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Bancos podem pagar aumento real e PLR maior

Auxílios refeição, alimentação e creche maiores, valorização do piso também serão levados para mesa de negociação com os banqueiros da Campanha

São Paulo – Os bancários querem aumento real nos salários, PLR e auxílios refeição, alimentação e creche maiores, valorização do piso. São demandas que podem ser atendidas com tranquilidade pelo setor mais lucrativo do país. “O setor não pode se esconder atrás da crise financeira internacional. No Brasil, os bancos continuam ganhando cada vez mais”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, que negocia com a Fenaban.


Os números comprovam. Divulgados os balanços dos sete maiores bancos do país, comparando o primeiro semestre de 2012 com o de 2011, os ativos cresceram em média 15,56%, as operações de crédito subiram 18,63%, o patrimônio líquido aumentou 12,65%.

O lucro líquido (o valor que resta depois que o banco paga todas as suas contas) também cresceu 1,13%, mas esse número é na realidade bem maior já que este ano os bancos usaram o truque de aumentar seus PDDs (provisionamentos para devedores duvidosos) em média 31%, mesmo diante da inadimplência em queda.

A presidenta do Sindicato, ressalta: o setor continua em franco crescimento e pode valorizar muito mais seus funcionários. “Os bancos devem muito aos bancários e à sociedade brasileira. Que setor cresce cerca de 25% ao ano? Isso equivale a dizer que um banco é capaz de comprar outro, do mesmo tamanho, em apenas quatro anos. E isso acontece há mais de uma década. Os bancos ganham demais e têm de dividir melhor esses resultados, pagando melhores salários, PLR e tíquetes maiores, contratando mais bancários para melhorar as condições de trabalho e de atendimento à população. É isso que vamos cobrar na rodada de negociação desta semana”, completa Juvandia.

Redação – 20/8/2012

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Bancos têm dinheiro para atender reivindicações

Lucros dos principais bancos do Brasil apenas no primeiro semestre de 2012 bate os R$ 25,8 bilhões

São Paulo – Chega a R$ 25,8 bilhões o lucro líquido somado das sete maiores instituições financeiras que operam no país – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Caixa Federal, HSBC e Safra – apenas para os primeiros seis meses deste ano.

“O número, bastante alto e que representa uma das maiores rentabilidades do país, poderia ser bem maior, caso não houvesse a elevação média de 30% no provisionamento desses bancos para as despesas com devedores duvidosos. Ou seja, o setor tem recursos de sobra para atender às reivindicações sociais e econômicas que apresentamos. Eles também têm de criar mais empregos e cessar a rotatividade, para melhorar as condições de trabalho nas agências e concentrações”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

As negociações da Campanha Nacional 2012 debatem as demandas dos trabalhadores para segurança bancária, igualdade de oportunidades e remuneração. As rodadas entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação nacional dos bancos (Fenaban) começaram na terça 21, com debates de segurança e igualdade de oportunidades, e continuam na quarta 22, com remuneração.

> Bancários propõem projeto piloto de segurança
> Sem avanço na igualdade de oportunidade

“Vamos voltar à mesa de negociação apontando aos bancos que precisam investir muito mais em segurança em nome da vida de clientes e funcionários. Que têm de reduzir as desigualdades entre homens e mulheres, principalmente de salários e nas condições de ascensão profissional. E que podem pagar aumento real nos salários, PLR e tíquetes maiores, valorizando os funcionários responsáveis por esses excelentes resultados”, completa Juvandia.

> Saiba mais detalhes da Campanha Nacional 2012

Saúde – Na rodada anterior, os debates foram suspensos em função do falecimento do ex-diretor do Sindicato, Manoel Castaño Blanco, o Manolo, casado com Deborah Regina Rocco Castaño Blanco, assessora jurídica da Contraf-CUT para os trabalhadores na mesa de negociação.

Antes da interrupção, haviam sido concluídas as discussões sobre saúde, que resultaram em alguns avanços como os afastados terão os salários garantidos enquanto aguardam perícia do INSS.

> Avanços na mesa de saúde da Campanha

Contramão – A primeira rodada, realizada no último dia 7, debateu emprego. O Sindicato reivindicou o fim da rotatividade e a criação de novos postos para melhorar as condições de trabalho, mas os representantes dos bancos afirmaram que o bancário não se preocupa com essa questão. Para protestar e alertar a sociedade sobre o problema e a necessidade de os bancos criarem novos postos de trabalho, foi realizado Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego na segunda 13.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) comprovam a preocupação da categoria. As instituições de crédito, seguro e capitalização fecharam 44 postos de trabalho em julho, variação negativa de 0,01% em relação ao número de empregos gerados em junho pelos bancos. A perda desses postos representa a contribuição negativa do setor financeiro (-0,031%) para o total de empregos formais gerados no país: 142.496 novas vagas em julho, um crescimento de 0,37% em relação ao mês anterior.

Redação – 20/8/2012
(Atualizado às 20h08 de 21/8/2012)

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