Três professores – Venício Lima, Aloysio Castelo de Carvalho e Bernardo Kucinski – e o representante da Telesur no Brasil, Beto Almeida, analisam o tema
21/02/2014
Por Maria do Rosário Caetano
De São Paulo (SP)
Por que segmentos progressistas da população brasileira, em especial os movimentos sociais organizados, jamais conseguiram implantar um jornal diário e alternativo no país? Por que repórteres, de forma cooperativada, também não conseguiram lançar um “jornal de jornalistas”, nos moldes do italiano Il Manifesto ou do francês Le Monde? Mesmo a imprensa partidária brasileira tem história modesta. Nada vicejou por aqui que lembre veículos de prestígio como o L´Humanitè francês ou o L’Unità, da Itália.
Há quem entenda que Última Hora, diário criado por de Samuel Wainer, durante o segundo governo Vargas (1951-1954), com financiamento do Banco do Brasil e participação de alguns empresários (Francisco Matarazzo, Euvaldo Lódi, Ricardo Jaffet, Francisco Peixoto Gomide e Walter Moreira Salles) constituiu instigante e renovadora experiência alternativa ao jornalismo mantido por grandes grupos empresariais. Muitos deles, proprietários, além de jornais impressos, de emissoras de TV, rádio e editoras de livros.
Samuel Wainer (1912-1980) assegura, na página 180 de seu livro de memórias, Minha Razão de Viver, que Última Hora foi o exemplo de “uma imprensa genuinamente popular”. Quando o jornal contava dois anos de existência, ele registrou em uma de suas páginas: “Eis-nos na posse de plena vitalidade criadora. Melhor do que qualquer outro argumento, atestam-no a nossa circulação e publicidade. E estamos apenas no começo. Reivindicamos para nós o dever de criar no Brasil a primeira grande imprensa popular, os primeiros grandes jornais de massas, isentos de pressão de grupos econômicos, nacionais e estrangeiros, vivendo exclusivamente do apoio de seus leitores e anunciantes, podendo sem receios nem hesitações erguer cada vez mais alto a bandeira, cuja legenda constitui a nossa própria razão de ser: emancipação econômica, liberdade política, justiça social para o povo brasileiro”.
No terceiro ano de existência de Última Hora, Samuel Wainer reafirmou o papel do veículo do qual era proprietário e editor: “Iniciamos no Brasil o ciclo da imprensa popular e nacional”. Aloysio Castelo de Carvalho, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor de dois livros sobre a imprensa brasileira – O Caso Última Hora e o Cerco da Imprensa ao Governo Vargas e A Rede da Democracia – O Globo, O Jornal e o Jornal do Brasil na Queda do Governo Goulart (1961-1964) – reavalia os propósitos anunciados por Samuel Wainer:
“O Última Hora era um jornal que atingia sobretudo os setores médios, progressistas, de esquerda. Jamais foi um jornal que atingisse os setores populares, ou seja, os trabalhadores da cidade, o proletariado, embora o jornal falasse em seu nome, procurando representar e dar voz a esses setores. Há uma enorme diferença entre falar em nome dos interesses nacionais e populares, ou seja, defender um projeto de Nação que inclua os setores populares e atingir em termos de vendas o público popular, os trabalhadores. Se hoje fosse criado um jornal alternativo, de esquerda, a situação se repetiria. O jornal atingiria, sobretudo, as camadas altas e médias. Talvez pudéssemos observar alguns trabalhadores qualificados lendo o jornal”.
Em 1964, com o triunfo do golpe militar, Última Hora, que teve edições no Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, entre outros estados, conheceu momentos difíceis.
Seu proprietário e editor exilou-se na Europa. Voltou ao Brasil alguns anos depois, mas não havia mais clima para jornal que assumisse posições ligadas ao ideário da esquerda nacionalista.
Era digital
Se a experiência de Última Hora foi possível no tempo do jornal impresso, que apresentava o complexo e dispendioso desafio da distribuição física – num Brasil de dimensões continentais – um diário semelhante ao de Samuel Wainer seria viável em tempos de suporte digital? Afinal, não há mais necessidade de parque gráfico, nem de grandes quantidades de papel, nem de caminhões para entrega de exemplares às bancas e aos assinantes.
Venício A. de Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), especialista em mídia e autor de livros como Comunicação e Cultura: As Ideias de Paulo Freire e A Mídia nas Eleições de 2006, destaca que, na verdade, setores importantes da esquerda brasileira, inclusive partidos políticos, sempre trabalharam com a hipótese de “conquistar” o apoio da mídia privada comercial, ao invés de pensar em patrocinar seu próprio veículo. Ele entende que prioritário seria o apoio estatal à mídia pública – caso da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que engloba TV, rádios e agência de notícia – de forma que ela pudesse se constituir numa alternativa de qualidade. Algo semelhante ao que faz a BBC, na Inglaterra.
O professor, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estudos de doutorado e pós-doutorado nos EUA, qualifica de “complexa e difícil” qualquer comparação com a experiência do diário Última Hora, já que os tempos são outros. Tempos em que “os jornais impressos, que ainda sobrevivem, estão migrando para a internet. A nova geração – nossos filhos e netos – não ‘consome’ mais mídia impressa. A questão é nova e as respostas, necessariamente, têm que ser pensadas neste novo contexto”.
O cientista político e professor da USP Bernardo Kucinski, autor do livro Jornalistas e Revolucionários – Nos Tempos da Imprensa Alternativa, define Última Hora como “um jornal de linha política popular e antioligárquica, nisto diferindo e se contrapondo à mídia convencional oligárquica e antipopular”. Mas pondera que Última Hora “nunca foi um jornal alternativo”, pois “era produzido por uma grande empresa”.
Beto Almeida, da junta diretora da TeleSur – emissora de TV, bancada pelo governo da Venezuela em parceria com outros países da América Latina – , é um entusiasta da experiência histórica do jornal Última Hora e defensor apaixonado da possibilidade de criação de um jornal diário, de esquerda. “Penso nisto todos os dias”, confessa. “E acredito na viabilidade de uma Cooperativa Nacional de Jornalistas. Temos mais de 100 mil jornalistas atuando no Brasil: será que não reuniríamos mil deles para este projeto?”
Viabilidade de um diário
O diretor da TeleSur-Brasil tem idéias claras sobre a estruturação do suporte financeiro capaz de viabilizar o diário alternativo e de esquerda. “Montaremos uma cooperativa nacional de jornalistas e apoiadores, com cotas pertencentes a mil jornalistas, além de escritores, ilustradores, pensadores e intelectuais de todas as formações. Luiz Inácio Lula da Silva será o presidente de honra do novo veículo. Que empresário progressista se negaria a atender a uma solicitação do ex-presidente da República para que contássemos, durante seis meses, com anúncios frequentes na fase inicial do jornal?”
Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), Beto Almeida lembra que “a criação de um jornal popular foi aprovada em vários congressos do PT, mas nunca implementada”. E que esta questão “perturba o equilíbrio interno do partido, no qual há muita gente interessada apenas em assegurar e manter posições de mando, seja nos estados, no Congresso Nacional ou nas prefeituras”.
Para ele, “um jornal estimula a fruição intelectual e política dos quadros partidários, promove um terremoto, bota a direção para mexer-se, ganhar ritmo”. Isto, porém – lamenta – “contraria muita gente, mas constitui necessidade histórica do Brasil e de seu povo, vai além de uma bandeira partidária”.
No projeto que acalenta a cada dia, Beto Almeida vê “um diário que não seja apenas um jornal petista, mas sim um veículo de todas as forças que apóiam o processo de mudanças iniciado com o governo Lula”.
“Na Argentina, na Venezuela, na Bolívia e no Equador” – defende – “ já foram criados jornais públicos e jornais populares, alguns diretamente estatais , outros com o apoio das forças que sustentam o governo, mas pertencentes a entidades criadas para este fi m, lançar um jornal”. E constata: “Para uma democratização das mídias eletrônicas, necessitamos de mudanças constitucionais e de maioria parlamentar. O que é muito difícil”.
Já “no caso de um jornal impresso popular, diário, de massas, tudo depende apenas de nós. Claro que, hoje, este jornal seria também digital, online, com recursos de multimídia”.
Dores do povo
Na compreensão do jornalista da TeleSur-Brasil, “um jornal popular é um veículo que assuma as dores do povo de maneira respeitosa, questionadora, informativa e transformadora”. Cita verso de Chico Buarque, em Gota D´Agua: A dor da gente não sai no jornal . “O povo está em luta, mas isto não aparece no jornal. O povo cria, e isto, apenas eventualmente sai no jornal. Há um amplo apoio popular ao programa Mais Médicos e isso permitiria fazer reportagens criativas sobre como o povão está reagindo ao programa em cada município. Onde estão estas reportagens?”.
Beto sabe que o Le Monde francês, que nasceu como um jornal de jornalistas, já não é mais propriedade de sua Redação. “Sim, eu sei que o Le Monde está, hoje, sob controle majoritário de um banco”. Mesmo assim, não perde as esperanças, nem o humor: “por que os programas sociais podem distribuir camisinha, dentadura, farinha, macarrão e não podem também distribuir jornal?
Na França, a Previdência Social tem um jornal distribuído gratuitamente a todos os segurados. E a publicação não aborda apenas temas ligados à seguridade social. Trata-se de um jornal com informação sobre política, economia, cultura, cinema, esportes, saúde etc”.
O professor Aloysio Castelo de Carvalho também acredita que “um jornal diário e alternativo, de esquerda, pode ser criado desde que tenha suporte financeiro como foi o caso da Última Hora, que divulgava valores democráticos com foco nos temas da justiça e da igualdade social”.
Para tanto – pondera – “seria necessário a união das forças políticas de esquerda, do PT e outros partidos próximos, com suporte de um empresariado disposto a apoiar uma nova visão do Brasil. Seria um passo importante na democratização dos meios de comunicação”.
Certo desalento
Bernardo Kucinski lembra que “já houve jornal diário e alternativo, na época do Partidão (PCB), que tinha uma concepção de jornal organizador e funcionava sob o conceito de ‘centralismo’”.
Hoje, o professor da USP vê com certo desalento a possibilidade de implantação de um jornal de esquerda e de grande alcance, mesmo que no suporte digital. “A nova esquerda (leia-se PT) é constituída de facções que disputam espaço entre si, cada uma com sua imprensa; os poucos projetos de frente entre várias facções logo sucumbem devido à luta interna pelo controle exclusivo.
Pelo mesmo motivo torna-se difícil um veículo digital de grande porte alternativo, capaz de fazer frente a uma UOL, mesmo sem a necessidade de arcar com todos os problemas de custo e distribuição que caracterizavam a imprensa antiga.
No entanto, obviamente tornou-se facílimo produzir, hoje, veículos digitais alternativos, e eles aí estão aos milhares. Na verdade, a comunicação digital é por sua natureza libertária e alternativa.
Notícia colhida no sítio http://www.brasildefato.com.br/node/27529
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A imprensa brasileira em cinco títulos
Livros retratam as experiências de jornalistas e a imprensa no Brasil
21/02/2014
Maria do Rosário Caetano
de São Paulo (SP)
A Rede da Democracia – O Globo, O Jornal e o Jornal do Brasil na Queda do Governo Goulart (1961-1964), publicado em 2010, e O Caso Última Hora e o Cerco da Imprensa ao Governo Vargas (2012), ambos de autoria de Aloysio Castelo de Carvalho, editados pela Nitpress-EdUFF, estão disponíveis nas livrarias e no site da editora da Universidade Federal Fluminense.
O primeiro tem prefácio de Maurício Azedo e “orelha” de José Silveira. Azedo, depois de constatar que o livro não traz “qualquer réstia de tom panfletário”, comenta: “Carvalho faz serena análise dos textos sob um viés estritamente político, sem chamar a atenção para o tom raivoso e feroz com que estes escritos (em especial os de Carlos Lacerda, da Tribuna da Imprensa, mas não só) buscaram, com êxito, envenenar a opinião pública da qual se diziam porta-vozes. Essa serenidade é um dos muitos pontos altos deste trabalho, que enriquece a massa de informações sobre este momento desafortunado da vida nacional”.
Silveira, por sua vez, testemunha: “De todos os livros que li sobre este tema (o papel da imprensa na derrubada do governo Goulart), nenhum, tem a profundidade deste. Mesmo agora, depois da redemocratização e da liberdade de imprensa, em que o jornal pode opinar nos editoriais e nos destaques, eles operam em coro, principalmente no enfoque do noticiário”. E cita um exemplo: “Nas páginas (de nossos jornais contemporâneos), a Guerra Fria continua.
O Irã não pode enriquecer urânio porque o único país que jogou duas bombas sobre população desarmada, veta. Todos jornais acompanham”. Este livro de Aloysio Castelo de Carvalho vem acompanhado de CD com fac-similes de matérias publicadas nos veículos estudados, entre 22 de outubro de 1963 e 19 de março de 1964.
O Caso Última Hora e o Cerco da Imprensa ao Governo Vargas, publicado dois anos depois (2012) de A Rede da Democracia é fruto de tese de doutorado, defendida por Carvalho na USP, em 2000, sob orientação da professora Maria Aparecida de Aquino, ela mesma autora de um livro (Caminhos Cruzados: Imprensa e Estado Autoritário no Brasil – 1964-80), no qual estudou jornais como UH e Estadão. A “orelha” do livro-tese de Carvalho traz texto de Alberto Dines.
Dines, que comanda o Observatório da Imprensa, na TV Brasil (todas as terças-feiras, 20h), escreve (depois de relembrar as inovações trazidas pelo Diário Carioca, em 1952, e pelo Jornal do Brasil, 1956): “Na fase imediatamente anterior, está o lançamento de dois vibrantes vespertinos (A Tribuna da Imprensa, em 1949, e a Última Hora, em 1951), que se tornarão vetores deste apaixonante relato de Aloysio Castelo de Carvalho, dirigidos por dois extraordinários profissionais, ex-amigos e ex-camaradas (Carlos Lacerda, Samuel Wainer), que a paixão política e a Guerra Fria converterão em ferozes adversários”.
Vale registrar que o professor Aloysio Castelo de Carvalho, doutor em História Social pela USP, conhece o ofício de jornalista como poucos e foi coordenador de informação da CBN, no Sistema Globo de Rádio.
Minha Razão de Viver – Memórias de um Repórter
Minha Razão de Viver – Memórias de um Repórter, de Samuel Wainer. A primeira edição, com coordenação editorial de Augusto Nunes, saiu em 1987, pela Record. Ou seja, sete anos depois da morte do jornalista, que deixou seu depoimento gravado em diversas fitas. A Record lançou 10 reimpressões do livro. O prefácio, como pedira o editor de UH, trazia a assinatura de Jorge Amado.
Em 2005, a Editora Planeta assumiu o livro e relançou-o com maior apuro gráfi co e revelando segredo que Wainer pedira que só viesse a público depois de certa quantidade de anos: ele nascera, sim, na Bessarábia (na época território russo, hoje parte da Romênia). O nome do livro sofreu leve modificação: Samuel Wainer – Minha Razão de Viver – Autobiografi a.
Wainer narra sua história como menino de família judia pobre, radicado no Bom Retiro paulistano, que se tornou jornalista e conheceu fama nacional ao entrevistar, em fevereiro de 1949, o ex-ditador Getúlio Vargas. O político gaúcho prometia regressar ao cargo de presidente da República (De Vargas para Wainer: “Voltarei como líder de massas”) disputando o cargo nas eleições de outubro de 1950. Foi eleito, tomou posse em janeiro de 1951 e “saiu morto” (dissera a Wainer: “Só morto saio do Catete”) do palácio presidencial, em agosto de 1954, antes de completar seu mandato. Acuado por forças lideradas por Carlos Lacerda, “o Corvo”, Vargas suicidou-se. O livro mostra que, empossado, Vargas ajudou Wainer a viabilizar, via empréstimo do Banco do Brasil, o diário Última Hora, um “jornal vibrante, uma arma do povo”.
No dia em que Última Hora noticiou a morte de Getúlio Vargas, 800 mil exemplares foram vendidos (há foto no livro que mostra populares disputando um exemplar). O próprio Wainer registra, em suas memórias, o que ouvira de seu chefe de oficina: “No Brasil, jornal que passasse dos 15 mil exemplares virou macho”. Defensor atuante do monopólio do petróleo (e da criação da Petrobrás), UH cresceu bastante. E causou grande incômodo aos opositores de Vargas. Até CPI foi instalada para investigar os capitais que possibilitaram sua afirmação.
No Governo Goulart, Última Hora continuou crescendo e incomodando seus adversários (com Lacerda sempre à frente). O jornal definhou com o triunfo do golpe de 64. Suas edições carioca e paulista ganharam sobrevida com outros proprietários. Mas nos anos de 1970, o jornal era uma sombra do que fora outrora.
Na página 278, Wainer conta que um coronel do Exército, insatisfeito com Prá Não Dizer Que Não Falei das Flores (1968), de Geraldo Vandré, promoveu um concurso de poesias que servissem de resposta ao compositor. Oito mil aspirantes mandaram seus versos.
UH publicou o soneto vencedor, de autoria de um tal Bastos. Wainer tinha opinião formada sobre o que sairia na capa de seu combalido jornal: “um soneto primário, uma coisa ridícula”, que versejava: “Tu, Vandré, que andas pela noite no chopinho do Castelinho, que sabes de nossa Pátria?”. O texto saiu na capa do jornal, que ao longo dos anos 1950 e, até 1964, estivera na vanguarda da imprensa brasileira. Todas as edições do livro (da Record e da Planeta) estão esgotadas.
Jornalistas e Revolucionários – Nos Tempos da Imprensa Alternativa
“Jornalistas e Revolucionários – Nos Tempos da Imprensa Alternativa” – De Bernardo Kucinski. Primeira edição, pela Scritta, em 1991. Segunda edição revista, ampliada e fartamente ilustrada, pela EdUSP (2003). As duas edições estão esgotadas. Este livro é fruto de tese de doutorado, defendida pelo jornalista e cientista político, Bernardo Kucinski, na USP.
O pesquisador recupera a memória de importante período da imprensa brasileira, aquele em que circularam jornais como O Pasquim, Opinião, Movimento, Coojornal, Versus, Em Tempo, entre outros vinculados ou não a partidos políticos de esquerda. Todos foram implantados em tempo de dura censura à imprensa imposta pela ditadura militar (1964-1984).
Bernardo Kucinski foi jornalista ativo nos jornais Opinião, Movimento e Em tempo. Hoje é professor da USP. Foi assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro governo (2002-2006).
A Regra do Jogo, de Cláudio Abramo
A Regra do Jogo, de Cláudio Abramo (Companhia das Letras, 1988) – Coletânea de textos e depoimentos do jornalista Cláudio Abramo (1923-1987), organizada por seu fi lho, Claudio Weber Abramo. Integrante de uma família de artistas e intelectuais de esquerda, de origem italiana (a atriz Lélia Abramo, o gravador Lívio Abramo), Cláudio participou da renovação gráfica de O Estado de S. Paulo (1952-1963) e da Folha de S. Paulo (1975-1979).
O livro tem prefácio de Mino Carta, criador do Jornal da República, de curta duração, e da revista Carta Capital – nas bancas, primeiro mensalmente, depois semanalmente, há 20 anos, já beirando as 800 edições.
Notícia colhida no sítio http://www.brasildefato.com.br/node/27530

