US$ 600 bilhões na economia como forma de aquecer a demanda.

Em entrevista após reunião ministerial no Palácio do Planalto, Mantega afirmou que a decisão do governo norte-americano pode agravar o desequilíbrio entre o valor do dólar e o das demais moedas, à medida que o dinheiro dos Estados Unidos é considerado um dos mais importantes no cenário internacional, pois regula todas as transações internacionais.

“Quando essa moeda [dólar] se desvaloriza, valoriza o euro, atrapalha os países europeus, atrapalha os latino-americanos. A própria China reage aos Estados Unidos fazendo a mesma coisa, desvalorizando a sua moeda. Temos que conversar para que possamos influir e mudar o curso das coisas no mundo”, disse Mantega.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.

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Mantega: colocar mais dólares em circulação é medida de resultado duvidoso

Brasília – A decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) de colocar mais US$ 600 bilhões em circulação é uma medida de resultado duvidoso e é o mesmo que ficar jogando dólares de helicóptero na economia. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ontem (3), o Fed anunciou a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos como forma de injetar mais recursos e aquecer a economia.

“Nós já temos hoje nos Estados Unidos uma taxa de juros baixa. Já há crédito suficiente na economia americana. E esse crédito não está indo para a produção. O consumidor e o investidor americanos não estão tomando crédito para investir”, disse Mantega depois de participar de reunião ministerial no Palácio do Planalto.

Para ele, o excesso de crédito acaba desvalorizando a moeda americana e o único resultado é que os Estados Unidos passam a ter uma competitividade maior no comércio internacional porque os seus produtos ficam mais baratos. “Tanta é verdade que hoje temos um déficit comercial com os Estados Unidos e isso nos afeta”, afirmou.

O ministro, que tem criticado essa medida, disse que fará o mesmo na reunião do G20 em Seul, na Coreia do Sul. Os líderes do grupo vão se reunir na próxima semana, nos dias 11 e 12. “De fato, todo mundo quer que a economia americana se recupere. Porém, não adianta ficar jogando dólar de helicóptero porque isso não fará brotar o crescimento. É preciso combinar um política monetária expansiva com política fiscal”, disse.

De acordo com Mantega, é importante aumentar o crédito e reduzir as taxas de juros, mas esse tipo de medida deve ser combinada com uma política fiscal, com estímulo ao consumo.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil. Edição: Graça Adjuto.

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