fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 18:57 Sem categoria

Custo da prevenção à rubéola é 12 vezes inferior ao do tratamento

Rio de Janeiro – Cada R$ 1 investido em campanhas de vacinação contra a rubéola pode representar a economia de R$ 12 em tratamento médico nos casos de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), segundo estimativa do Ministério da Saúde. As despesas com atenção médica e com os cuidados necessários para uma criança que nasce com SRC podem chegar a US$ 200 mil durante a sua vida.

Para promover a campanha de vacinação contra a rubéola, voltada pela primeira vez também para os homens, o governo federal está investindo aproximadamente R$ 220 milhões, dos quais R$ 135 milhões com seringas, R$ 9 milhões com agulhas, e pelo menos R$ 10 milhões com divulgação.

A doença, que causa deficiência auditiva, lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), malformações cardíacas e com alterações neurológicas (microcefalia, meningoencefalite, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor) é contraída quando uma mulher grávida é infectada pelo vírus da rubéola transmitindo, dessa forma, para o feto.

No Brasil, somente em 2007, foram registrados 8.407 casos de rubéola, 161 em mulheres grávidas, totalizando 17 recém nascidos com rubéola congênita. Entre os 20 estados que registraram a incidência da rubéola, Rio Grande do Sul (2.668), São Paulo (2.668) e Rio de Janeiro (1.500) foram os que mais contabilizaram pessoas infectadas.

Ainda segundo o ministério, as estratégias de vacinação utilizadas em diversos países têm apresentado resultados positivos. Entre os anos de 1998 e 2006, o número de casos confirmados de rubéola caiu 98% nos 40 países do continente americano que promoveram campanhas de vacinação em massa de crianças em idade escolar, adolescentes e adultos. As ocorrências passaram de 135.947 para 2.288 neste período.

O número de casos confirmados da síndrome da rubéola congênita também recuou de 23 em 2002 para 10 em 2006. Essa redução foi mais evidente nos países que vacinaram tanto mulheres como homens.

O ministério da Saúde espera vacinar durante a campanha contra a rubéola, que será lançada em 9 de agosto, 70 milhões de brasileiros, independente de terem tomado a vacina anteriormente ou de terem tido a doença. No ano passado, o país viveu um surto da doença, tendo registrado mais de 8.500 casos de rubéola. A maior concentração foi verificada no Rio de Janeiro.

A ação, que representa a maior campanha já realizada em todo o mundo, está prevista no compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) de eliminar até 2010 a rubéola e a síndrome da rubéola congênita.

Por Thais Leitão – Repórter da Agência Brasil.

====================================================

Decisão de vacinar homens contra rubéola corrige erro que provocou surtos, diz médico

Rio de Janeiro – A decisão do governo brasileiro de incluir os homens na campanha de vacinação contra a rubéola corrige um erro que poderia ter evitado o surto da doença verificado no país nos últimos anos. A avaliação é do médico gaúcho Ciro de Quadros, vice-presidente do Albert B. Sabin Vaccine Institute, em Washington, nos Estados Unidos, que realiza pesquisas e desenvolve programas de imunização no mundo. Segundo Quadros, o Brasil era um dos poucos países, ao lado do Chile, que concentrava esforços para imunizar apenas nas mulheres.

“O enfoque inicial [do governo] era proteger as mulheres antes de engravidarem, para evitar que transmitissem a doença aos fetos, que nasceriam com a Síndrome de Rubéola Congênita. Isso resolveu o problema temporariamente, mas como o vírus da rubéola continua circulando na população principalmente masculina, em qualquer momento em que as mulheres não estejam vacinadas os homens transmitem a rubéola e, de novo, temos a síndrome”, afirmou ele em entrevista por telefone, à Agência Brasil.

O especialista considera fundamental imunizar toda a população como medida fundamental para interromper a circulação do vírus. “Caso contrário, os homens acabam sendo reservatórios do vírus”, disse.

Ele lembrou o caráter pioneiro das campanhas de vacinação em massa desenvolvidas no Brasil a partir da década de 80, inicialmente contra a poliomielite. Quadros acredita que, alcançada a erradicação da doença no país e no continente, a iniciativa vai servir de modelo para outros países do mundo.

De acordo com o Ministério da Saúde, durante a campanha deste ano o Brasil vai receber observadores de países como China, Índia, Líbano e de nações européias, interessados em aprender as estratégias utilizadas para a vacinação em massa.

“A rubéola existe em todo o mundo. A boa notícia é que a região das Américas resolveu erradicar a doença e certamente o resto do mundo vai se interessar em fazer o mesmo”, afirmou.

A campanha de vacinação contra a rubéola será lançada em 9 de agosto e pretende vacinar aproximadamente 70 milhões de pessoas durante cinco semanas.

Para garantir a meta de imunização foi montado um comitê de mobilização, que conta com apoio de aproximadamente 200 entidades, entre empresas públicas e privadas de diversos setores, universidades, associações da sociedade civil entre outros. A iniciativa também vai contar com inserções publicitárias em TVs, rádios e jornais. O governo federal está investindo, pelo menos R$ 10 milhões na divulgação da campanha. O total de recursos federais é de R$ 220 milhões.

A ação está prevista no compromisso firmado pelos países das Américas durante a 44ª Reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) de eliminar até 2010 a rubéola e a síndrome da rubéola congênita.

Por Thais Leitão – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close