Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado na chamada linha branca, como geladeira e fogão, será menor até março do ano que vem. Potencial de consumo será reforçado com redução de tributo incidente em empréstimos a pessoas fisicas. ‘Objetivo é viabilizar crescimento de 5% no próximo ano’, diz ministro da Fazenda.
André Barrocal
BRASÍLIA – Às vésperas do Natal, geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da chamada linha branca, devem ficar mais baratos, com a diminuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A redução, anunciada nesta quinta-feira (1), faz parte da aposta do governo no consumo popular como forma de enfrentar efeitos provocados no país pela crise econômica global.
Ao baratear os produtos, o governo quer que as pessoas saiam às compras, ajudando o comércio a vender e a indústria a produzir. Assim, a economia continuaria girando, com geração de emprego e renda – é o que acha a equipe econômica. “O objetivo é viabilizar um crescimento de 5% no próximo ano”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Para que a queda de impostos vire preço menor, é preciso que as empresas – que fabricam e vendem – aceitem reduzi-lo, em vez optar por aumentar a margem de lucro. Segundo Mantega, que desde a semana passada negocia as medidas com empresários, eles teriam se comprometido a repassar o benefício tributário ao cliente. O IPI menor valerá até 31 de março do ano que vem.
Para tentar reforçar o potencial de consumo no Natal, o governo decidiu também fazer uma pequena redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado nos empréstimos dos bancos às pessoas físicas. Em abril, tinha dobrado a alíquota desse imposto, com o objetivo oposto, de esfriar o consumo (motivo: inflação). Agora, porém, cortou uma parte daquela alta (não toda).
Há duas semanas, Banco Central já tinha decidido retirar algumas dificuldades impostas a empréstimos a pessoas físicas, também com a intenção de estimular o consumo.
O governo aproveitou e, nesta quinta (1), também decidiu zerar, até junho de 2012, dois tributos cobrados sobre alimentos do tipo “massas” (macarrão, por exemplo). E manter por mais um ano o mesmo imposto zero cobrado sobre farinha de trigo e pão, benefício fiscal que venceria no fim de 2011.
Segundo Mantega, decisões como essas poderão ser adotadas de novo a qualquer momento, por causa da crise econômica global. “Se for necessário, tomaremos novas medidas. Queremos garantir que o mercado brasileiro e a geração de emprego continuem fortes e que os investimentos continuem acontecendo”, disse.
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