A Fenaban acaba de chamar o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, para uma nova rodada de negociação da Campanha 2013, a ser realizada ainda nesta sexta-feira 4, às 15h, em São Paulo. A reabertura do processo de negociação acontece no 16º dia da greve nacional da categoria, que vem crescendo a cada dia e já havia paralisado 11.406 agências e centros administrativos nesta quinta-feira 3.
“A retomada das negociações é consequência da luta dos bancários, que estão fazendo a maior greve da categoria dos últimos 20 anos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. “A expectativa dos trabalhadores é que os bancos abandonem a intransigência e apresentem uma nova proposta que contemple as reivindicações de aumento real, valorização do piso, PLR melhor, proteção ao emprego, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades.”
Após a reunião para avaliar as duas primeiras semanas de greve, realizada em São Paulo nesta quinta-feira, o Comando Nacional decidiu permanecer na capital paulista e enviou ofício à Fenaban colocando-se “à disposição para retomar as negociações para a apresentação de uma proposta decente dos bancos, que atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários”.
As negociações estão interrompidas há um mês. A única proposta apresentada pelos bancos até agora foi no dia 5 de setembro, estabelecendo reajuste de 6,1%, que apenas repõe a inflação do período pelo INPC e ignora as demais reivindicações econômicas e sociais. A proposta foi rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país no dia 12.
A greve foi deflagrada no dia 19 de setembro, quando os bancários fecharam 6.145 agências e centros administrativos em todo o país. O movimento vem se ampliando dia após dia, atingindo 11.406 dependências nesta quinta-feira 3, o 15º dia de paralisação – um crescimento de 85,6% nesse período.
O Comando Nacional representa 143 sindicatos e 10 federações de todo país, totalizando mais de 95% dos bancários de todo Brasil. Além das entidades integrantes, participam como convidados os coordenadores das comissões de empresas dos trabalhadores dos bancos públicos federais.
As principais reivindicações dos bancários
> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: Contraf-CUT
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Curitiba e região tem 324 agências fechadas

Nesta sexta-feira, 04 de outubro, 16° dia de greve nacional dos bancários, em Curitiba e região estão fechadas 324 agências, sendo 230 na capital e 94 na região metropolitana. Também estão em greve total ou parcial os bancários dos centros administrativos dos bancos.
As agências fechadas em Curitiba são do Banco do Brasil, Caixa, Santander e Bradesco. Itaú e HSBC estão com as agências abertas devido a interditos proibitórios concedidos aos bancos. Cerca de 14,1 mil bancários permanecem de braços cruzados.
A próxima assembleia de avaliação e fortalecimento da greve será na próxima segunda-feira, 07 de outubro, às 17 horas, no Espaço Cultural.
No início da tarde desta sexta-feira, o Comando Nacional foi informado da retomada das negociações com a Fenaban ainda hoje, 04 de outubro, às 15h.
Os bancários reividicam reajuste salarial e de benefícios com aumento real, mais contratações para diminuir as filas nos bancos e melhorar o atendimento aos clientes, o fim das metas abusivas, PLR, valorização do piso salarial, inclusão bancária, fim das terceirizações, entre outros. Confira aqui a íntegra da minuta de reivindicações.
Atualizada às 13h00
Por: Paula Padilha
SEEB Curitiba
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Cresce adesão à greve no CSA do Banco do Brasil

Cada dia que passa a Greve Nacional dos Bancários ganha mais força. Em resposta ao silêncio insistente dos banqueiros e à vergonhosa repressão que a direção do Banco do Brasil vem promovendo, especialmente em Curitiba e região, nesta sexta-feira, 04 de outubro, a adesão à mobilização é grande no Centro de Suporte de Atacado (CSA) do BB, localizado em um prédio comercial da Rua Emiliano Perneta. O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região vem realizando visitas diárias a este local de trabalho e a resposta dos funcionários tem sido uma forte mobilização.
Justiça determina que BB não pode constranger o direito de greve.
SEEB Curitiba