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Imigrantes realizam marcham para reivindicar integração sul-americana justa e solidária

Imigrantes realizam marcha em São Paulo

“Nossas vozes, nossos direitos, por um mundo sem muros”. Esse é o lema da Marcha dos Imigrantes, que será realizada neste domingo (14), a partir das 14h, com concentração na Praça da República, em São Paulo, Brasil. Os imigrantes pretendem denunciar as políticas econômicas que não geram postos de trabalho e todas as formas de discriminação que impedem uma integração sul-americana justa e solidária.

“Com a marcha, queremos dar visibilidade à situação dos imigrantes, para que eles percam o medo de reivindicar seus direitos, como o voto, a livre-circulação, a não criminalização, entre outros”, afirma Luiz Bassegio, do Grito dos Excluídos (as) Continental. A manifestação faz parte das comemorações do Dia Mundial do Migrante, celebrado no dia 18 de dezembro, dia em que as Nações Unidas adotaram, em 1990, a Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de todos os Trabalhadores Migrantes e dos Membros de suas Famílias.

Segundo Bassegio, nas duas edições anteriores, cerca de duas mil pessoas participaram da marcha. A organização espera um maior número de participantes neste ano, pois, pela primeira vez, o evento recebe o apoio de diversas entidades da sociedade civil, como as centrais sindicais brasileiras.”Pretendemos conscientizar a classe trabalhadora de que o imigrante não veio para roubar seu emprego. Ele é mais um companheiro de trabalho”, ressalta Paulo Illes, do Centro de Apoio aos Imigrantes/SPM.

O Centro atua com assessoria jurídica, orientação para regularização de documentos, combate à exploração no trabalho, entre outras questões relacionadas aos imigrantes. De acordo com Illes, no ato político de encerramento da marcha, que ocorre na Praça da Sé, às 15h30, os próprios imigrantes vão falar sobre seus problemas. A anistia e a ratificação da Convenção da ONU são algumas das demandas em destaque. O Brasil é o único país do Mercosul que ainda não assinou a Convenção.

“Além do preconceito em relação à cor, ao jeito de ser, ainda tem o problema de atribuir a eles a causa da crise que vivenciamos atualmente. Os imigrantes não são a causa, quem provocou tudo isso foram as entidades neoliberais, como o FMI e o Banco Mundial”, explica Bassegio. Para Paulo Illes, o atual Estatuto do Estrangeiro adotado pelo Brasil não corresponde à realidade: “Ele criminaliza o imigrante. Esperamos que o projeto de lei que está em análise na Casa Civil desde 2006 passe ao Congresso e que assim seja iniciado um debate sobre esses problemas”.

NOTÍCA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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Domingo, da Praça da República até a Sé

CUT e movimentos sociais realizam Marcha pela Integração dos Povos em São Paulo

Neste domingo (14/12), Dia Mundial dos Imigrantes, a CUT e dezenas de entidades dos movimentos sociais realizarão uma grande marcha pela integração dos povos, com o lema “Nossas vozes, nossos direitos, por um mundo sem muros…”.

Conforme os organizadores, há no mundo mais de 200 milhões de imigrantes. “O significado mais forte das imigrações não é o volume das remessas ou o número de imigrantes, mas seu conteúdo político de denúncia de políticas econômicas que não geram novos postos de trabalho e sim todas as formas possíveis de discriminação. Porém são também o anúncio de que outro mundo é possível”, afirma a convocatória.

Na avaliação das entidades, as políticas imigratórias não podem estar à margem dos direitos humanos. “Os imigrantes são pessoas e não mercadorias e devem ter garantidos todos os direitos sociais no país de destino: direitos trabalhistas, sociais, culturais, econômicos, civis e políticos”.

Por um mundo sem muros, a manifestação defende um espaço ibero-americano sem fronteiras, criando uma verdadeira cidadania que valorize os aspectos positivos da imigração.

“Marchamos por uma Nova Lei de Imigração, justa e solidária; pela anistia ampla e geral para todos os imigrantes; pelo livre trânsito no continente sul-americano; pelo direito ao voto e acesso a políticas públicas; pela ratificação da Convenção Internacional dos trabalhadores migrantes e suas famílias”, afirma a convocatória.

O secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, sublinha a importância do envolvimento da militância na mobilização de domingo: “as reivindicações da marcha são um brado por justiça, significam a garantia de direitos básicos a centenas de milhares de pessoas muitas vezes são expostas a uma exploração subumana, submetidas ao subemprego e à precarização”. “Felizmente, cresce a insurgência contra os abusos do capital, homens e mulheres levantam suas vozes e dão suas mãos solidárias, descortinando novos horizontes de luta e de conquista”, acrescentou João Felício.

Conforme Paulo Illes, da coordenação do Centro de Apoio ao Migrante, “a defesa do trabalho digno, do direito à participação cidadã, como o direito ao voto, ao livre trânsito e residência na América do Sul são algumas das bandeiras da marcha”. Ele lembra que, o próprio Ministério do Trabalho aponta a existência de 400 mil sul-americanos no Brasil, sendo que apenas 233 mil encontram-se legais, os demais sendo submetidos à clandestinidade, virando mão-de-obra barata para empresários sem escrúpulos.

“O direito à sindicalização desses trabalhadores é algo essencial. Diante das condições de insegurança e sem formação sindical, esses companheiros têm séria dificuldade de recorrerem a seus direitos. É muito importante que os Sindicatos possam entender esses trabalhadores como parceiros e não como concorrentes, a fim de lutarem com mais decisão pela sua regularização”, defendeu.

Um dos graves problemas, ressaltou o coordenador do Centro de Apoio ao Migrante, “é que o Estatuto do Estrangeiro, parido em 1980, em plena ditadura, não condiz com a realidade atual de fortalecimento de integração regional e respeito aos direitos humanos”. O movimento defende a flexibilização das leis de migração, “extremamente duras, restritivas e criminalizadoras”.

Por Leonardo Severo.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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