O Porto de Paranaguá está autorizado a receber navios com até 301 metros de comprimento e 40 metros de largura. Até então, a norma de navegação vigente só permitia a entrada de navios com no máximo 285 metros de comprimento. As embarcações chamadas de Pós-Panamax, devido a seu tamanho ultrapassar o limite das comportas do Canal do Panamá, são consideradas de grande porte e permitem diminuir custos de frete e aumentar a quantidade de carga transportada.
A liberação foi assinada pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Mario Lobo Filho, levando em consideração uma portaria publicada pela Capitania dos Portos do Paraná.
De acordo com o capitão dos portos do Paraná, Marcos Antônio Nóbrega Rios, “a dragagem feita no ano passado foi importante para possibilitar a atracação de embarcações maiores, assim como a implantação e manutenção de melhorias e normas de segurança exigidas pela Marinha do Brasil”.
As vantagens de poder receber navios de grande porte são destacadas pelo diretor-superintendente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva. “Teremos maior oferta de carga reefer (congelados) já que estes navios são maios modernos. Além disso, a decisão mantém Paranaguá como um porto estratégico para a América Latina”, afirmou.
“Este ganho de escala permitirá redução dos custos logísticos como um todo, a ser refletido em toda a cadeia de suprimentos. A expectativa é de que os navios seguirão crescendo, demandando para 2011 portos estruturados para receber embarcações acima de 330 metros de cumprimento. O desafio será investir na expansão dos berços existentes, em equipamentos de última geração e principalmente em dragagem, para calado acima de 14 metros”, disse Silva.
Competitividade – Segundo Lobo Filho, a medida deve garantir maior competitividade ao terminal paranaense e atrair novos usuários. “Os navios Pós-Panamax são resultado da modernização do comércio internacional e o Porto de Paranaguá, como um dos mais importantes do Brasil, acompanha esta evolução. Com a movimentação de grandes volumes de carga nossas operações ficam mais dinâmicas e lucrativas para exportadores e importadores”.
Nesta semana, o Porto de Paranaguá recebeu o navio Cap Scott, com 295 metros de comprimento, 32 metros de largura e capacidade para 5.047 unidades de contêineres. A embarcação, a maior recebida no Paraná, está programada para voltar no próximo dia 25.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.aenoticias.pr.gov.br.
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Santos triplicará capacidade de movimentação de carga, diz Pedro Brito
O porto de Santos triplicará sua capacidade de movimentação de carga das atuais 83 milhões de toneladas para 230 milhões de toneladas até 2024, informou hoje o ministro extraordinário de Portos, Pedro Brito, durante palestra proferida na Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Da mesma forma que Santos, onde se investiu recentemente US$ 1,3 milhão, nos próximos 20 anos, os 10 mais importantes portos brasileiros irão receber incentivos para infraestrutura e logística, dentro de uma política específica de planos diretores, de modo a aumentar sua capacidade de recebimento de carga.
Os investimentos fazem parte do Plano Estratégico para o setor portuário, iniciado com metas para as próximas duas décadas. “O plano vai nos orientar em relação às necessidades de investimentos públicos e privados para os próximos anos”, explicou Pedro Brito.
“E vai ter como importante subproduto o plano diretor específico para os 10 principais portos brasileiros”, afirmou. O ministro se referiu, entre outros, aos portos de Santos, Rio Grande (RS), Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ), Aratu (BA) e Itaqui (MA).
O aumento de investimento na infraestrutura dos portos poderá facilitar a entrada de mais e maiores navios para descarga de produtos no país. Mas, para os portos, explicou o ministro Brito, aumentar o tamanho dos navios significa aumentar os gastos com dragagem (aprofundamento do leito do mar, para facilitar o atracamento).
“No porto de Santos, estamos dragando para 15 metros de profundidade”, disse o ministro. Segundo ele, com essa operação, a Marinha poderá autorizar a aproximação de navios com maior capacidade de carga. “A dragagem imediatamente gera maior eficiência na operação portuária, isso porque navios maiores vão entrar no porto, reduzindo custos”, explicou Brito.
O ministro lembrou que a atividade portuária exige planejamento e estudo de escala (estrutura específica para os navios) para ser eficiente. “Não posso montar uma estrutura para receber navios de grande capacidade e receber um navio por ano, porque é desperdiçar recursos”, disse Pedro Brito.
Segundo ele, atualmente, o Brasil não tem escala para preparar seus portos para navios de grande porte de última geração, os chamados Super Size Maersk. “Essa é outra questão importante nas decisões de investimentos do setor público”, disse o ministro. “Não podemos preparar a infraestrutura para algo que vai acontecer eventualmente porque os recursos são escassos e devem ser direcionados para atender ao nível de demandas ou de escala na qual nós operamos”, afirmou.
De acordo com o ministro, o Programa Nacional de Dragagem foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estão programados investimentos de R$ 1,5 bilhão na dragagem dos 20 mais importantes portos brasileiros, entre eles o de Santos, Rio Grande, Recife, Itaguaí e Aratu. Segundo ele, também todos os demais portos estão em processo de dragagem.
Além das obras de revitalização portuária e de construção de novos cais, Pedro Brito também anunciou investimentos na logística institucional. Segundo ele, esse tipo de projeto é fundamental para reduzir drasticamente a burocracia na hora da liberação das cargas.
Atualmente, são necessários, em média, 5,7 dias para que a carga seja fiscalizada e liberada pelos órgãos responsáveis e o ministro espera reduzir esse prazo para apenas 1 dia, nivelando esse desempenho aos padrões internacionais.
“No Brasil, temos 26 diferentes órgãos federais, estaduais e municipais que têm independência nos portos e podem interferir no momento de liberação da carga. Isso é incompatível com o crescimento do comércio internacional brasileiro”, disse o ministro.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.sae.gov.br/site/?p=3659.