Desnacionalização, monopolização e câmbio arrasam a produção nacional de etanol e fazem o de milho invadir o Brasil
Etanol importado dos EUA para o país dispara em 3 anos: 54.900%
Em 2011, o país importou 1 bilhão e 100 milhões de litros de etanol de milho dos EUA, um aumento de 1.384,8% em relação a 2010.
Nesse ano (2010), o ex-ministro Delfim Netto, com aquela verve que às vezes lhe caracteriza, disse aos empresários da Federação de Comércio de São Paulo:
“… parece que com a taxa de câmbio de R$ 1,60 já podemos importar o etanol de milho dos EUA…” (ver HP, 23/11/2010).
Delfim provocou frouxos de risos entre os empresários. Era muito absurda a ideia de que um país que cultiva cana-de-açúcar há 500 anos, que até foi o primeiro a introduzir seus derivados no mercado mundial, que tem 2,9% de sua imensa área agricultável ocupada pela cana, e que há 40 anos inventou o uso do álcool como combustível automotivo, pudesse importar etanol de milho dos EUA – até porque o custo de produção deste é bem maior que o nosso: como apontou o diretor da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães, para produzir a mesma quantidade de etanol, a produção a partir do milho dispende, no mínimo, oito vezes mais energia do que a produção a partir da cana.
Infelizmente, o ovo da serpente bêbada já tinha saído da casca: naquele mesmo ano de 2010, o Brasil importou 74,084 milhões de litros de etanol de milho dos EUA, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Não era muito significativo, quando comparado ao nosso consumo, mas era um sinal.
Agora, em 2011, aumentamos em 1.384,8% as importações de etanol dos EUA, alcançando 1,1 bilhão de litros. Um verdadeiro grande salto para trás.
Num país como o nosso, levantar que o problema foram as condições climáticas parece piada numa cultura, como a cana-de-açúcar, que existe do Sul ao Nordeste. E, antes que alguém (na verdade, já aconteceu) levante que esse é um grande negócio para o Brasil, pois ao mesmo tempo que importamos etanol dos EUA, também exportamos para lá (?!), observemos que as exportações de etanol do Brasil, de 2008 a 2011, caíram nada menos do que 70% – de 4,7 bilhões de litros para 1,4 bilhão de litros (cf. UNICA, Marcos Jank, “The rise of ethanol imports: trends in Brazil’s ethanol market”, set./2011, p. 23).
Enquanto isso, as importações de etanol, que eram desprezíveis em 2008 (2 milhões de litros) cresceram para 1,1 bilhão de litros em 2011. Ou seja, de 2008 a 2011, cresceram 54.900% e estão quase empatando com as exportações (cf. UNICA, trab. cit., mesma p.).
A SECEX informa de onde vêm essas importações: 97,6% delas vêm dos EUA.
O que aconteceu com o setor de etanol, que há poucos anos era uma verdadeira grife brasileira, um anunciado e já carimbado passaporte para o futuro?
Primeiro, ele foi brutalmente desnacionalizado. Na apresentação da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) que acabamos de citar, realizada nos EUA, isso aparece com o nome nada sutil de “strong consolidation”: a Shell é agora proprietária da Cosan e da NovaAmérica; a British Petroleum é agora dona da CNAA e da Tropical Bioenergia; a Bunge tomou o Grupo Moema; a Louis Dreyfus tomou o Grupo Santa Elisa; o Noble Group levou o Grupo Cerradinho; a Shree Renuka Sugars pegou o Grupo Equipav; a Tereos tomou parte do Grupo Guarani, a Vertente e a Mandu (cf. “The rise of ethanol imports: trends in Brazil’s ethanol market”, p. 10).
Dos grupos e empresas importantes no setor, só não são estrangeiros a ETH, que pertence aos monopolistas da Odebrecht, a São Martinho, que a Petrobrás adquiriu, e a sociedade da mesma Petrobrás com os franceses da Tereo, no Grupo Guarani.
Notemos que o setor de etanol cresceu 10,4% ao ano de 2003 a 2008. Depois da desnacionalização, o crescimento anual caiu para 3,6% de 2009 a 2011, período em que o aumento da frota de carros flex atingiu 40% (UNICA, op. cit., p. 7 e 8).
Multinacionais são sempre monopólios. Investem o mínimo para lucrar mais. Assim, o que elas fizeram foi se apoderar do que as empresas brasileiras já tinham construído – a construção de novas usinas, que havia crescido de nove (2005) para 19 (2006), 25 (2007) e 30 (2008) caiu para 19 (2009), 10 (2010) e 5 (2011). Portanto, deixaram de investir, apesar da generosidade do BNDES com essas multinacionais.
Mas não foi um mecanismo econômico inconsciente que estrangulou a produção nacional de etanol. Segundo o sr. Paulo Costa, secretário-executivo da IETHA (International Ethanol Trade Association – a entidade das multinacionais do setor), “a concentração e consolidação do segmento em mãos de empresas financeiramente sólidas e melhor conhecedoras dos fundamentos de mercado fizeram com que o consumo fosse administrado através de uma oferta controlada por preços elevados” (ver HP, 24/06/2011).
Em suma, o que houve foi monopólio, cartelização do setor. O sr. Costa, um ex-executivo da Cargill, não se referiu ao estancamento dos investimentos após a desnacionalização do setor. Mas isso faz parte do perfil de sua especialidade. Para que as multinacionais iriam investir? Para baixar o preço do etanol com o aumento da produção?
Por tudo isso, parece algo delirante a estimativa do presidente da UNICA, Marcos Jank, de que os estrangeiros construirão, até 2020, mais 120 usinas (cf. Jank e Perina, “O Movimento Mais Etanol”, OESP, 14/12/2011).
Porém, mesmo que as multinacionais fizessem isso, em oito anos isso significaria apenas 15 novas usinas por ano – um número, portanto, inferior aos de 2006, 2007 e 2008.
Segunda questão: o câmbio. Com as taxas de câmbio vis-à-vis o dólar que os altos juros provocam no Brasil, até importar etanol de milho dos EUA no país da cana-de-açúcar (e do etanol) torna-se vantajoso. Como o ex-ministro Delfim Netto já havia tocado na questão, resta-nos apenas enfatizar: se a Groenlândia tivesse esses juros e essa taxa de câmbio, alguma multinacional iria importar sorvete para vender aos esquimós.
Por CARLOS LOPES.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br
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Etanol: Miguel Rossetto fala à Isto é Dinheiro
Produzido a partir da cana-de-açúcar, o etanol brasileiro sofreu, em 2011, com intempéries climáticas e problemas gerados pela baixa dos investimentos na renovação dos canaviais e tratamento das culturas. É o que explica o presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto, em entrevista concedida à última edição da revista Isto é Dinheiro. Diante desse cenário, o executivo defende a criação de uma agenda para fortalecer a produção de etanol, com medidas de curto e médio prazo.
Outro ponto abordado por Rossetto é a oportunidade estratégica para o país de explorar energias renováveis. “O Brasil tem um segundo grande pré-sal. Ele é formado pelas energias renováveis, que precisam de um programa similar ao de exploração de petróleo”, afirma.
O presidente da subsidiária informa que o Plano de Negócios da Companhia prevê a produção de 5,6 bilhões de litros de etanol em 2015, que irá representar cerca de 12% de participação no mercado nacional, e que 70% dos aportes em etanol serão destinados à construção de novas usinas e destilarias, aumento da capacidade de moagem e renovação de canaviais.
Confira a íntegra da entrevista.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/01/16/miguel-rosseto-etanol-biocombustivel/#more-49288
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Petrobras divulga reservas provadas em 2011
A Petrobras informa que, de acordo com o critério SPE/ANP, em 31 de dezembro de 2011, as reservas provadas de óleo, condensado e gás natural totalizaram 16,41 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), registrando um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior.
Durante 2011, foram apropriados 1,315 bilhão de boe às Reservas Provadas e produzidos 889 milhões de boe, o que resultou num aumento de 0,426 bilhão de boe em relação às reservas de 2010 (15,986 bilhões de boe). O aumento das reservas Petrobras se deve à incorporação das novas áreas descobertas do Pré-Sal da Bacia de Santos e de Campos, a novas descobertas nas demais bacias brasileiras e Golfo do México, e a projetos implantados nos campos maduros nas bacias do Brasil e do exterior.
De acordo com o critério SPE, para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foram apropriados 1,48 barris de óleo equivalente, resultando no índice de reposição de reservas de 148%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 18,5 anos.
Confira a íntegra do comunicado: Fato Relevante – Reservas Provadas da Petrobras em 2011.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2012/01/11/petrobras-divulga-reservas-provadas-em-2011/
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Segundo critério ANP/SPE:
Em 31 de dezembro de 2011, as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural atingiram 16,41 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, assim distribuídos:
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| Reserva Provada – SPE |
Volume (bilhões de boe) |
% |
| Brasil |
15,706 |
96 |
| Internacional |
0,706 |
4 |
| Total |
16,412 |
100 |
Durante 2011, foram apropriados 1,315 bilhão de boe às Reservas Provadas e produzidos 889 milhões de boe o que resultou num aumento de 0,426 bilhão de boe em relação às reservas de 2010 (15,986 bilhões de boe). O aumento das reservas Petrobras se deve à incorporação das novas áreas descobertas do Pré-Sal da Bacia de Santos e de Campos, a novas descobertas nas demais bacias brasileiras e Golfo do México, e a projetos implantados nos campos maduros nas bacias do Brasil e do exterior.
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| Composição da Reserva Provada – SPE |
Volume (bilhões de boe) |
| A) Reserva Provada em dezembro / 2010 |
15,986 |
| B) Produção Acumulada em 2011 |
(0,889) |
| C) Apropriações de Reserva Provada em 2011 |
1,315 |
| D) Variação Anual (B + C) |
0,426 |
| E) Reserva Provada em dezembro / 2011 (A + D) |
16,412 |
De acordo com o critério SPE, para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foram apropriados 1,48 barris de óleo equivalente, resultando no índice de reposição de reservas de 148%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 18,5 anos.
Segundo critério SEC:
Em 31 de dezembro de 2011 as Reserva Provadas atingiram 12,873 bilhões de boe, um aumento de 1% em relação ao ano anterior, assim distribuídos:
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| Reserva Provada – SEC |
Volume (bilhões de boe) |
% |
| Brasil |
12,256 |
95 |
| Internacional |
0,617 |
5 |
| Total |
12,873 |
100 |
Durante o ano de 2011, foi apropriado 1,014 bilhão de boe às Reservas Provadas e produzidos 889 milhões de boe o que resultou num aumento de 0,125 bilhão de boe em relação às reservas de 2010 (12,748 bilhões de boe).
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| Composição da Reserva Provada – SEC |
Volume (bilhões de boe) |
| A) Reserva Provada em dezembro / 2010 |
12,748 |
| B) Produção Acumulada em 2011 |
(0,889) |
| C) Apropriações de Reserva Provada em 2011 |
1,014 |
| D) Variação Anual (B + C) |
0,125 |
| E) Reserva Provada em dezembro /2011 (A + D) |
12,873 |
De acordo com o critério SEC, para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foi apropriado 1,14 barril de óleo equivalente, resultando no índice de reposição de reservas de 114%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 14,5 anos.
Além dos volumes acima referidos, a Petrobras possui o direito de produzir, em áreas do pré-sal, o volume de 5 bilhões de boe, adquirido em 2010 através do Contrato de Cessão Onerosa.
Segundo critério ANP/SPE:
Em 31 de dezembro de 2011 as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural nos campos sob concessão da Petrobras no Brasil, segundo o critério ANP/SPE, atingiram 15,706 bilhões de (boe), representando um aumento de 2,8% em relação a 2010.
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| Reserva Provada – SPE |
Volume |
% |
| Óleo + Condensado (bilhões de bbl) |
13,218 |
84 |
| Gás Natural (bilhões de m3) |
395,548 |
16 |
| Óleo Equivalente (bilhões de boe) |
15,706 |
100 |
Durante o ano de 2011, foram apropriados 1,242 bilhão de boe às Reservas Provadas, contra uma produção acumulada de 819 milhões de boe, conforme desdobramento mostrado a seguir:
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| Composição da Reserva Provada – SPE |
Volume (bilhões de boe) |
| A) Reserva Provada em dezembro / 2010 |
15,283 |
| B) Produção Realizada em 2011 |
(0,819) |
| C) Apropriações de Reserva Provada em 2011 |
1,242 |
| D) Variação Anual (B + C) |
0,423 |
| E) Reserva Provada em dezembro /2011 (A + D) |
15,706 |
Para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foram apropriados 1,52 barris de óleo equivalente, resultando no Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 152%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 19,2 anos.
Entre as principais apropriações em 2011, estão:
- Descoberta de Sapinhoá, pré-sal, na Unidade de Operações da Bacia de Santos – UO-BS;
- Descobertas de Tiziu e Patativa, na Unidade de Operações do Rio Grande do Norte e Ceará – UO-RNCE, e Tapiranga Norte na Unidade de Operações da Bahia – UO-BA;
- Descobertas no campo de Albacora, na Unidade de Operações da Bacia de Campos – UO-BC;
- Ações de gerenciamento de reservatórios em vários campos das UOs do E&P.
Do Pré-Sal das Bacias de Santos e Campos estão sendo apropriados 0,978 bilhão de boe de reserva provada.
Segundo o critério SEC:
Em 31 de dezembro de 2011, as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural nos campos sob concessão da Petrobras no Brasil, segundo o critério ANP/SPE, atingiram 12,256 bilhões de (boe), representando um aumento de 1% em relação a 2010.
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| Reserva Provada – critério SEC |
Volume |
% |
| Óleo + Condensado (bilhões de bbl) |
10,411 |
85 |
| Gás Natural (bilhões de m3) |
293,323 |
15 |
| Óleo Equivalente (bilhões de boe) |
12,256 |
100 |
Durante o ano de 2011, foi apropriado 0,937 bilhão de boe às Reservas Provadas, contra uma produção acumulada de 819 milhões de boe, conforme desdobramento mostrado a seguir:
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| Composição da Reserva Provada – SEC |
Volume (bilhões de boe) |
| A) Reserva Provada em dezembro / 2010 |
12,138 |
| B) Produção Acumulada em 2011 |
(0,819) |
| C) Apropriações de Reserva Provada em 2011 |
0,937 |
| D) Variação Anual (B + C) |
0,118 |
| E) Reserva Provada em dezembro /2011 (A + D) |
12,256 |
Para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foi apropriado 1,14 barril de óleo equivalente, resultando no Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 114%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 15,0 anos.
Do Pré-Sal das Bacias de Santos e Campos estão sendo apropriados 0,518 bilhão de boe de reserva provada.
As principais diferenças entre as estimativas SEC e ANP/SPE, ocorrem devido à diferença nos critérios de preço de valoração do petróleo, prazo das concessões e outros aspectos técnicos.
Segundo critério SPE:
Em 31 de dezembro de 2011 as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras no exterior, segundo o critério SPE, atingiram 0,706 bilhão de barris de óleo equivalente (boe), representando um acréscimo de 0,4% em relação a 2010.
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| Reserva Provada – SPE | Volume |
% |
| Óleo + Condensado (bilhões de bbl) |
0,471 |
67 |
| Gás Natural (bilhões de m3) |
39,807 |
33 |
| Óleo Equivalente (bilhões de boe) |
0,706 |
100 |
Durante o ano de 2011, foram apropriados 0,073 bilhão de boe às Reservas Provadas, contra uma produção acumulada de 70 milhões de boe, conforme desdobramento mostrado a seguir:
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| Composição da Reserva Provada – SPE |
Volume (bilhões de boe) |
| A) Reserva Provada em dezembro / 2010 |
0,703 |
| B) Produção Acumulada em 2011 |
(0,070) |
| C) Apropriações de Reserva Provada em 2011 |
0,073 |
| D) Variação Anual (B + C) |
0,003 |
| E) Reserva Provada em dezembro /2011 (A + D) |
0,706 |
De acordo com o critério SPE, para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foram apropriados 1,04 barris de óleo equivalente, resultando no índice de reposição de reservas de 104%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 10,0 anos.
As principais apropriações de reservas ocorreram nos projetos de Lucius e Hadrian South, ambos em águas profundas no Golfo do México, e em Agbami, Akpo e Egina, na Nigéria, devido à incorporação de volumes referentes ao pagamento de impostos (tax oil), que estão sendo realizados em moeda, para Agbami, e projetados, da mesma forma, para os demais campos.
Segundo critério SEC:
Em 31 de dezembro de 2011 as Reservas Provadas de óleo, condensado e gás natural da Petrobras no exterior, segundo o critério SEC, foram de 0,617 bilhão de boe, o que representa acréscimo de 1% em relação ao ano anterior (0,610 bilhão de boe).
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| Reserva Provada – SEC |
Volume |
% |
| Óleo + Condensado (bilhões de bbl) |
0,393 |
64 |
| Gás Natural (bilhões de m3) |
38,070 |
36 |
| Óleo Equivalente (bilhões de boe) |
0,617 |
100 |
Durante o ano de 2011, foram apropriados 0,077 bilhões de boe de Reservas Provadas, contra uma produção acumulada de 70 milhões de boe, conforme desdobramento mostrado a seguir:
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| Composição da Reserva Provada – SEC |
Volume (bilhões de boe) |
| A) Reserva Provada em dezembro / 2010 |
0,610 |
| B) Produção Acumulada em 2011 |
(0,070) |
| C) Apropriações de Reserva Provada em 2011 |
0,077 |
| D) Variação Anual (B + C) |
0,007 |
| E) Reserva Provada em dezembro /2010 (A + D) |
0,617 |
De acordo com o critério SEC, para cada barril de óleo equivalente extraído em 2011, foram apropriados 1,10 barris de óleo equivalente, resultando no índice de reposição de reservas de 110%. A relação Reserva/Produção (R/P) ficou em 8,8 anos.
Durante o ano de 2011, as principais apropriações de reservas ocorreram nos projetos de Cascade e Lucius, ambos em águas profundas no Golfo do México, e em Agbami, Akpo e Egina, na Nigéria, devido à incorporação de volumes referentes ao pagamento de impostos (tax oil), que estão sendo realizados em moeda, para Agbami, e projetados, da mesma forma, para os demais campos.
A Petrobras esclarece que as propriedades das reservas de hidrocarbonetos pertencem aos seus respectivos Estados Nacionais.
Almir Guilherme Barbassa
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://www.petrobras.com.br/ri/Show.aspx?id_materia=QxTKpLvtx3gj9ypKmp9w+A==