Trabalhadores relatam que estão adoecendo devido à pressão para cumprir metas inatingíveis do programa próprio do banco
São Paulo – O Sindicato obteve informações sobre os números do programa de remuneração AGIR, que revelam insatisfação dos funcionários. Representantes dos trabalhadores apuraram que apenas 4 de um total de 10 regiões de agências atingiram a média dos mil pontos estabelecidos de forma unilateral pela instituição financeira. Isso se deve, de acordo com os empregados, à falta de critério do banco Itaú Unibanco ao impor metas inatingíveis.
Na região leste da capital, por exemplo, do universo de 80 agências em apenas 30 houve o pagamento do programa aos bancários. Além disso, os poucos funcionários que receberam reclamam que o banco atrasou o crédito. O último pagamento, em junho, foi referente à avaliação de abril.
De acordo com a funcionária do Itaú e dirigente sindical Márcia Basqueira há tempos que o Sindicato questiona os critérios do programa e ressalta a luta da entidade para poder interferir no debate junto ao banco para amenizar os problemas dos trabalhadores.
“Houve uma região que fez uma média de 945 pontos de um progama que estabelece 1.000 pontos. De quem é a culpa? A culpa é de um programa que estabelece metas cada vez mais inatingíveis onde os funcionários tem se desdobrado para tentar manter seu emprego, pois a argumentação em uma situação de desligamento foi o fato de não terem atingido os 1.000 pontos. Agora quando a maioria das agências não pontuam é preciso assumir que o problema esta no programa e não nas pessoas”, afirma a dirgente sindical.
A útlima novídade no programa é a Capi Liquida com crítérios que tem deixado os funcionários da área comercial muito preocupados. “Os trabalhadores querem debater esses critérios urgentemente”, completa Márcia Basqueira.
Carlos Fernandes 19/7/2012
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Queixas com mudanças no plano de saúde no Itaú
Bancários relatam uma série de problemas no atendimento após inclusão da Porto Seguro
São Paulo – Os funcionários do Itaú estão denunciando dificuldades no atendimento do plano de saúde. As mudanças aconteceram após a inclusão da Porto Seguro e o serviço não melhorou conforme prometido pelo banco.
Reclamações pontuais como a troca de profissionais da área de gastroenterologia, ortopedia, ginecologia e laboratórios de análises clínicas, além de consultas a outros especialistas, passaram também para hospitais e médicos descredenciados, diminuindo a rede referenciada.
Representantes dos trabalhadores procuraram o banco para informar sobre os problemas e foi dada como opção a troca de médico por parte dos bancários. “Os bancários não querem mudar de médico, o que eles querem é continuar o tratamento com os mesmo profissionais. O Itaú havia prometido no comunicado feito por meio do Portal Pessoas que nada seria alterado com a vinda da Porto Seguro, mas na realidade não foi isso que aconteceu”, afirma a funcionária do Itaú e dirigente sindical Valeska Pincovai.
Ainda segundo informações dos funcionários ao Sindicato, quando procuram atendimento em hospitais e clínicas são questionados se o plano é do Itaú/Porto Seguro. Se dizem que sim, logo vem a afirmação de que não há atendimento para esse plano.
“Recebi um relato de uma bancária que esperou por horas para realizar um exame e quando chegou a vez dela a atendente disse: ‘você falou que seu Plano era Itáu e não Itaú/ Porto Seguro, esse nós não estamos atendendo’”, relata Valeska Pincovai.
A representante dos trabalhadores continua em contato com a direção do banco com o objetivo de cobrar uma solução. O Sindicato orienta os bancários a continuar denunciando o problema e registrar reclamação diretamente no site www.planodesaudeitau.com.br.
Carlos Fernandes – 16/7/2012
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br