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O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, entregou no dia 11 de agosto, na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, a minuta de reivindicações da categoria da Campanha Nacional 2015. Também foram encaminhadas as reivindicações específicas dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Notícia colhida no sítio http://www.bancariosdecuritiba.org.br/noticias-interna/5/geral/22734/confira-integra-das-minutas-bb-caixa-e-fenaban
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Bancários querem mais emprego, saúde e valorização
Confira as principais reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2015.

Com data-base em 01 de setembro, os bancários de todo o país estão em campanha salarial desde 11 de agosto, quando a minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2015 foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Confira a seguir as principais demandas dos trabalhadores, por eixo temático:
REMUNERAÇÃO
– Reajuste salarial de 16% (art. 1)
Correspondente à correção da inflação mais aumento real de 5,7%;
– Remuneração fixa indireta (benefícios) no valor de um salário mínimo (art. 17 a 22)
Auxílio refeição, alimentação, 13ª cesta alimentação, 13ª cesta refeição, auxílio creche e 13º auxílio creche no valor de R$ 788 cada benefício;
– Piso salarial (art. 4)
Bancários querem pisos salariais com variação entre R$ 3.299,66 (Portaria, Contínuos, Serventes e Escritório) e R$ 7.424,24 (primeiro gerente e técnico de Tecnologia da Informação, com gratificação de função);
– Plano de cargos e salários (art. 5)
Reajuste anual de 1% em todas as verbas salariais, para todos os bancários;
– Isonomia de salário (art. 8)
Bancários querem salário igual para trabalho igual (Convenção 100 da OIT);
– Auxílio educação (art. 25)
Custeio integral de ensino médio, graduação ou pós graduação
– Regulamentação da remuneração variável (art. 32)
Para combater as metas abusivas, bancários querem pagamento de 10% sobre venda de produtos a título de remuneração complementar, e 5% sobre a prestação de serviços;
– Participação nos Lucros e Resultados (art. 34)
PLR de três salários mais R$ 7.246,82 fixos, sem compensação de programas próprios de remuneração.
– Garantia no emprego (art. 39)
Os bancos devem garantir o emprego dos bancários.– Garantia contra dispensa imotivada (art. 40)
Reconhecimento dos termos da Convenção 158 da OIT, em que a demissão só ocorre após a comprovação dos motivos.– Contra terceirização (art. 43)
Suspensão da implantação de projetos de terceirização para vedar qualquer forma de terceirização no ramo financeiro. A reivindicação é que os bancos reassumam as atividades terceirizadas e contratam os terceirizados como empregados num prazo de seis meses.– Mudanças tecnológicas (art. 47)
Constituição de uma Comissão sobre mudanças tecnológicas no prazo de 45 dias após assinatura da CCT. A comissão deve ser informada com um ano de antecedência da existência de projetos com mudanças tecnológicas.
– Fim dos correspondentes bancários (art. 49)
Os bancos devem universalizar o atendimento bancário em todos os municípios do país, com serviços desempenhados por bancários.
Bancários querem participar da estipulação de metas e que elas sejam coletivas, definidas por departamentos/agências e não individuais. Elas devem ser adequadas e reduzidas nos períodos de afastamentos. Bancários não querem comparações ou divulgação de rankings.– Fim do assédio moral e da violência organizacional (art. 73)
Os bancos devem coibir o assédio moral nos locais de trabalho. Em caso de comprovação do assédio, a vítima deverá ter estabilidade desde a denúncia até dois anos após o fim da investigação. Os bancos deverão divulgar as sanções administrativas impostas ao assediador. Despesas médicas devem ser reembolsadas.
– Cumprimento do Programa de Retorno ao Trabalho (art. 81)
O Programa de Retorno ao Trabalho foi incluído na Convenção Coletiva de Trabalho no ano de 2009 (cláusula 44) mas não está sendo cumprido pelos bancos. Bancários estão retornando ao trabalho muitas vezes no mesmo posto que ocasionou a doença.SEGURANÇA BANCÁRIA
– Proibição de guarda de chaves pelos bancários (art. 105)
Chaves de acesso a bancos, cofres e acionadores de alarmes devem ser desvinculados de bancários e ficar sob responsabilidade de empresas especializadas.– Proibição de transporte de numerário pelos bancários (art. 106)
Atualmente está previsto na Convenção Coletiva (CCT) o cumprimento da Lei 7.102/1983, que dependendo do montante, é permitido o transporte de numerário em veículo comum, com dois vigilantes, ou exclusivamente em veículo da instituição ou de empresa especializada. A reivindicação é que o transporte de numerário seja proibido a bancários e seja feito exclusivamente por vigilantes em carros forte.
– Implantação em todo o país de medidas de segurança contra assaltos e sequestros (art. 107)
Conforme o projeto piloto de segurança bancária, implantado em três cidades do país, que seja adotado um padrão de segurança nos locais de trabalho. Os termos devem estar incluídos na CCT. São oito itens de segurança previstos para implantação, como porta de segurança com realocação do autoatendimento; câmeras camufladas em áreas internas e externas; divisórias individuais; blindados e iluminação externa, entre outros.
IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
– Mesa temática sobre Igualdade de Oportunidades (art. 64)
Manutenção da Comissão Bipartite com o objetivo de eliminar as desigualdades existentes no local de trabalho, dirimir conflitos e prevenir eventuais distorções, em busca da equidade em todos os segmentos.
– Promoção da igualdade de oportunidades para todos (art. 65)
Garantia de que mulheres, negras, negros, indígenas, homoafetivos e deficientes tenham igualdade de condições de contratação, independente de idade e condições sócio econômica.
– Isonomia de tratamento para homoafetivos (art. 66)
Fim da discriminação e os mesmos direitos aos parceiros de união civil de relacionamento homoafetivo, considerando-se para os efeitos legais a mesma condição de cônjuges.
– Contratação de trabalhadores com deficiência (art. 67)
Inclusão de trabalhadores com deficiências, combatendo a discriminação e proporcionando seu desenvolvimento, garantindo o trabalho decente e respeitando suas limitações.
Por Renata Ortega – SEEB Curitiba
Notícia colhida no sítio http://www.bancariosdecuritiba.org.br/noticias-interna/5/geral/23169/bancarios-querem-mais-emprego-saude-e-valorizacao