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Ministros da área econômica alertam para os riscos do protecionismo

O avanço do protecionismo é uma ameaça para a recuperação econômica global e por isso deve ser combatido, disse nesta quarta-feira o fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês). Reunidos em Cingapura, os ministros de Comércio do grupo decidiram também intensificar a busca por um acordo até 2010 na chamada Rodada Doha da liberalização comercial global, considerada uma forma de ajudar o mundo a superar a sua pior crise econômica das últimas décadas.

– Se o protecionismo não for controlado, isso pode ser um forte revés para as nossas perspectivas de crescimento – disse a jornalistas o ministro do Comércio de Cingapura, Lim Hng Kiang, que presidiu o evento de dois dias.

Autoridades comerciais presentes mostraram-se cautelosamente otimistas com suas perspectivas exportadoras. A China, possível esteio da ainda tímida recuperação global, disse que o declínio das suas exportações pode ser atenuado no segundo semestre.

– Em geral, a economia da China está se estabilizando e melhorando. Quanto às exportações no segundo semestre, temos de examinar a situação econômica global – disse o ministro do Comércio chinês, Chen Deming, a jornalistas.

Também presente ao encontro, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, disse que “o protecionismo não protege” as economias nacionais. Alguns membros da Apec criticaram durante o evento as campanhas dos governos – inclusive dos EUA – para estimular o consumo de produtos locais, pois isso estariam afetando as exportações, segundo relato do ministro tailandês do Comércio.

Mas o representante comercial dos EUA, Ron Kirk, disse a jornalistas que a campanha Buy American (“compre produtos norte-americanos”), incorporada num recente pacote de estímulo econômico, não viola as regras da Organização Mundial do Comércio.

– Gostaríamos de ter uma política comercial robusta, a qual o povo norte-americano acredite que opere justamente em seu favor, e não só em prol dos interesses de um setor, e também que proteja os direitos dos trabalhadores que nos ajudam a implementar o objetivo número 1 do presidente (Barack Obama), que é devolver os norte-americanos ao trabalho – disse Kirk.

A posição dos EUA com relação ao programa Buy American parece contradizer a declaração final do encontro da Apec. O bloco de 21 países, que inclui EUA, China, Rússia e Japão, toma decisões por consenso, mas seus compromissos não são de caráter obrigatório. O próximo passo nas discussões da Rodada Doha deve ser a cúpula do G20 (países ricos e emergentes) em setembro em Pittsburgh (EUA). O G8 (bloco de países desenvolvidos) decidiu neste mês buscar uma conclusão da Rodada Doha até 2010.

Por Redação, com agências internacionais – de Cingapura.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.correiodobrasil.com.br.

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