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Tesouro Nacional injeta 15 bilhões de reais no BNDES para reforçar capital

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu reforço de R$ 15 bilhões do Tesouro Nacional para engordar o capital. O empréstimo, em títulos públicos, faz parte da ajuda de R$ 55 bilhões autorizada por lei no início do ano e terá impacto na Dívida Pública Federal (DPF) neste mês.

A operação ocorreu na última quinta-feira (15), mas os detalhes só foram revelados hoje (21) pelo coordenador de Operações da Dívida Pública, José Franco de Morais. Com o repasse, o banco recebeu R$ 45 bilhões em 2011. De acordo com o coordenador, o empréstimo da última parcela ocorrerá no início de 2012. “É possível que os R$ 10 bilhões que faltam para completar a ajuda sejam emitidos ainda em janeiro”, disse.

Segundo Morais, o governo decidiu não emprestar tudo de uma vez ao banco por dois motivos. Alegou que o BNDES não tinha necessidade de que todos os recursos fossem repassados e que o Tesouro optou por diluir parte do impacto fiscal das operações para o próximo ano. “Faz parte da estratégia do Tesouro evitar operações de grande porte em uma única vez para que a dívida pública não se eleve de forma significativa”, declarou.

A capitalização de R$ 55 bilhões do BNDES foi anunciada em março. O reforço financeiro será usado nos financiamentos da terceira etapa do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que concede empréstimos para investimentos de empresas privadas com juros subsidiados.

O reforço ao banco por meio de títulos da dívida pública tem sido uma política usada pelo governo nos últimos anos para estimular os financiamentos de longo prazo ao setor produtivo. O Tesouro Nacional emite os papéis e os empresta ao BNDES, que os vende no mercado e obtém recursos para ampliar o capital. Posteriormente, o banco devolve o dinheiro ao Tesouro.

Desde 2009, o governo injetou R$ 225 bilhões no banco. Desse total, foram alocados R$ 180 bilhões em 2009 e R$ 80 bilhões no ano passado. Quando a capitalização de R$ 55 bilhões for concluída, o banco terá recebido R$ 235 bilhões.

Edição: Fernando Fraga

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Lucro do BNDES aumenta quase 30% nos primeiros nove meses de 2011

Paulo Virgilio
Repórter da Agencia Brasil

Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvomento Econômico e Social (BNDES) registrou nos nove primeiros meses de 2011 lucro líquido de R$ 7,9 bilhões, um aumento de 29,5% em relação ao obtido no mesmo período de 2010 (R$6,1 bilhões). De acordo com os dados divulgados hoje (23) pelo banco de fomento estatal, os principais fatores que contribuíram para esse desempenho de janeiro a setembro de 2011 foram a receita com reversão de provisão para risco de crédito (R$ 1,6 bilhão) e o crescimento de R$ 1,3 bilhão em participações societárias (32,1% a mais que em 2010).

A carteira de crédito somou R$ 403 bilhões em 30 setembro. O produto bruto de intermediação financeira nos nove primeiros meses de 2011 totalizou R$ 4,1 bilhões, o que representa uma pequena redução (5,9%) em relação ao mesmo período de 2010. Esse resultado, segundo o BNDES, decorre tanto da diminuição das taxas de juros nas operações de crédito do banco quanto do aumento dos investimentos em renda variável.

O patrimônio líquido do Sistema BNDES totalizou, em setembro, R$ 56,4 bilhões, que correspondem a um patrimônio de referência de R$ 94,1 bilhões, superior aos R$ 83,1 bilhões obtidos em 31 de dezembro de 2010. O patrimônio de referência é a base utilizada pelo Banco Central para definir limites prudenciais de empréstimos (alavancagem) que devem ser seguidos por todas as instituições financeiras. Quanto maior for o patrimônio de referência do BNDES, maior a capacidade de conceder financiamentos.

Edição: Vinicius Doria

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Desembolsos do BNDES atingem R$ 104 bilhões até outubro de 2011

20/12/2011

• Setor de infraestrutura respondeu por 41% das liberações

• Micro, pequenas e médias empresas receberam valor recorde de R$ 40,6 bi

O BNDES desembolsou R$ 104,2 bilhões entre os meses de janeiro e outubro deste ano. O setor de infraestrutura teve a maior participação no resultado, respondendo por 41% das liberações totais do Banco no período.

Projetos em energia elétrica, telecomunicações, transportes ferroviário e rodoviário, entre outros de caráter estruturante, receberam R$ 42,7 bilhões em financiamentos, contribuindo para o processo de manutenção de taxas de expansão do investimento superiores à do PIB.

A indústria representou 31% das liberações globais (R$ 32 bilhões), seguida por comércio e serviços (20%) e agropecuária (8%).

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também foram destaque no desempenho dos dez primeiros meses do ano, recebendo o valor recorde de R$ 40,6 bilhões, correspondente a 40% dos desembolsos globais do BNDES no período.

O patamar historicamente inédito explica-se pelo desempenho do Programa de Sustentação do Investimento (BNDES PSI) e do Cartão BNDES. Apenas o Cartão, produto exclusivo para MPMEs, registrou desembolsos, sem precedentes, de R$ 6 bilhões este ano.

O resultado também mostra um volume recorde de operações. Foram 718 mil nos dez primeiros meses de 2011, sendo 94% delas (677 mil operações) com micro, pequenas e médias empresas.

Dessa forma, o BNDES cumpre o compromisso de ampliar o acesso de financiamento às micro, pequenas e médias empresas, contribuindo para a democratização do crédito.

Comparativo – O desembolso do BNDES entre janeiro e outubro deste ano é 26% inferior ao de igual período de 2010. O recuo deve-se à alta base de comparação, reflexo da capitalização da Petrobras, de R$ 24,5 bilhões, realizada em setembro de 2010. Excluída essa operação, os desembolsos ficam 10% menores na comparação com o mesmo período do ano passado.

Tal desempenho está em linha com o processo de desaceleração programada da economia brasileira. Os números vão na direção prevista pelo Banco, de desembolsos totais em 2011 da ordem de R$ 140 bilhões, já que, no final do ano, deve ocorrer uma aceleração nas liberações.

As estatísticas de outubro último, isoladamente, também sinalizam para a manutenção de investimentos. Os desembolsos atingiram R$ 12,3 bilhões no mês, com recuo de apenas 4% em relação a outubro de 2010.

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NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bndes.gov.br

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