Enquanto aguardam por reabertura das negociações, os trabalhadores bancários paranaenses continuam aderindo ao movimento grevista.
No décimo quinto dia de greve, 848 agências bancárias nas bases dos sindicatos da FETEC-CUT-PR estão fechadas, além dos centros administrativos. Estima que mais de 20,5 mil bancários cutistas estejam de braços cruzados. Além disso, outras 354 agências da base da FEEB-PR também foram fechadas, o que totaliza 1.202 locais paralisados no Paraná.
A greve por tempo indeterminado deve seguir pelos próximos dias, uma vez que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não convocou nova rodada de negociações. No país, no entanto, balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT) mostrou que o número de agências fechadas em 02/10, aumentou para 11.156.
“Conforme as estatísticas comprovam dia após dia, a mobilização dos bancários só tem aumentado. Agora, mais do que nunca, é o momento da categoria se unir, não vamos desistir de lutar pelos nossos direitos” afirma Elias H. Jordão representante do Paraná no comando Nacional dos bancários e presidente da FETEC-CUT-PR.
“Mais uma vez os bancários da região do Pactu estão mobilizados e dispostos a lutar pelos seus direitos. Continuamos determinados a manter a greve pelo tempo que for necessário. O que os banqueiros estão fazendo é um desrespeitos com os trabalhadores e com a sociedade”, garante Nivalda Sguissardi Roy, presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão.
“Se os banqueiros (Fenaban) não sentarem para negociar com o Comando Nacional, nossa greve vai passar para a história com a maior já realizada na Região”, avalia Divonzir Lemos Carneiro, presidente do Sindicato de Cornélio Procópio.
Acompanhe o número de trabalhadores, agências e municípios que aderiram à paralisação nas regionais dos sindicatos da base da FETEC-CUT-PR, que representa cerca 24.6 mil bancários no Paraná.
Apucarana – são 41 agências fechadas, com adesão à greve de 507 trabalhadores, 81% da base. Os municípios que estão em greve são: Apucarana, Arapongas, Califórnia, Cambira, Ivaiporã, Jandaia do Sul, Jardim Alegre, Marilândia do Sul, Borrazópolis, Faxinal, Mauá da Serra.
Arapoti – são 38 agências fechadas, com adesão à greve de 296 trabalhadores, 88% da base. Municípios que aderiram à greve: Arapoti, Carlópolis, Figueira, Ibaiti, Jaguariaíva, Joaquim Távora, Quatiquá, Sengés, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Brás.
Campo Mourão – são 35 agências fechadas, com adesão à greve de 275 trabalhadores, 70% da base. Municípios em greve: Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campo Mourão, Engenheiro Beltrão, Iretama, Janiópolis, Juranda, Mamboré, Peabiru e Roncador.
Cornélio Procópio – são 39 agências fechadas, com adesão à greve de 452 trabalhadores, 97% da base. Municípios que tem agências fechadas greve: Abatiá, Andirá, Bandeirantes, Cambará, Cornélio Procópio, Itambaraca, Jacarezinho, Ribeirão do Pinhal, Santa Mariana, Santo Antonio da Platina e Sertaneja.
Curitiba – são 399 agências e mais os centros administrativos fechados, com adesão à greve de 15,1 mil trabalhadores.
Guarapuava – são 44 agências fechadas, com adesão à greve de 500 trabalhadores, 78% da base. Municípios que tem agências fechadas: Entre Rios, Goioxim, Guarapuava, Manoel Ribas, Nova Tebas, Pinhão, Pitanga, Prudentópolis, Turvo e Boa Ventura do São Roque.
Londrina – são 109 agências fechadas, com adesão à greve de 2.065 trabalhadores, 86% da base. Municípios em greve Assaí, Bela Vista do Paraíso, Cambé Ibiporã, Jaguapitã, Londrina, Porecatu Rolândia, Sertanópolis, Tamarana e Santo Amaro.
Paranavaí – são 50 agências fechadas, com adesão à greve de 400 trabalhadores, 74 % da base, municípios em greve Paranavaí, Alto Paraná, Paraiso do Norte, Nova Esperança, Paranacity, Colorado, Nova Londrina, Terra Rica, Diamante do Norte, Porto Rico, Santa Cruz do Monte Castelo,, Querência do Norte, Santa Isabel do Ivaí, e Loanda.
Toledo – são 30 agências fechadas, com adesão à greve de 375 trabalhadores, 80% da base. Municípios em greve Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Palotina, Nova Santa Rosa, Toledo, Maripá, Pato Bragado e Quatro Pontes.
Umuarama e Assis Chateaubriand – são 63 agências fechadas, com adesão à greve de 609 trabalhadores, 94% da base. Municípios que tem agências fechadas: Altônia, Alto Piquiri, Assis Chateaubriand, Cruzeiro do Oeste, Douradina, Formosa do Oeste, Guaíra, Icaraíma, Iporã, Ivaté, Jesuítas, Mariluz, Moreira Sales, Nova Aurora, Pérola, Terra Roxa, Tupãssi e Umuarama,
FETEC-CUT-PR
=====================================
Greve em Curitiba e região já é a maior em 10 anos

Nesta quinta-feira, 03 de outubro, a Greve Nacional dos Bancários chegou ao décimo quinto dia. Em Curitiba e região, o movimento alcançou adesão superior às paralisações dos últimos 10 anos, fechando 399 agências bancárias (sendo 305 somente na capital paranaense) e outros 14 Centros Administrativos (total, parcial ou por adesão) – do Banco do Brasil, Caixa Econômica, HSBC, Bradesco e Santander. Nos bancos públicos, a paralisação se mantém forte e até mesmo departamentos administrativos, localizados em prédios comerciais e shoppings, estão parados. Apesar do interdito proibitório, os bancários do HSBC também tem feito greve por adesão, ignorando a pressão do banco inglês e as ameaças constantes. Mais de 15,1 mil bancários estão de braços cruzados em Curitiba e região.
#vempraluta – Na base do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, existem 532 agências e 18,1 mil bancários. O total de agências fechadas em 2013 já chega a 75% e a percentagem de trabalhadores parados já passa dos 80%. Nesta quinta (03), a partir das 14h, o Comando Nacional dos Bancários se reúne em São Paulo para avaliar a mobilização e traçar novas estratégias, diante do silêncio persistente da Fenaban. Em Curitiba, os bancários se reúnem para uma assembleia informativa a partir das 17h, no Espaço Cultural.
Comando nacional se reúne em São Paulo.
Bancários de Curitiba e região realizam assembleia informativa.
Por: Renata Ortega
SEEB Curitiba
======================
Bancários ampliam greve para forçar os bancos a retomarem negociações
Agência do Itaú, no 14º dia. Greve no país cresceu 81,5%
O Comando Nacional dos Bancários se reúne em São Paulo nesta quinta-feira, 15º dia da greve, para avaliar a segunda semana de paralisação e tomar medidas visando ampliar o movimento e assim forçar os bancos a apresentarem uma nova proposta que contemple aumento real, valorização do piso, PLR melhor, proteção do emprego, condições de trabalho mais dignas, segurança e igualdade de oportunidades. Como acontece desde o início do movimento no dia 19 de setembro, a greve cresceu nesta quarta 2, fechando 11.156 agências e centros administrativos em todos os estados da federação.
“Vamos fazer uma nova avaliação da greve, que já é a maior realizada pela categoria bancária pelo menos nos últimos 20 anos, e discutir formas de fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações. Como o Comando estará em São Paulo, é mais uma oportunidade para a Fenaban retomar o processo de negociações e apresentar uma nova proposta aos bancários”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
A única proposta feita pelos bancos até agora foi no dia 5 de setembro, há quase um mês. Rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país no dia 12, a proposta de 6,1% apenas repõe a inflação do período pelo INPC e ignora as demais reivindicações econômicas e sociais.
A greve foi deflagrada no dia 19, quando os bancários fecharam 6.145 agências e centros administrativos em todo o país. O movimento vem se ampliando dia após dia, atingindo 11.156 dependências nesta quarta-feira 2, o 14º dia de paralisação – um crescimento de 81,5% nesse período.
“Sabemos que os banqueiros só entendem essa linguagem. Por isso vamos reforçar ainda mais o movimento para quebrar a intransigência da Fenaban e arrancar uma proposta decente com conquistas econômicas e sociais para a categoria, bem como garantir avanços nas negociações das pautas de reivindicações específicas com os bancos públicos”, salienta Carlos Cordeiro.
O Comando Nacional representa um total de 143 sindicatos e 10 federações de todo país, totalizando mais de 95% dos bancários de todo Brasil. Além das entidades integrantes, participam como convidados os coordenadores das comissões de empresas dos trabalhadores dos bancos públicos federais.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: Contraf-CUT