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Ritmo de operações de crédito da CAIXA é o mais forte do sistema financeiro

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Desde que passou a ter atuação comercial mais forte, nos últimos quatro anos, a Caixa Econômica Federal manteve ritmo crescente na concessão de crédito pessoal e para empresas, o que lhe rendeu expansão de 39,5% em operações de crédito nos últimos 12 meses até setembro – resultado mais que o dobro da evolução média dos empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN), disse o vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Raphael Rezende.

De acordo com números do balanço do terceiro trimestre (julho a setembro), divulgados na última quarta-feira (16), o estoque de empréstimos da Caixa somava R$ 227 bilhões no fim de setembro, equivalentes a 11,76% de todas as operações de crédito do SFN, que totalizavam R$ 1,929 trilhão, ou 48,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nas contas do Departamento Econômico do Banco Central.

A evolução da Caixa na concessão de crédito foi mais acentuada exatamente de outubro de 2010 a setembro deste ano, segundo Rezende. Período no qual o banco financiou R$ 71,5 bilhões, sendo R$ 33,2 bilhões para pessoas físicas (+ 26% que no ano anterior) e R$ 38,3 bilhões para pessoas jurídicas (+ 39,3%). Como o ritmo forte das contratações se manteve de lá para cá, a Caixa trabalha com expectativa de empréstimos acima de R$ 100 bilhões em 2011.

Rezende declarou à Agência Brasil que o crescimento maior em relação aos demais bancos é devido a diferentes fatores. Entre eles a atratividade representada por taxas de juros mais baixas, aumento de 8,5% da base de clientes (são 56,4 milhões de contas-correntes e de poupança), aumento das operações de financiamento habitacional e de pagamentos de benefícios sociais, além da facilidade na concessão de capital de giro para as empresas, “muito importante em épocas de crise”.

Principal agente de políticas públicas, a Caixa foi responsável, no terceiro trimestre, pela distribuição de 43 milhões de benefícios da Previdência Social, seguro-desemprego, abono salarial e Programa de Integração Social (PIS), bem como pelo repasse de R$ 837,1 milhões arrecadados pelas loterias. Além disso, a instituição se estruturou para a execução do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado, lançado pelo governo federal.

Edição: Aécio Amado

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3,6 bilhões de reais é o lucro da CAIXA em 9 meses de 2011

Caixa apresenta crescimento superior a 70% no lucro líquido do terceiro trimestre

16/11/2011 – 14h59

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Caixa Econômica Federal fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 72,5% em relação ao mesmo período de 2010, quando o lucro alcançado pelo banco chegou a R$ 749 milhões. No acumulado até setembro, o lucro é R$ 3,6 bilhões, valor 47,6% maior na comparação com o mesmo período de 2010.

Segundo a Caixa, de janeiro a setembro, a instituição injetou recursos da ordem de R$ 279 bilhões na economia brasileira, por meio de empréstimos, financiamentos, repasses e pagamentos de benefícios sociais.

Em setembro, a Caixa administrava cerca de R$ 1 trilhão em ativos, sendo R$ 507 bilhões de ativos próprios. A instituição é responsável pela administração de mais R$ 490,5 bilhões, destacando-se R$ 280,9 bilhões referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 149,6 bilhões em fundos de investimento.

A carteira total encerrou o mês de setembro com saldo de R$ 227 bilhões, evolução de 39,5% em 12 meses. Foram destaques o crédito habitacional e o crédito destinado à pessoa jurídica, com evolução de 44,2% e 39,3%, respectivamente, em 12 meses.

As operações habitacionais registraram saldo de R$ 141,2 bilhões, expansão de 44,2% em 12 meses, sendo que os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança alcançaram R$ 73,4 bilhões e, nas linhas que utilizam recursos do FGTS, a instituição somou R$ 67,6 bilhões, crescimentos de 43,9% e 45%, respectivamente. No ano, foram realizados cerca de 776 mil contratos habitacionais, no total de R$ 58 bilhões.

No período, o Índice de Basileia da Caixa atingiu 13,5%, superior aos 11% mínimos exigidos pelo Banco Central do Brasil. Esse percentual indica a capacidade do banco de emprestar, levando-se em consideração os recursos próprios e a ponderação de riscos. Para cada R$ 100 emprestados, os bancos precisam ter R$ 11 de capital.

No trimestre, a inadimplência total do crédito, medida pelos atrasos superiores a 90 dias, manteve-se estável em 2%.

Edição: Lana Cristina

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