Os líderes da base aliada se reúnem nesta quinta-feira com o presidente Lula para discutir o reajuste para os aposentados e pensionistas que ganham mais do que o salário mínimo. O governo apresentará aos líderes a proposta acertada em agosto com as centrais sindicais, que prevê o reajuste pela inflação do período mais a metade do PIB do ano anterior. O encontro está marcado para as 11 h na Presidência da República.
O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), lembrou que a proposta inclui também o fim do fator previdenciário – com sua substituição pelo “sistema 85/95” -, a estabilidade para o trabalhador no último ano antes de se aposentar e a contagem do seguro-desemprego como tempo de contribuição.
Fontana destacou que, em muitos anos, é a primeira vez que os aposentados terão ganho real em seus benefícios. “Compreendemos que os aposentados reivindiquem um aumento maior, isso é justo; mas essa proposta é a que está dentro das possibilidades, pois melhora a situação dos que estão para se aposentar e consolida a política de ganho real”, afirmou.
O líder do governo observou que, apesar de os aposentados que ganham mais do que o salário mínimo não terem uma remuneração alta, esta ainda assim é mais vantajosa do que o mínimo. “É preciso entender que os que ganham salário mínimo enfrentam dificuldades maiores”.
Na avaliação do líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP), o governo do presidente Lula deu aumento acima da inflação para dois terços dos aposentados, aqueles que ganhavam salário mínimo, por sete anos seguidos. “E vamos continuar dando aumento acima da inflação. Aquele um terço que ganha acima de um salário mínimo não teve perda no nosso governo. Neste ano de 2010 e no ano de 2011 nós vamos dar aumento acima da inflação”, afirmou.
Fator previdenciário – O sistema 85/95, proposto para substituir o fator previdenciário, está incluído na proposta do governo. Por meio desse sistema, a aposentadoria integral será possível quando o homem somar 95 entre idade e tempo de contribuição, e a mulher, 85. Assim, se o trabalhador começa a trabalhar aos 18 anos e contribui por 35 anos, hoje não tem direito à aposentadoria integral quando completa 53 anos de idade. Terá que trabalhar até 60 ou 61 anos, pois do contrário perderá até 30% do valor de seu salário. Com o fim do fator previdenciário, essa pessoa poderá concluir o período aquisitivo aos 56 anos de idade.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ptnacamara.org.br.