fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 23:39 Sem categoria

Em sua última Cúpula do Mercosul, Lula exalta a união entre os países sul-americanos

Foz do Iguaçu – A união dos países sul-americanos foi destacada hoje (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no discurso que fez na cerimônia de encerramento da reunião do Mercosul, na cidade de Foz do Iguaçu. A questão social foi o principal tema da última reunião de Lula no comando do Mercosul, que passa a ser presidido agora pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

De acordo com Lula, os países da América do Sul só começaram a aumentar suas conquistas e a vencer os obstáculos quando “tiveram coragem de dizer que queriam ser donos de suas decisões” e quando pararam de disputar para ver qual país “era mais amigo dos Estados Unidos”. Essa luta, segundo Lula, começou com os sectários, os esquerdistas, os sindicalistas e os sem-terra, que gritavam que “não era possível a gente se subordinar a um acordo de livre comércio tendo como mola-mestra os Estados Unidos”.

O presidente disse ainda que os países desenvolvidos como os Estados Unidos e os da União Europeia deveriam olhar para a América do Sul para saber como o Mercosul foi construído. “Seria bom que eles olhassem para nós e vissem como nós conseguimos fazer do Mercosul um centro de desenvolvimento extraordinário”.

Num recado às grandes nações, Lula também falou da importância dessa união existente entre os países do Mercosul. “A paz não tem preço e faremos qualquer coisa para que a paz permeie a ação de todos nós. Aqui não falamos em bomba nuclear ou guerras”, afirmou.

Segundo Lula, os países da América do Sul mostraram sua força durante a crise econômica mundial, apresentando altas taxas de crescimento, e citou particularmente o caso dos países membros do Mercosul cujas taxas variaram entre 7,7%, do Brasil, até 9,7%, do Paraguai.

De acordo com o presidente, o que ocorreu nos países da América do Sul nos últimos anos é “um legado que é uma conquista” do povo e que, independentemente dos próximos presidentes, isso deve permanecer. “Qualquer que seja, o presidente que vier, e digo pela minha presidenta que vai tomar posse no dia 1º de janeiro: ela vai ser igual ou melhor do que qualquer um de nós aqui, porque ela tem, em sua origem, um sonho de conquista da democracia”.

Em seu discurso, Lula anunciou que vai ser criado um fundo de investimento específico para apoiar as atividades da Cúpula do Mercosul e promover maior atividade social. O presidente também ressaltou a importância da Universidade de Integração Latino-Americano (Unila). “Ela acabou de entrar em funcionamento bem aqui, em Foz do Iguaçu, em instalações cedidas pela Binacional Itaipu. Essa universidade reúne professores e alunos de toda a América Latina, dedicados a estudar os projetos de integração regional em seus mais variados aspectos”, disse.

Por Elaine Patricia Cruz – Enviada Especial da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.

=============================

Ministros aprovam criação de cargo de alto representante do Mercosul

Foz do Iguaçu (PR) – A criação de um cargo de um alto representante do Mercosul foi aprovada hoje (16) pelos ministros que estão participando da reunião do Conselho do Mercado Comum do Sul. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“É para o Mercosul ter uma cara, para o Mercosul poder se apresentar. [Ele] é quem vai falar em nome do Mercosul, por exemplo, nas consultas políticas com a Turquia e a Rússia”, disse Amorim.

O ministro negou ser candidato ao cargo e comentou sobre a possibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumi-lo. “Ele [Lula] pode exercer qualquer um desses cargos, mas, na minha opinião, ele está acima deles. Mas quem pode mais, pode menos.”

O alto representante do Mercosul exercerá funções de articulação política, formulação de propostas e representação das posições do bloco. Ele representará o bloco mundialmente e também vai coordenar a implementação de metas previstas no Plano de Ação para um Estatuto da Cidadania do Mercosul, também aprovado no Conselho do Mercado Comum, em Foz do Iguaçu.

A criação do cargo, que é rotativo, ainda precisará ser ratificada pelos legislativos dos quatro países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Por Elaine Patricia Cruz – Enviada Especial da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

=============================

Mercosul terá placa de veículos unificada

Foz do Iguaçu – Os veículos dos países que integram o Mercosul deverão rodar usando placas unificadas dentro de até dez anos. A medida vai permitir a livre circulação de carros, motos, ônibus e caminhões entre o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. A informação foi dada hoje (16) pelo ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

A unificação das placas foi aprovada pelos chanceleres dos países do bloco, que participam de encontro em Foz do Iguaçu. A placa será igual para os países do Mercosul, com uma alusão ao bloco, mas a combinação alfanumérica vai continuar a ser determinada por cada uma das autoridades nacionais.

Segundo o Itamaraty, hoje os veículos de carga e de passageiros (ônibus e caminhões) circulam entres esses países com o Certificado de Inspeção Técnica Veicular que atesta o cumprimento das condições de segurança para o deslocamento na região. Esses veículos serão os primeiros a receber a placa do Mercosul, o que deve ocorrer a partir de 2016. Em 2018, as placas começarão a identificar também os veículos novos.

De acordo com o embaixador e subsecretário-geral para a América Latina e o Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Simões, a unificação das placas dos carros vai trazer benefícios para os habitantes do Mercosul.

“Isso vai melhorar muito a questão da segurança e da circulação das pessoas”, afirmou o embaixador. “A ideia da placa é muito simples: é para botar o Mercosul na garagem de todos vocês”.

“A perspectiva que lançamos hoje é de que, no prazo de dez anos, já tenhamos implementado muitas decisões que vão melhorar a vida das pessoas”, afirmou Simões. Outras questões que também devem ser implementadas, segundo ele, dizem respeito ao reconhecimento dos diplomas e à melhoria da previdência social nesses países.

“Se nos primeiros 20 anos o Mercosul se concentrou muito na parte econômico-comercial, nos próximos 20 anos ele também vai se concentrar na parte econômico-comercial, porque aprovamos a consolidação da união aduaneira, mas vamos trabalhar também coisas que tenham a ver com a vida das pessoas como melhorar a questão de reconhecimento de diplomas, melhorar questão da Previdência Social e a própria questão da placa do Mercosul, que é extremamente simbólica”, disse Simões.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil. Edição: Rivadavia Severo.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close