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Terça-feira de protestos contra os juros altos praticados no Brasil

Na cidade do Rio de Janeiro, CUT e centrais protestam nesta terça, dia 17, contra os juros altos do Banco Central

Manifestação em frente à sede do BC, na Presidente Vargas, a partir das 11 horas

Escrito por: CUT-RJ

Na próxima terça-feira, dia 17 de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará a primeira reunião de 2012 para discutir a taxa básica de juros. Apesar das últimas quedas do índice, o Brasil continua ainda com o vergonhoso título de campeão com as mais altas taxas de juros no mundo. Situação que apenas favorece os especuladores do sistema financeiro e prejudica a produção industrial, provocando uma estagnação econômica no país e, consequentemente, a quebra das empresas e as demissões dos trabalhadores.

Diante disso, a CUT e as demais centrais sindicais – CGTB, CTB, FS, NCST e UGT – junto com diversas entidades do movimento social, estão mais uma vez convocando a população par protestar contra este absurdo que só prejudica nosso país. No dia 17 de janeiro, às 11h, faremos uma manifestação em frente à sede do Banco Central no Rio (Av. Presidente Vargas, 730) para exigir a redução drástica dos juros brasileiros.

O mundo hoje passa por uma forte crise econômica internacional e o Brasil precisa tomar medidas para não importar essa crise. Nossa meta é fortalecer a luta por mais emprego e produção. Queremos jutos baixos, valorização do trabalho e desenvolvimento nacional. Um país como o nosso, com urgente necessidade de crescer e se desenvolver, não pode se dar ao luxo de transferir enormes volumes de capital na forma de renda improdutiva.

Para o Brasil crescer é necessário fortalecer a indústria de transformação e desenvolver o mercado interno, orientado por um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania nacional e aprofundamento da democracia. Portanto, a redução da taxa básica de juros aliada a uma política industrial ativa é fundamental para preservarmos postos de trabalho e continuarmos a crescer com mais emprego e renda.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br

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BC decide juro com ‘inflações’ conflitantes e PIB se recuperando

Termômetro mensal do Banco Central sobre atividade econômica revela que novembro viu a primeira alta depois de três meses. Na indústria, setor que mais sente a crise econômica global, produção voltou a subir e emprego praticamente parou de cair. Índices prévios da inflação em janeiro apontam sinais diferentes. ‘Mercado’ aposta que, quarta-feira (18), BC cortará juro de novo em meio ponto, colocando-o no governo Dilma pela primeira vez abaixo de Lula.

Da Redação

BRASÍLIA – O Banco Central (BC) decide na próxima quarta-feira (18), pela primeira em 2012, se mantém ou altera o juro básico brasileiro, tendo à mão índices recentes contraditórios sobre o rumo dos preços e dados que sinalizam uma atividade econômica em recuperação. Ao mesmo tempo, defronta-se com um “mercado” que, se prevê que o BC cortará a taxa, continua dizendo que a inflação do ano ficará acima da meta do governo, o que pressiona próprio banco.

Nesta segunda-feira (16), o BC divulgou seu termômetro mensal sobre o crescimento econômico, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), sobre novembro, e se oberva uma alta de 1,15% em relação a outubro, o primeiro resultado positivo depois de três meses de queda. O IBC-Br se propõe a ser uma espécie de prévia sobre o produto interno bruto (PIB), a soma das riquezas do país.

Em novembro do ano passado, dois dados divulgados semana passada pelo Instituto Brasileiro de Grografia e Estatística (IBGE) revelaram, no setor mais prejudicado pela crise econômica global, a indústria, a situação tinha ficado um pouco melhor no emprego – caiu 0,1%, depois de declinar duas vezes seguidas 0,4% – e na produção (alta de 0,3%, depois de duas quedas consecutivas de 0,6%).

O emprego em geral no país, segundo dado divulgado há algumas semanas pelo mesmo IBGE, tinha recuado em novembro para 5,2%, a menor taxa da história, depois de ter passado de julho a setembro estacionado em 6% e tido um pequeno recuo para 5,8% em outubro.

No caso da inflação, o resultado final de 2011, também já divulgado dias atrás pelo IBGE, revelou um índice em cima do limite máximo autoimposto pelo governo (6,5%), e em queda na passagem de novembro (0,52%) para dezembro (0,5%). O patamar mensal de 0,5%, porém, é superior ao necessário para que o governo cumpra a meta de 4,5% (teria de ficar entre 0,35% e 0,4%).

Prévias recentes sobre o comportamento da inflação em janeiro mostraram sinais opostos. O índice que melhor capta o impacto da variação do dólar, o IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, tinha desacelerado de 0,04% em dezembro para praticamente zero em janeiro (0,01%). Já o IPC da Fipe avançou de 0,61%, em dezembro, para 0,75%, e um outro IPC, este da mesma FGV aponta alta de 0,95%.

Para o “mercado” que o BC consulta toda semana sobre uma série de indicadores, a inflação de 2012 ainda estaria rodando em níveis imcompatíveis com o cumprimento da meta de 4,5%, daí que o setor aposta, segundo a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (16), em 5,3%. Apesar disso, o mesmo “mercado” acredita que o banco diminuirá a taxa em meio ponto percentual, colocando-se no governo Dilma pela primeira vez abaixo do que recebera do governo Lula.

No ano passado, em suas oito reuniões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC subiu a chamada taxa Selic cinco vezes seguida, mas em agosto, outubro e novembro, reduziu-a três vezes na magnitude que agora o “mercado” aposta que se repetirá (meio ponto percentual). A taxa hoje está em 11%.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cartamaior.com.br

 

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