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Por 12:00 HSBC

Fetec e Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região se reúnem com dirigentes do HSBC

Sindicalistas foram até São Paulo para defender a manutenção dos empregos dos trabalhadores

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Foto: Contraf-CUT PR

Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT-PR) e do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região estiveram reunidos ontem (10) com a diretoria-executiva do banco HSBC, em São Paulo, para saber mais sobre as notícias de que o grupo inglês está vendendo suas operações no Brasil e de que haverá uma demissão em massa, em escala mundial, até o final de 2016.

Desde que foi anunciada a venda do banco, há um clima geral de apreensão por parte dos bancários do HSBC. A instituição financeira conta com 853 agências e 21.479 trabalhadores em todo o Brasil. Somente em Curitiba e região metropolitana, são seis mil bancários. Uma eventual fusão com um dos três grandes bancos nacionais (Itaú, Bradesco e Santander) poderia gerar um grande número de demissões e de transtornos para outros trabalhadores que dependem dos bancários.

O diretor de recursos humanos do HSBC, Juliano Marcílio, disse que a declaração do presidente mundial do banco, Stuart Gulliver, foi mal interpretada e até mesmo distorcida, uma vez que foi garantido de que não haverá demissão em massa no Brasil e na Turquia, outro país em que o grupo vai deixar de operar. “O HSBC precisa dos funcionários para entregar o banco em boas condições. Não vejo preocupação em reduzir quadros no Brasil, pois temos preocupação em apresentar o grau de maturidade e eficiência da equipe”, afirma. Foi dito ainda que o HSBC se compromete a fazer reuniões quinzenais com a confederação para informar como está o processo de venda.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, aprovou a iniciativa de se reunir a cada 15 dias, mas, ainda quer mais. “Dissemos aos representantes do banco que o processo de venda não deve trazer intranquilidade nem colocar em risco o emprego dos trabalhadores. O compromisso de fazer reuniões a cada quinze dias é um bom começo, mas ainda falta muito para proteger os empregos dos bancários do HSBC”, avalia.

Para o presidente da Fetec-CUT-PR, Junior César Dias, é preciso orientar os trabalhadores em lidar com a questão dos clientes, porque muitos ainda estão confusos sobre o que vai acontecer com a saída do banco. “Essa reunião foi importante para os trabalhadores, ainda mais com a confirmação de que não haverá demissão em massa. Mas, a luta pelos empregos continua e é preciso dar mais informações para que os bancários possam orientar e dialogar com os clientes”, comenta.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Elias Jordão, também ressaltou a importância de o banco agir de forma mais transparente. “Foi uma reunião importante para termos informações diretas do banco e não nos alimentarmos das notícias da grande imprensa, que nunca sabemos se são de fontes confiáveis ou meras especulações”.

A coordenadora nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Cristiane Zacarias, salientou que os movimentos sindicais estão preocupados com a manutenção dos empregos dos trabalhadores e que é preciso agir às claras. “Apresentamos nossa preocupação e a ansiedade da base com a falta de comunicação da diretoria até então. É necessário manter esse canal aberto e essas reuniões quinzenais vão ajudar para que possamos acompanhar os desdobramentos do processo e transmitir as informações aos bancários”.

Autor: Flávio Augusto Laginsky

Fonte: Fetec-CUT PR com Seeb Curitiba e Região

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