Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff ressaltou hoje (25) o avanço do Programa Mais Médicos, que, em abril do próximo ano, deverá atender a cerca de 46 milhões de brasileiros.
Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na qual anunciou repasse de R$ 5,4 bilhões ao governo paulista para o PAC da Mobilidade Urbana, a presidenta disse que, até o fim deste mês, deverão estar aptos para trabalhar 3,8 mil profissionais selecionados para o Mais Médicos. Até o fim do ano, ela estima que 7,5 mil médicos estarão em ação no programa, o que representa metade da meta prevista até o início do segundo trimestre de 2014.
Dilma definiu o programa como uma iniciativa que “leva o médico até onde não tem [médico], como a periferia das grandes cidades brasileiras e o interior do país, as cidades do Norte e do Nordeste, a fronteira e também as cidades médias”. Para ela, este é um processo que está andando adequadamente.
Após a presidenta ter sancionado, nesta semana, a Lei do Mais Médicos, a emissão dos registros para os médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior passou a ser atribuição do Ministério da Saúde, e não mais dos conselhos regionais de Medicina (CRMs).
Edição: Nádia Franco//Matéria alterada às 19h08 para correção de informação no último parágrafo: a Lei do Mais Médicos foi sancionada nesta semana, e não na última semana
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil
Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-25/dilma-programa-mais-medicos-atendera-quase-50-milhoes-de-brasileiros-ate-abril-do-ano-que-vem
===================================
Em ‘nome do povo’, Dilma pede desculpas a médicos estrangeiros hostilizados no país
Presidenta sanciona lei que institui o Mais Médicos e diz que principal objetivo é combater as desigualdades na saúde. Padilha afirma que ‘corredor polonês’ contra cubano não representa povo
São Paulo – Na cerimônia de sanção da lei que institui o Programa Mais Médicos, a presidenta Dilma Rousseff abriu seu discurso pedindo desculpas ao médico cubano Juan Delgado, um dos profissionais estrangeiros hostilizados por médicos brasileiros em Fortaleza (CE), ao desembarcarem no aeroporto. Na ocasião, eles foram vaiados e xingados de “escravos”.
“Quero cumprimentar Juan, não apenas pelo fato de ter sofrido um imenso constrangimento, sobre o que do ponto de vista pessoal, do governo, e do povo brasileiro, peço desculpas a ele. Mas também pelo fato de nós estarmos aqui hoje, e queria cumprimentar cada um dos médicos aqui presentes, eles representam muito bem a grande nação latino-americana”, afirmou Dilma.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao se referir a Juan em seu discurso, disse que “aquele corredor polonês da xenofobia em Fortaleza não representa o espírito do povo brasileiro e a maioria dos médicos brasileiros que representam o Sistema Único de Saúde, o SUS.”
Para a presidenta, o Mais Médicos representa o enfrentamento de uma resistente desigualdade no acesso à saúde. “Sabemos que devemos atender a todos os brasileiros, mas sobretudo os mais pobres e fragilizados, e sabemos como é entranhada e resistente a desigualdade no acesso ao serviço de saúde no país. Queremos atacá-la com energia e absoluta prioridade.”
Além disso, o programa também seria uma forma de valorizar e priorizar o SUS no atendimento à população. “Não se trata apenas de atender a questão da desigualdade, mas também estruturar a conquista que é o SUS, que é algo que conquistamos justamente como conquistamos a democracia, e não foi de graça que ocorreu. Queremos dar importância ao SUS, com maior força e sustentação”, disse.
O Sistema Único de Saúde nasceu com a Constituição Federal de 1988, formulada e aprovada após a redemocratização do país, sob ditadura entre 1964 e 1985. Até então, a Constituição vigente datava de 1967, fruto do regime de exceção.
O governo afirma que já há 1.300 médicos, formados aqui e no exterior, trabalhando nos municípios inscritos no Mais Médicos. Até o final do ano, a estimativa é que 3.500 médicos estejam atuando, atendendo a cerca de 12 milhões de pessoas.
Notícia colhida no sítio http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2013/10/mais-medicos-dilma-se-desculpa-201cem-nome-do-pais201d-a-medicos-cubanos-3892.html
===================================
Profissionais do Mais Médicos fazem teste que encerra período de capacitação
Os médicos estrangeiros ocuparão apenas as vagas não preenchidas por brasileiros, que têm prioridadeBrasília – Aproximadamente 2 mil médicos com diploma estrangeiro, entre eles 180 cubanos, que participam do Programa Mais Médicos fazem, até o fim da tarde desta sexta-feira (25), o teste que encerra o período de capacitação e avaliação a que são submetidos antes de iniciar o trabalho. Os profissionais, divididos em grupos, fazem o exame de português e os testes práticos, como o que avalia o desempenho durante a simulação de uma consulta a um paciente.
Ao longo das últimas três semanas, eles tiveram aulas de português e de saúde pública, com ênfase no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS). As provas estão sendo aplicadas em quatro capitais – Brasília (DF), Fortaleza (CE), Vitória (ES) e Belo Horizonte (BH) – e o resultado será divulgado no fim da tarde de hoje pelo Ministério da Saúde.
Os deslocamentos dos profissionais aprovados começam amanhã (26) e devem se estender até terça-feira (29). Segundo o ministro da pasta, Alexandre Padilha, que vai recepcionar um grupo de aprovados em Goiânia (GO) na manhã deste sábado, antes de começar o trabalho os médicos vão passar uma semana na capital do estado onde atuarão, para ambientação. Também existe previsão de recepção de aprovados no Rio de Janeiro e em São Paulo.
A avaliação feita hoje (25) é a segunda promovida pelo Ministério da Saúde para médicos com diploma obtido no exterior participantes do programa. Como definido desde o lançamento do Mais Médicos, eles ocuparão apenas as vagas remanescentes, não preenchidas por brasileiros, que têm prioridade.
A primeira etapa do programa foi encerrada em 13 de setembro, também com a aplicação de uma prova após três semanas de capacitação. Na ocasião, 682 profissionais, entre os quais 400 cubanos, fizeram a avaliação. Um deles foi reprovado e, consequentemente, desligado do programa. Onze tiveram baixo desempenho e precisaram passar por um curso de recuperação para aprimorar o conhecimento do idioma. Segundo o Ministério da Saúde, todos fizeram nova avaliação, foram aprovados e já estão nos municípios designados.
Segundo a pasta, o Mais Médicos conta com 1.232 profissionais em atividade nos municípios, sendo 748 brasileiros e 484 profissionais com diploma estrangeiro que, até então, atuavam por meio de registro provisório emitido pelos conselhos regionais de Medicina. Esta semana, a competência para emitir os registros dos profissionais intercambistas foi transferida para o Ministério da Saúde após sanção, na terça-feira (23), da Lei do Mais Médicos, pela presidenta Dilma Rousseff.
A responsabilidade pela fiscalização da atuação dos profissionais foi mantida a cargo dos conselhos. De acordo com a pasta, os médicos contemplados receberão uma declaração provisória até que a cédula de identidade médica fique pronta, em um prazo aproximado de 30 dias. A cédula está sendo produzida pela Casa da Moeda.
Ontem (24), o Ministério da Saúde divulgou a primeira relação de profissionais que tiveram o registro emitido pela pasta. Ao todo, foram 656 médicos, incluindo 180 estrangeiros que ainda estavam impedidos de trabalhar por não ter o documento. Hoje, uma nova lista foi divulgada, com mais 24 profissionais. O registro autoriza o exercício da medicina, por três anos, exclusivamente no âmbito do programa.
Lançado em 8 de julho pelo governo federal, por medida provisória, o Mais Médicos faz parte de um pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e em unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país. Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo do Ministério da Saúde. Os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos selecionados.
Notícia colhida no sítio http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2013/10/profissionais-do-mais-medicos-fazem-teste-que-encerra-periodo-de-capacitacao-5685.html