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Dia do Rio é comemorado com atividades em todo o Paraná

O Dia do Rio está sendo comemorado, nesta quarta-feira (24) com centenas de atividades em todo o Paraná. A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Instituto das Águas do Paraná coordenam as ações que vão desde plantios, mutirões de limpeza, soltura de peixes, apresentações teatrais e caminhadas ecológicas.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Jorge Augusto Callado Afonso, foram priorizadas as atividades voltadas à educação ambiental, como palestras, seminários e debates, para estimular a conscientização das comunidades. “A expectativa é que, com estas ações de educação ambiental distribuídas em todo o Estado, consigamos sensibilizar a população sobre a importância dos nossos rios”, declarou Jorge.

Na região Norte, foram desenvolvidos trabalhos voltados a recuperação de nascentes, plantio de mudas nativas e palestras. Em Maringá as atividades terão a duração de três dias e serão concentradas nos municípios de Maringá, Floresta, Atalaia e Itambé. “Estaremos promovendo palestras sobre Preservação do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas em escolas, sindicatos e Emater. Também será realizada a soltura de peixes simbólica e o plantio de mata ciliar em Área de Preservação Permanente (APP)”, conta o chefe Regional do IAP Maringá, José Luiz Nardo.

Para Nardo, as ações de conscientização estão contribuindo para mudar gradualmente a qualidade da água nos rios da região. “Com o projeto mata ciliar em 2003, melhoramos muito a qualidade e a quantidade da água. Além disso, a riqueza da biodiversidade também está muito maior”, lembra. Outro cuidado com os rios – prioridade no IAP – é com a emissão de licenças para instalação de empresas, entregues apenas após a aprovação dos estudos de impactos ambientais e aprovação de licença prévia. “Assim garantimos que não haverá impacto ambiental na nossa principal bacia hidrográfica que é a do rio Pirapó. O rigor nos licenciamentos para empresas que praticam atividades impactantes é fundamental para mantermos nossos rios no futuro”, completa Nardo.

Na região de Londrina haverá comemorações do Dia do Rio, com a soltura de alevinos no município de Ibiporã. Para garantir a qualidade da água da região, o IAP instalou 35 estações de monitoramento em seis bacias hidrográficas e principais rios. Raquel Fila Vicente, chefe regional em Londrina, conta que o monitoramento, a cobertura florestal e a educação ambiental formam um tripé fundamental para assegurar a água com boa qualidade nos rios. “Com o Plano Estadual de Recursos Hídricos e o apoio dos comitês de bacias o trabalho do IAP ganha forças, pois é possível prever ações a médio e longo prazo para cada bacia hidrográfica”, ressalta. “A tendência é trabalhar para a preservação das bacias hidrográficas numa parceria do Instituto Ambiental do Paraná e do Instituto das Águas”, completa.

OESTE – Em Cascavel, região Oeste do estado, a divulgação do Programa de Nascentes protegidas é a principal ação prevista para a Semana do Rio, que prossegue até sexta-feira (26). O programa é uma iniciativa da Emater e da Coopavel e já recuperou mais 4 mil nascentes em propriedades rurais, aumentando a disponibilidade de água. Os municípios de Toledo e Foz do Iguaçu também estão promovendo cursos e palestras sobre a gestão dos recursos hídricos.

CENTRO-SUL – Na região Centro-Sul, os municípios que integram os escritórios regionais da SEMA e IAP em Ponta Grossa, Guarapuava e Irati estão como cronograma repleto de ações.

Em Ponta Grossa, estão sendo distribuídas mudas de espécies nativas para recomposição da mata ciliar para os agricultores. O município já plantou 3.310.786 milhões de mudas, desde a criação do programa em 2003. Na cidade de Irati, o IAP e o Conselho Municipal de Meio Ambiente iniciaram o projeto de desobstrução, recuperação e reposição da mata ciliar do Rio das Antas, promovendo a limpeza do rio e a remoção de materiais artificiais, resíduos domésticos, pneus, entre outros. Em Rio Azul a data será marcada por palestras e apresentações de teatro, a cidade também desenvolve neste dia 24 um trabalho sobre a mata ciliar com os produtores rurais. Já os municípios de Rebouças e Teixeira Soares devem promovem palestras nas escolas. Teixeira Soares contará ainda com a recuperação de uma nascente no município, através da plantação de mudas nativas.

MATA CILIAR – Criado em 2003 pela Secretária de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hidricos – SEMA, o Programa Mata Ciliar norteia as principais ações de educação ambiental e de melhoria da qualidade e quantidade da água disponível nos rios. Com o recorde mundial de 110 milhões de árvores plantadas, o Programa tem a capacidade de mobilizar todos os segmentos da sociedade, entre eles Cooperativas, agricultores, escolas, APAES, e prefeituras municipais, trabalhando em duas vertentes: a de recomposição da mata ciliar através do plantio de mudas de espécies nativas e o abandono de áreas para que a vegetação se recomponha naturalmente.

O município com a maior número de árvores plantadas é Astorga, no Norte do estado, com 826.320 mil árvores. Depois de Astorga, aparece São Pedro do Ivaí, com 690 mil árvores; Francisco Beltrão, com 655 mil árvores, Goioerê, com 612 mil árvores e Toledo, com 566 mil árvores.

O número de árvores plantadas em todas as 16 bacias hidrográficas do Paraná pode ser conferido pelo site www.mataciliar.pr.gov.br. Para os interessados em participar das ações do Dia do Rio a dica é: procure o escritório regional do IAP na sua região.

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Guarapuava e Ponta Grossa estão garantindo a melhoria da qualidade da água dos rios da região – 24/11/2010 15:25
Os municípios de Ponta Grossa e Guarapuava, em parceria com a administração estadual, usuários de recursos hídricos e a sociedade em geral, estão desenvolvendo projetos para garantir uma melhor cobertura florestal em sua bacia hidrográfica para garantir uma melhor qualidade da água dos rios da região, assim como mudar o cenário de poluição para um menos prejudicial para a natureza e aqueles que dela dependem.

Em Guarapuava, um estudo feito na bacia do principal rio da região e um dos afluentes do rio Iguaçu, o rio Jordão, mostra que o rio ainda mantém 50% de cobertura florestal intacta. A região é conhecida pelo seu alto potencial hídrico e grande número de remanescentes de florestas.

Estão inseridas na bacia do rio Jordão os municípios de Guarapuava, Inácio Martins, Pinhão, Reserva do Iguaçu, Candói e Foz do Jordão, totalizando 230 mil habitantes. Um diagnóstico realizado apontou que os maiores problemas que poderiam comprometer a quantidade e a qualidade da água estão diretamente relacionadas ao lixo e a falta de saneamento, além da poluição difusa que se refere ao uso de agrotóxicos.

A partir daí, com a criação do Comitê de Bacias, foram realizadas reuniões e estabelecidas metas a serem alcançadas para proteção da bacia do rio Jordão.

“As indústrias, Cooperativas Agropecuárias e grandes usuários, por exemplo, implementaram sistemas eficazes de tratamento de efluentes. Os municípios que não tinham onde colocar o lixo, construíram seus aterros sanitários e o Estado garantiu a ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, bem como a criação de Unidades de Conservação na bacia”, relata o coordenador da Bacia hidrográfica do rio Jordão, Mauro Battistelli. Segundo ele, hoje o maior volume de água do rio Jordão é utilizado para a indústria e geração de energia e não para o abastecimento humano, demonstrando o seu potencial.

Além disso, a água do rio Jordão tem um padrão alto de qualidade, possibilitando o uso múltiplo da água para abastecimento público, pesca, prática de esportes, entre outras atividades.

“Isso significa que ainda possuímos água de qualidade e em quantidade”, afirmou Mauro.

PONTA GROSSA – Em Ponta Grossa, a bacia do Alagados – onde vivem 315 mil habitantes, abrangendo os municípios de Carambeí e Castro – está passando por um processo amplo de melhoria na qualidade da água. A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa e outras entidades, desenvolvem um projeto de recuperação e prevenção na Bacia.

Inicialmente coordenado pelo professor da UEPG, Fernando Pillati, com a participação de acadêmicos e professores, o trabalho sobre a Gestão Integrada na bacia do Alagado, sub-bacia do rio Tibagi foi ganhando proporções cada vez maiores. Essa bacia teve o seu rio principal represado, formando um lago que registrava um acúmulo de certos nutrientes em sua massa de água, provocando aparecimento excessivo de algas, aumentando conseqüentemente também a produção de cianotoxinas.

Com a finalidade de identificar e localizar a origem das cargas poluidoras, efetuou-se um diagnóstico em toda a bacia, que apontou impactos ambientais decorrentes de poluição, atividades agropecuárias, minerarias, e ausência de vegetação ciliar junto à represa, rios e nascentes.

A partir daí foi formado um grupo gestor que elaborou um programa de recuperação ambiental para toda a bacia onde foram elencados um conjunto de ações mitigadoras. “Entre os projetos em andamento estão a recomposição da mata ciliar, estudos de fauna e flora, erosão e assoreamento dos rios e retirada de espécies exóticas de áreas de mananciais”, conta o técnico do IAP, Cyrus Augustus Mouro Daldin.

Com estas ações os índices de qualidade da água melhoraram muito e as algas tóxicas que ameaçavam a represa do rio Pitangui – responsável pelo abastecimento de 40% da cidade de Ponta Grossa – já não existem mais. O nível normal da água da bacia é de 10 metros, atualmente ela esta com 8,5 metros que ainda é considerado normal.

“Além disso, tínhamos os dejetos da suinocultura, por exemplo, que eram diretamente lançados no solo. Para solucionarmos este grave problema montamos um projeto em parceria com o IAP e depois disso as áreas foram devidamente licenciadas e os dejetos receberam a destinação correta”, demonstra o professor Pillati.

Ele explica que os investimentos em coleta e tratamento de esgoto – promovido pela Sanepar – também foram importantes. “Por se tratar de uma área essencialmente rural as residências não possuíam qualquer infraestrutura de saneamento o cenário é outro e reforçamos os investimentos com visitas de porta em porta para conscientizar a população”, relata Pillati.

O Grupo Gestor é composto pelo IAP, Sanepar, SEMA, Emater, prefeituras, Universidades, representantes da iniciativa privada e grandes usuários de bacias hidrográficas. As reuniões acontecem a cada 60 dias para avaliar o andamento dos projetos.

O coordenador de Recursos Hídricos da SEMA, José Luis Scroccaro, destaca que as ações realizadas em Ponta Grossa e Guarapuava, seguem exatamente o que prevê o Política Estadual de Recursos Hídricos. “A política nacional e estadual de recursos hídricos prevê a criação dos comitês de bacias e do Plano Estadual de Recursos Hídricos – que no Paraná já está em andamento – para incluir cada vez mais a participação da sociedade na deliberação de medidas em prol da bacia hidrográfica que a população está inserida”, finalizou Scroccaro.

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IAP divulga dados sobre qualidade da água nos rios de Londrina e RMC – 24/11/2010 14:45
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA), por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), divulgou os resultados dos relatórios de monitoramento da qualidade da água nas bacias hidrográficas urbanas de Londrina. Os dados, obtidos entre 2007 e 2009, foram publicados na data em que se comemora o Dia do Rio, nesta quarta-feira (24). Foram monitorados 35 pontos localizados nas bacias do rio Jacutinga, bacia do Lindóia, bacia do Limoeiro, bacia do Cambe, bacia do Cafezal e bacia do rio Três Bocas.

“Constatamos que a qualidade da água está, na maioria dos pontos, boa, mas as ações de plantio de mata ciliar, saneamento e educação ambiental e monitoramento devem ser reforçadas. Com planejamento e conscientização ambiental ainda é possível reverter o atual quadro de poluição dos rios”, declarou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso.

RESULTADO – Foram enquadrados como Classe 2 (boa) as estações de monitoramento localizadas acima do Lago Igapó, no Ribeirão Cambé e todas as estações das bacias dos rios Cafezal, Limoeiro, Jacutinga e Três Bocas. As estações localizadas a baixo da barragem do Lago Igapó estão na Classe 1 (muito boa). A situação mais crítica está nas estações de monitoramento do ribeirão Lindóia, enquadrado na Classe 3 (poluída).

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, o relatório tem o objetivo de subsidiar informações a respeito das águas para que todos conheçam a realidade hídrica paranaense.

“As ações de preservação somente serão eficazes com uma participação todos. Por isso, disponibilizamos este relatório, procurando oferecer subsídios às entidades governamentais, não governamentais, acadêmicas e a todos os cidadãos, para que possam participar e colaborar com a solução dos conflitos de uso e preservação da água”, explicou.

Na bacia do Cambé foram monitorados em 13 pontos e na bacia do Lindóia, 6 pontos. Cinco pontos foram monitorados no Rio Cafezal e dois na bacia do Limoeiro. Também foram avaliados um ponto na Bacia do Três Bocas e quatro na bacia do Jacutinga.

No monitoramento, realizado com metodologia desenvolvida por técnicos da Diretoria de Estudos e Padrões Ambientais (Depam) do IAP, foram analisados 17 parâmetros, entre eles, nível de toxicidade, metais e biológico. A freqüência de amostragem foi feita a cada quatro meses e os resultados enquadrados conforme a resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O presidente do IAP, Volnei Bisognin, lembra que o monitoramento auxilia as ações de licenciamento e fiscalização, evidenciando o cumprimento ou não da legislação ambiental. “Além disso, possibilita o planejamento local e regional, avaliando os programas de saneamento e recuperação ambiental”, destaca Volnei.

O relatório constata que a poluição encontrada nos rios de Londrina é predominantemente de origem orgânica – coliformes fecais, matérias orgânicas que reduzem a concentração de oxigênio dissolvido na água. Além disso, os lixos domésticos e a ausência de vegetação também contribuem para reduzir a qualidade da água. O ribeirão Lindóia, por exemplo, é o rio que apresentou os menores índices de qualidade da água. As causas estão diretamente relacionadas com a ausência de mata ciliar em seus leitos e pelas ocupações irregulares em suas margens.

A área total ocupada pelas bacias hidrográficas no interior da área urbana é de 245,52 quilômetros quadrados, enquanto que a extensão total dos cursos de água é de cerca de 240 quilômetros.

A bióloga e liminóloga da diretoria de Estudos e Padrões Ambientais (Depam) do IAP, Christine Xavier, que se dedica ao estudo da água doce há cerca de 20 anos, avalia os resultados da região de Londrina como positivos, se comparado à Curitiba e RMC.

“A situação em Curitiba é crítica e já requer um planejamento muito maior e investimentos altos para reverter o quadro de poluição. O sinal de poluição dos rios dá alerta roxo na capital Em Londrina as ações ainda estão ao alcance da população e dos administradores públicos. Estamos no sinal amarelo”, alerta a especialista.

Entre as medidas que devem ser adotadas para reverter a poluição dos rios estão a contenção da erosão nas margens, limpeza e assoreamento para renovação da água, além de ações de conscientização ambiental de jovens, adultos e crianças sobre a importância dos rios para a sobrevivência das comunidades e para garantir os usos múltiplos da água às futuras gerações.

O IAP monitora a qualidade da água em 38 rios da região Metropolitana de Curitiba e em 24 reservatórios paranaenses destinados ao abastecimento público. O relatório do monitoramento em Curitiba foi divulgado no último mês de março, no Dia da Água, e está disponível no site www.iap.pr.gov.br.

O diretor do IAP, Celso Bittencourt, lembra que o cuidado deve ser igual entre os reservatórios e rios. “Se as águas de um determinado rio estiverem poluídas, automaticamente o reservatório ligado também estará. Portanto, o cuidado deve ser igual”, finaliza.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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