Brasília – O acesso das mulheres em idade fértil a medicamentos para as doenças que mais as atingem ainda é feito mais por farmácias comerciais do que pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgada hoje (3).
Essas mulheres são atingidas principalmente por anemia, artrite/reumatismo, vaginite/vulvo vaginite, depressão/ansiedade/insônia, bronquite/asma, diabetes e hipertensão.
O SUS é responsável, em média, por 38,1% do acesso dessas mulheres a medicamentos. Já a rede comercial de farmácias responde por 52,7% da cobertura de remédios, em média.
Apesar de reconhecer o que chamou de “problemas eventuais”, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que nos últimos anos “houve um aumento robusto no acesso a medicamentos”, principalmente aos contraceptivos.
Segundo Temporão, a venda de medicamentos anticoncepcionais nas farmácias populares – com subsídios de até 90% – garantiu o acesso de 250 mil mulheres aos contraceptivos. Entre 1996 e 2006, o percentual de mulheres que recorrem ao SUS para adquirir contraceptivos saltou de 7,8% para 21,3%.
“Estamos no caminho certo, as políticas de saúde só não se ampliam mais porque perdemos a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] em dezembro”, apontou.
Apesar de a falta completa de acesso a medicamentos ser baixa – SUS e farmácias comerciais oferecem de 89,4% a 95,8% dos medicamentos para essas doenças – as mulheres que não se tratam justificam, geralmente, que não o fazem por falta do remédio no SUS.
Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil. Colaborou Luana Lourenço.
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Obesidade faz aumentar risco de doenças cardíacas e diabetes em mulheres em idade fértil
Brasília – Mais da metade das mulheres brasileiras em idade fértil correm o risco de desenvolverem doenças cardiovasculares e/ou diabetes, segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS).
O dado é baseado na medição da circunferência da cintura, já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que o acúmulo de gordura nessa região é um fator de risco para essas doenças.
De acordo com a OMS, mais de 80 cm de circunferência na cintura significa risco, e mais de 88 cm significa risco muito elevado. A pesquisa brasileira aponta que, entre as mulheres em idade fértil, 52,3% têm mais de 80 cm, e 29,8% têm mais de 88 cm.
O excesso de peso, inclusive, foi apontado como um dado em crescimento no país. Em 1996, 34,2% das mulheres estavam acima do peso e 9,7% estavam obesas. Dez anos depois, o excesso de peso estava presente em 43% das mulheres em idade fértil e a obesidade foi para 16% dessas mulheres.
A situação se agrava com a idade e a quantidade de filhos. Entre as mulheres de 15 a 49 anos, com um filho, a obesidade representa 14,3%. Já entre as que têm seis filhos ou mais, 24,5% estão obesas.
Por faixa etária, o padrão também se repete: quanto mais idade, mais percentagem de excesso de peso. Entre as mulheres de 15 a 19 anos, 21,6% estão acima do peso. Já entre as de 45 a 49 anos, 63,5% ultrapassaram o limite adequado de Índice de Massa Corporal (IMC).
Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil.
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