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Por 20:08 Sem categoria

Uma nova agressão estadunidense contra a Venezuela e a América Latina

Adital – O grupo do Rio revisará a instalação de bases militares estadunidenses na Colômbia.

A Venezuela denunciou em vários fóruns internacionais o grave perigo de instalar um Estado policial na Colômbia, com bases militares dos Estados Unidos que atuariam como plataforma para intervenções de infiltração, terrorismo e ações armadas contra nações da América Latina que não estejam de acordo com a hegemonia imperialista dos EUA, sob a desculpa da guerra ao narcotráfico ou ao terrorismo internacional. Muitos políticos da América Latina e, inclusive, muitos mandatários de nosso continente defendem o direito da Colômbia, como país soberano, de permitir que em seu território sejam instaladas sete bases do exército dos EUA, consagrando dessa maneira uma vil intervenção do pior inimigo da liberdade e da democracia no mundo.

Muitas vezes, nos perguntamos: será verdadeiro o argumento esgrimido pelo governo de Álvaro Uribe de que a presença das bases obedece a uma luta contra o narcotráfico? Porém, para nós surgem outras perguntas: por que é necessário um porta aviões ou aviões de espionagem sem piloto, ou bombardeiros de última geração, ou centenas de ‘marines’ e assessores? Será que narcotráfico configura o segundo poder dentro da Colômbia e dos Estados Unidos?

Por que o principal provedor do mundo cria uma aliança estratégica com o maior consumidor? A outra pergunta é: também estará na mesa de negociações a oferta do petróleo da Venezuela, o Amazonas e o Aquífero Guarani? Recursos tão ansiados pelos governos dos Estados Unidos, em sua voracidade em conquistar as reservas do mundo para, dessa maneira, continuar controlando os destinos do planeta a seu livre arbítrio?

A Venezuela se prepara para defender-se de um plano expansionista

Muitas vezes o governo da Colômbia manifestou que o governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem ambições expansionistas na América Latina, uma visão partilhada pelo governo golpista de Honduras, postura política configurada pelos órgãos de inteligência dos EUA. Realmente, no século XXI, o único país que traspassou suas fronteiras e agrediu ao Equador com aviões de combate e com bombas inteligentes de militares estadunidenses foi o exército da Colômbia.

Em declarações à imprensa, o presidente Chávez asseverou que “o acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos converte ao país vizinho em uma colônia, o que consiste em ameaça ao povo venezuelano”. E agregou: “a instalação de militares estadunidenses em La Guajira os coloca a menos de vinte minutos da Venezuela. Porém, que não se equivoquem conosco, senhores imperialistas e seus lacaios, porque a Venezuela continuará transitando pela Revolução socialista, independentemente do que aconteça ou do que faça o império ‘yanqui’”.

Na reunião de Chanceleres do Grupo do Rio foi acordado analisar o tema das bases militares.

O Ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, durante uma intervenção na reunião de chanceleres do Grupo do Rio, manifestou que “O tema das bases é um passo sumamente grave para as relações e para a paz de todo o continente”. Agregando que “A aprovação do acordo entre os governos da Colômbia e os Estados Unidos com relação à instalação de bases militares é um tema que deve ser discutido em todas as instâncias pertinentes aos países da região”.

O Chanceler venezuelano sublinhou que “este acordo inviabiliza a promessa do presidente Obama de impulsionar o estabelecimento de uma nova relação com a América latina, uma relação de respeito mútuo, de cooperação e para a paz. Esta promessa tem sido frustrada logo após o golpe em Honduras, e agora com a instalação das 7 bases estadunidenses na Colômbia”.

No marco dessa reunião de Chanceleres, foi feito um acordo apesar da negativa da vice-ministra da Colômbia, Clemencia Forero, que qualificou de ingerência a solicitação de incluir este tema nas reuniões do Grupo do Rio.

Após as intervenções dos chanceleres de Cuba, do Equador, da Nicarágua e do Brasil, a chanceler do México, Patrícia Espinosa, que atualmente ocupa a Secretaria Pro Tempore do G-Rio, anunciou que o tema será incluído na agenda da Cúpula dessa instância que será realizada em Cancun no mês de fevereiro de 2010, deixando dessa maneira em posição solitária à representante colombiana.

Recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, deixam entrever o pouco vínculo do Departamento de estado ao manifestar que “seu homólogo estadunidense, Barack Obama, esqueceu-se da América latina após ter prometido uma nova relação com o continente. Creio que seria importante que os Estados Unidos tivessem mais interesse na América Latina para que nós pudéssemos construir uma dinâmica de paz e desenvolvimento no continente”.

O mandatário brasileiro também manifestou que “neste ano me encontrei com Obama na Cúpula das Américas, realizada em Trindade e Tobago. Nessa ocasião, manifestei a Obama que ele estava dando o pontapé inicial para uma relação mais produtiva com a América Latina e América do Sul. Porém, no entanto, depois (da cúpula) não aconteceu nada em concreto, salvo o golpe de Estado em Honduras”.

[Versão original em espanhol, publicada em http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=ES&cod=42852 e enviada por Barómetro Internacional]

Por Diego Olivera, que é Director de Barômetro.

Tradução: ADITAL.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.adital.org.br.

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