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Bombeiros alertam para riscos de afogamento durante o verão

Com a proximidade da temporada de verão 2010-2011, o Corpo de Bombeiros alerta a população para os riscos de afogamento. Em reunião realizada nesta quarta-feira (24), no Palácio das Araucárias, foi discutido junto com o comando da Polícia Militar estratégias para a atuação durante a Operação Verão, que terá início no dia 11 de dezembro e vai até o dia 16 de março.

Serão 906 guarda-vidas atuando em 172 postos, sendo 105 no litoral e o restante em praias artificiais, como rios e lagos. Os guarda-vidas permanecem nos postos das 8h às 20h. O coronel Geraldo Domaneschi considera que as praias do Paraná são muito perigosas para banhistas.

“Pedimos à população que permaneça próxima aos postos de guarda-vidas, que respeitem as bandeiras de sinalização de perigo e que não entrem em praias e lagos à noite. Infelizmente, na última temporada, tivemos um grande aumento de afogamentos e óbitos durante a madrugada”, disse Domaneschi.

O major Edemilson de Barros informou que o Corpo de Bombeiros irá contar com o apoio de 16 jet skis, um helicóptero e uma ambulancha, que faz atendimentos médicos nas ilhas. Também haverá reforço nas equipes do Siate. A maior dificuldade é fazer o atendimento nas ilhas durante a noite porque a embarcação utilizada não permite condições ideais de navegação noturna.

“Nos locais visíveis para os postos de guarda-vidas conseguimos garantir os salvamentos. Mas onde não há o acompanhamento, os óbitos por afogamento tem sido constantes”, reforçou Barros.

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Secretaria anuncia estrutura para Operação Viva o Verão – 24/11/2010 15:56
O secretário da Segurança Pública, coronel Aramis Linhares Serpa, anunciou, nesta quarta-feira (24), o efetivo e os equipamentos que serão usados na Operação Viva o Verão 2010-2011. Mais de 2,8 mil profissionais, entre policias civis e militares, bombeiros e peritos, atuarão em balneários das regiões oeste, norte e litoral do Paraná. “A segurança vai dar uma resposta imediata para a população que frequenta o litoral e praias artificiais”, afirmou o secretário.

O litoral terá a maior estrutura, com um helicóptero permanente, jet-skis nas praias e quadriclicos. “Pretendemos evitar afogamentos e mortes e precisamos estar preparados para dar o atendimento emergencial e salvar vidas”. Segundo o secretário, a demanda tende a aumentar nas praias. “Cada vez mais pessoas procuram o litoral paranaense para passar as férias e é fundamental estar preparado para isso”.

Este ano, a operação começa em 11 de dezembro e termina em 14 de março, o que garantirá a cobertura durante o período de maior fluxo, até o fim do Carnaval. “Vamos manter a estrutura dos anos anteriores, que foi aprovada pela população, com a polícia nas ruas, salva-vidas em todos os balneários, e vamos procurar melhorar ainda mais”, disse o coronel.

NÚMEROS – Mais de 1,5 mil policiais militares, 360 policiais civis, quase 1 mil bombeiros além de peritos e profissionais dos institutos de Criminalística e Médico-Legal e 700 veículos oficiais serão levados para as três principais áreas de veraneio. “Mesmo com o fim deste governo ficará tudo pronto para continuação da operação”, disse Serpa. A Central da Operação, como ocorreu em anos anteriores, será no município de Matinhos, no Litoral.

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Práticos do Porto de Paranaguá simulam navegação com novos tamanhos de navios – 24/11/2010 17:25
Os profissionais responsáveis pela manobra dos navios desde a entrada no canal de acesso até a atracação no Porto de Paranaguá participam, nesta quarta-feira (24), de simulações que devem mostrar os novos tamanhos de navios que poderão operar nos portos paranaenses. Até o fim desta semana, os práticos vão usar equipamentos de última geração para reproduzir manobras em tempo real, nas mais diferentes condições ambientais e com variados graus de dificuldade.

A atividade faz parte de um estudo de hidrodinâmica e manobrabilidade, realizado por uma empresa americana especializada, que deve servir para determinar limitações de tamanho dos navios que realizam movimentações de carga nos terminais paranaenses, conforme projetos de dragagem e necessidades do mercado externo. O objetivo é dar meios para que os portos do estado estejam aptos a receber novos tipos de embarcação que passarão a operar na América do Sul com a realização de futuras obras de manutenção e aprofundamento do acesso marítimo.

Os dados com os resultados das simulações e o estudo final devem ser usados como referência para planejamento do desenvolvimento dos Portos Organizados do Paraná, a médio e longo prazo. “Teremos um relatório de viabilidade e eventuais restrições, com isso, vamos discutir as medidas necessárias para facilitar a navegação no litoral do Estado e tornar as manobras mais seguras para todos”, explicou João Batista Lopes dos Santos, diretor técnico do Porto de Paranaguá.

Os resultados obtidos podem, além de apresentar análise com limites operacionais, servir para treinamento de equipes e pilotos, análise de acidentes e análise para a construção de novos terminais ou novos berços, adequados aos grandes navios, formando um banco de dados para projetos futuros.

“A intenção é ter ferramentas para que possamos determinar projetos arrojados que acompanhem as exigências do comércio internacional”, destacou o diretor-superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva. “As informações serão repassadas aos práticos, Marinha e Appa”.

CENÁRIOS – As simulações reproduzem três diferentes cenários de atuação, com diferentes graus de dificuldade, considerando marés e velocidade dos ventos, por exemplo, em situações extremas. Entre os pontos abordados, também estão mapeamentos de rochas e areia, medições oceanográficas, taxas de assoreamento e correntes marítimas.

“Desenvolvemos virtualmente o cenário atual, no qual o Porto de Paranaguá está autorizado a receber navios com até 301 metros de comprimento e 40 metros de largura; o obtido em médio prazo, com a dragagem de manutenção do acesso marítimo; e o de longo prazo, obtido com as obras de aprofundamento dos berços e do canal da Galheta”, enumerou Lindino Benedet, diretor da empresa responsável pelo simulador.

Segundo o técnico e piloto que realizou as manobras iniciais no software, James Norwood, foi possível realizar a manobra e atracação virtual de um navio de grande porte, com facilidade, principalmente no cenário com a dragagem de 14 metros de profundidade. “Utilizamos o modelo de um navio porta-contêiner de 347 metros de comprimento e 45 metros de largura. Até mesmo os rebocadores seguiram o padrão real e os resultados indicam a viabilidade em situações de clima e ondas bastante adversas”, disse.

SIMULAÇÕES: Toda a comunidade portuária é convidada a conhecer o equipamento, que está montado na sede da Paranaguá Pilots na Rua Benjamim Constant, nº 111. O atendimento acontece até às 18 horas.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.

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