O dólar comercial ficou perto de romper o piso de R$ 3,00 no final da manhã desta quinta-feira, com o avanço na reforma da Previdência e a melhora dos títulos brasileiros no exterior.
A moeda americana chegou a ser negociada pela cotação mínima de R$ 3,00, uma queda de 1,73% (dados de 12h35). Se conseguir ficar abaixo desse patamar, será a primeira vez no mês de agosto.
A forte queda das cotações reflete a valorização do C-Bond, que ganha 1,41%, a US$ 0,85, acima dos US$ 0,83 de ontem. Esse movimento sugere uma recuperação. Neste ano, o melhor patamar do C-Bond foi ficar acima de US$ 0,90. O risco Brasil cai 3,61%, aos 854 pontos. Já a Bovespa sobe 2,31%, aos 13.185 pontos.
Segundo operadores, a decisão da Câmara, nesta madrugada, de manter a taxação dos servidores inativos e pensionistas no texto da reforma da Previdência, agradou o mercado. Esse era um dos principais pontos da reforma.
Ajudou a melhorar ainda o humor do investidor a decisão do banco holandês ABN Amro de manter a recomendação para os títulos brasileiro em “overweight” (peso acima da média do mercado). Isso significa que a instituição acredita que os papéis podem voltar a apresentar bons rendimentos nos próximos meses.
Na segunda-feira, o o banco alemão Dresdner Kleinwort Wasserstein (DKW) já havia mantido a recomendação “overweight” (peso acima da média) para os títulos da dívida brasileira, justificando que os mercados continuarão premiando os “fundamentos sólidos” da política econômica do governo.
A posição desses dois bancos contraria a decisão do banco americano Merrill Lynch, que rebaixou a “nota” do Brasil para “marketweight” (na média), o que foi usado como pretexto por alguns operadores para justificar a alta de 2,22% do dólar na última segunda-feira.
SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
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Por Mhais• 7 de agosto de 2003• 16:21• Sem categoria
ABN MANTÉM NOTA DO BRASIL E DÓLAR FICA PERTO DE ROMPER PISO DE R$ 3,00
O dólar comercial ficou perto de romper o piso de R$ 3,00 no final da manhã desta quinta-feira, com o avanço na reforma da Previdência e a melhora dos títulos brasileiros no exterior.
A moeda americana chegou a ser negociada pela cotação mínima de R$ 3,00, uma queda de 1,73% (dados de 12h35). Se conseguir ficar abaixo desse patamar, será a primeira vez no mês de agosto.
A forte queda das cotações reflete a valorização do C-Bond, que ganha 1,41%, a US$ 0,85, acima dos US$ 0,83 de ontem. Esse movimento sugere uma recuperação. Neste ano, o melhor patamar do C-Bond foi ficar acima de US$ 0,90. O risco Brasil cai 3,61%, aos 854 pontos. Já a Bovespa sobe 2,31%, aos 13.185 pontos.
Segundo operadores, a decisão da Câmara, nesta madrugada, de manter a taxação dos servidores inativos e pensionistas no texto da reforma da Previdência, agradou o mercado. Esse era um dos principais pontos da reforma.
Ajudou a melhorar ainda o humor do investidor a decisão do banco holandês ABN Amro de manter a recomendação para os títulos brasileiro em “overweight” (peso acima da média do mercado). Isso significa que a instituição acredita que os papéis podem voltar a apresentar bons rendimentos nos próximos meses.
Na segunda-feira, o o banco alemão Dresdner Kleinwort Wasserstein (DKW) já havia mantido a recomendação “overweight” (peso acima da média) para os títulos da dívida brasileira, justificando que os mercados continuarão premiando os “fundamentos sólidos” da política econômica do governo.
A posição desses dois bancos contraria a decisão do banco americano Merrill Lynch, que rebaixou a “nota” do Brasil para “marketweight” (na média), o que foi usado como pretexto por alguns operadores para justificar a alta de 2,22% do dólar na última segunda-feira.
SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
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