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Resistência analisará estratégias de luta contra o golpe em Honduras

Tegucigalpa, 22 ago (Prensa Latina) A Frente Nacional Contra o Golpe de Estado de Honduras analisará hoje suas estratégias de luta para atingir a restituição da ordem constitucional, segundo anunciaram seus dirigentes.

O coordenador geral da Frente, o presidente da Federação Unitária de Trabalhadores, Juan Barahona, disse à Prensa Latina que, durante a manhã, a direção colegiada da organização se reunirá.

“A partir do meio dia, será celebrada uma assembléia nacional com as bases para abordar as ações da resistência para a próxima semana”, agregou, sem entrar em maiores detalhes.

Os líderes da Frente, uma vasta aliança de forças populares e partidos progressistas, adotaram há algumas semanas a estratégia de informar pontualmente sobre suas atividades, devido à repressão policial.

Os motociclistas da Frente, que sempre à frente nas marchas, para ajudar a controlar o trânsito, programaram para esta tarde uma nova caravana de automóveis e motociletass, a terceira desta semana na capital.

Manifestações como essa também foram realizadas em outros departamentos [estados] da nação, como parte da resistência popular contra o golpe militar do dia 28 de junho.

A Frente também prevê para este domingo, desde às 09:00 até as 21:00 hs (hora local), um grande festival internacional de música, com artistas da Argentina, Guatemala, Nicarágua, Venezuela e Honduras, chamado “Vozes contra o golpe”.

A reunião deste sábado tem lugar ao fim de uma semana de intensas manifestações na capital e no interior, contra o golpe, pela restituição do presidente, Manuel Zelaya, e por uma assembléia nacional constituinte.

Nos últimos dois dias, duas multitudinárias manifestações foram realizadas em Tegucigalpa, junto a greves por parte das associações de professores e das três centrais sindicais do país.

“Cinquenta e cinco dias do golpe, cinquenta e cinco dias de permanência constante do povo nas ruas, em uma luta que tem crescido”, afirmou Barahona à Prensa Latina ao fim da marcha de ontem. “É todo um povo que está contra o golpe de estado. Derrotamos moralmente os golpistas e vamos seguir na luta até que Mel [como Manuel Zelaya é chamado popularmente] esteja no Palácio Presidencial”, agregou.

rc/rl/cc

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=111016&Itemid=1

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