fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 17:47 Sem categoria

Reunião Especializada de Juventude une países do Mercosul em Salvador

Adital – A cidade de Salvador (BA) será a sede da IV Sessão da Reunião Especializada de Juventude Integrante, que acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, integrando a programação da Cúpula Social do Mercosul. Pela primeira vez, além dos representantes dos governos que integram o Bloco – Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai -, o evento terá a participação de membros da sociedade civil. Cada país indica três organizações e, no Brasil, o Conselho Nacional de Juventude escolheu a Central Única dos Trabalhadores (Cut), a União Nacional dos Estudantes (Une) e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) para serem os representantes.

A reunião foi preparada pelo Grupo de Trabalho Nacional da REJ, que tem a tarefa de acompanhar, junto com a Secretaria Nacional de Juventude, as ações desenvolvidas pelo órgão. A realização do evento no Brasil se deve ao fato de o país acumular, no segundo semestre de 2008, a presidência do Mercosul e a coordenação da REJ, que é um órgão de assessoramento, vinculado ao Grupo do Mercado Comum (GMC).

Segundo o assessor especial da Secretaria Nacional de Juventude e coordenador da Reunião, Carlos Odas, a REJ é uma instância de assessoramento, de caráter consultivo, que encaminha recomendações para a cúpula dos chefes de estado. “Este é um espaço de interlocução e de intercâmbio entre os governos, com o objetivo de conciliarmos as agendas dos países do Mercosul com relação à temática da juventude. É uma forma de somarmos esforços para que essa troca de experiências possa trazer bons resultados para a juventude”.

Na primeira parte da reunião, no dia 14, representantes de setores não-governamentais vão realizar uma mesa de contextualização da REJ e da Cúpula Social do Mercosul. Em seguida serão apresentados os resultados preliminares da pesquisa “Políticas de Juventude, Bandeiras e Participação: perfil, percepções e recomendações dos participantes da I Conferência Nacional de Juventude”, com a participação de Miriam Abramovay, pesquisadora da RITLA. Ao final, acontecerá um Diálogo sobre as expectativas das organizações com relação à temática da juventude.

Já no dia 15, acontecerá a abertura oficial, com a participação do secretário nacional de Juventude, Beto Cury, e de organizações da sociedade civil. Na ocasião será divulgado o Plano de Ação Social do Mercosul, com apresentações dos países sobre as respectivas realidades e expectativas em relação ao tema. Neste momento, a idéia é contextualizar a situação da juventude nos membros do Mercosul. Encerrando o dia, acontece a reunião da Cúpula Social do Mercosul, com a presença de representantes dos governos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

No terceiro e último dia será feita a apresentação preliminar do Relatório de Desenvolvimento Humano Sub-Regional sobre Juventude, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).Também haverá uma Mesa para debater o tema “Jovens e o Mercado de Trabalho”, com a participação da diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, e do diretor de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Jorge Abrahão. Em seguida, haverá a intervenção dos países, por ordem de inscrição, e a apresentação da Declaração da IV Sessão da REJ, para aprovação dos presentes. O Encontro será encerrado após a fala de todos os representantes dos países participantes.

==============================================

Estudo divulga o Mapa da Violência entre os jovens latino-americanos

Adital – Apesar da queda nos índices de mortes violentas no Brasil registrada desde 2003, o país continua em posição de destaque no ranking latino-americano e mundial de homicídios. De acordo com o estudo “Mapa da Violência: os Jovens na América Latina”, recém-divulgado em Brasília, o Brasil tem hoje a quinta maior taxa de homicídios total e juvenil da América Latina. Além disso, também ocupa a sexta posição em nível mundial em ambas as categorias e, a exemplo dos vizinhos, precisa de políticas mais eficientes de inclusão social para diminuir significativamente a violência.

O documento, elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de Pesquisas do Instituto Sangari, analisa a mortalidade causada por homicídios, por armas de fogo, por suicídio e por acidentes de transporte. Com foco nos óbitos juvenis, inclui 83 países do mundo, entre eles, 16 países da América Latina. A pesquisa foi elaborada pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), em parceria com Ministério da Justiça e o Instituto Sangari.

De acordo com o documento, historicamente o Brasil pode comemorar um avanço, já que ocupava posições mais altas em rankings anteriores. O avanço foi graças à queda nas taxas de homicídios, ao contrário de países como El, Salvador, Guatemala e Venezuela, onde essas taxas aumentaram muito, ultrapassando os índices brasileiros. Em 2003, o Brasil tinha o segundo lugar entre os países latino-americanos com maior índice de mortes violentas, superado apenas pela Colômbia. Para os pesquisadores, a situação no país começou a mudar naquele ano, com a Campanha do Desarmamento.

O estudo contrapõe-se à noção de que a violência juvenil é um fenômeno universal, ao mostrar que em mais da metade dos países a proporção de vítimas jovens é quase igual, ou inferior, às vítimas não-jovens. Em 36 países, entre os quais, Áustria, Finlândia, Grécia, Irlanda, Japão, Hungria Nova Zelândia, Polônia entre outros, as taxas de homicídios não-jovens são equivalentes ou superiores às taxas juvenis.

Hoje, a probabilidade de um jovem de a América Latina morrer vítima de homicídio é trinta vezes maior que a de um jovem da Europa e acima de setenta vezes maior que a de jovens de países como a Grécia, Hungria, Inglaterra, Áustria, Japão ou a Irlanda.

A pesquisa apresenta como principal fator explicativo dos níveis de homicídio registrados no continente a desigualdade na distribuição de renda e não, necessariamente, a pobreza, medida por meio do PIB per capita. Outra correlação apontada no levantamento diz respeito ao fato de que as taxas de homicídio são maiores em localidades com mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

Esta é a nona publicação da série Mapas da Violência, porém, a primeira a focar os países da América Latina, dentre eles: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Colômbia, Cuba, El Salvador, Guatemala, México, Nicarágua, Paraguai, Uruguai, Venezuela. A fonte principal para a construção dos indicadores do relatório foi a mais recente atualização do Sistema de Informação Estatística da Organização Mundial da Saúde – OMS, conhecido internacionalmente como WHOSIS – World Health Organization Statistical Information System.

Leia mais sobre JUVENTUDE! Acesse o endereço eletrônico http://www.adital.com.br/site/tema.asp?lang=PT&cod=62

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.adital.org.br.

Close