Buenos Aires (Argentina) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender ontem (9) que cabe aos países mais ricos da América do Sul – Brasil, Argentina e Venezuela – adotar políticas diferenciadas para reduzir as desigualdades financeiras e sociais com as nações mais pobres.
“Ou resolvemos o problema das assimetrias e as economias mais fortes, como a argentina e brasileira, tenham uma política diferenciada com os países de economias menores, como Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai ou a integração continuará a fazer parte dos nossos discursos eleitorais”, disse Lula, durante assinatura da ata de fundação do Banco do Sul, na Casa Rosada, sede do governo argentino.
Lula atribuiu a todos os presidentes da região a paternidade do projeto, incluindo Hugo Chávez, da Venezuela, e Néstor Kirchner, da Argentina, principais defensores do banco.
“Em janeiro de 2006, os companheiros Kirchner e Chávez e os demais presidentes aqui presentes idealizamos a criação de um banco de fomento genuinamente sul-americano”, destacou.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o banco é mais um capítulo do avanço da integração da América do Sul.
Por Carolina Pimentel – Enviada especial.
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Lula afirma que Banco do Sul vai reduzir dependência externa
Buenos Aires (Argentina) – Ao participar ontem (9) da assinatura da ata de fundação do Banco do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pela primeira vez os sul-americanos comandarão um banco que atenda suas necessidades. E disse que a organização diminuirá a dependência da região dos atuais organismos financeiros internacionais.
“Este será o primeiro banco internacional verdadeiramente controlado pelos países de nosso continente”, disse na Casa Rosada, sede do governo argentino.
O presidente voltou a defender que os países sul-americanos precisam se unir para enfrentar a concorrência internacional. “Somente forte, unida e integrada, a América do Sul poderá ocupar o lugar que lhe cabe no concerto das nações e desenvolvimento pleno dos nossos povos”, afirmou.
“Não existe possibilidade de saídas individuais”, completou. Dos sete presidentes que firmaram a ata, apenas Tabaré Vasquez, do Uruguai, estava ausente. Ele assinará o documento hoje (10), segundo Lula.
A assinatura da ata de fundacão estava prevista para o dia 5 de dezembro, em Caracas, de acordo com o presidente brasileiro. Lula explicou que todos mandatários decidiram adiar o evento para prestar hoje uma homenagem a Néstor Kirchner, que à tarde passa o comando da Argentina para sua esposa, Cristina Kirchner, primeira mulher eleita presidente do país.
Por Carolina Pimentel – Enviada especial.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.